DEFI11: conheça o primeiro ETF de DeFi do mundo

DEFI11: conheça o primeiro ETF de DeFi do mundo

luisa-pires

24 JAN

7 MIN

DEFI11: conheça o primeiro ETF de DeFi do mundo

Imagine se ao invés de precisar contar com intermediários de confiança, como bancos e corretoras, nós criássemos uma rede global, transparente e interoperável? Na qual poderíamos transacionar, investir e administrar nosso dinheiro de forma completamente descentralizada? Essa é a inovação que o DEFI11 da gestora Hashdex traz para o cenário dos mercados financeiros globais.

Quais são as melhorias que DeFi traz comparadas às finanças tradicionais?

As finanças tradicionais ficaram para trás em outros campos da revolução tecnológica. Vários aspectos do nosso dia a dia são muito influenciados pelos avanços tecnológicos, no entanto, nas finanças tradicionais, isso não acontece. Embora alguns países tenham infraestrutura financeira mais inovadora (por exemplo, Brasil e Índia), muitos países desenvolvidos ainda opera sob sistemas e regras criadas para outra era.

Para manter a participação de mercado em indústrias maduras, os bancos tradicionais são notoriamente anticompetitivos, relutantes em permitir que os clientes compartilhem suas informações ou integrem-se a outros provedores de serviços financeiros.

Essas práticas levam a sistemas bancários isolados e compartilhamento ineficiente de dados financeiros consumidores, resultando em acesso limitado ao crédito e muitas vezes vazando dados e informações do usuário. Este ambiente retarda a inovação financeira.

Por isso, o DeFi aborda algumas dessas questões ao recriar serviços e instrumentos financeiros comuns em uma infraestrutura descentralizada. Veja a seguir uma comparação feita entre esses dois modelos de finanças.

Como esses tokens geram receita?

Ao contrário do Bitcoin e de outros criptoativos do tipo “commodity”, que não possuem fluxos de caixa futuros previstos, a maioria dos protocolos de DeFi geram receita com a cobrança de uma taxa sobre as operações efetuadas nas suas plataformas.

Na maioria dos casos, uma parte dessas taxas é revertida diretamente para os proprietários de tokens sob a forma de dividendos ou através de “burns”, queima dos tokens (semelhantes a recompra de ações).

No momento, os principais protocolos DeFi geram mais de US$ 3,8 bilhões anuais em receitas, observando-se também uma trajetória de crescimento significativa: as receitas mensais em novembro de 2021 foram de cerca de US$ 320 milhões, o que representa um aumento de 6,4x em relação ao ano anterior, quando estavam próximas de US$ 50 milhões (US$ 600 milhões anuais).

Além disso, por serem fontes geradoras de receita, os protocolos de DeFi podem ser analisados sob a ótica das métricas financeiras tradicionais, tais como preço sobre receitas ou até mesmo preço sobre lucro (P/L).

Também permitem o uso de ferramentas de avaliação mais tradicionais, tais como o modelo de fluxo de caixa descontado ou o modelo de desconto de dividendos.

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Tomando como base que entendemos esses mecanismos descentralizados, vamos compreender a composição desse fundo passivo que segue o índice “CF DeFi ”. O DEFI11 contém três subportfólios para garantir a exposição a todos os elementos da cadeia de valor DeFi:

  1. Protocolos DeFi: empréstimos, trocas, seguros, derivativos e gestão de ativos, etc. (“Aplicativos da Indústria”). Correspondem a 70% do índice;
  2. Suporte para protocolos DeFi: serviços de dados (fornecimento, armazenamento e consulta), soluções de autenticação e escalabilidade (“serviços on-chain”). Correspondem a 15% do índice; 
  3. Plataforma de Contrato Inteligente: Um blockchain nativo (“camada de liquidação”) que verifica e registra transações. Correspondem a 15% do índice.

Por isso, a Hashdex distribuiu o DEFI11 da seguinte forma:

  • UNISWAP (23,40%)
  • ETHEREUM (15%);
  • AMP (10,10%);
  • CURVE (11,30%);
  • AAVE (9,10%);
  • MAKER (7,80%);
  • POLYGON (5,80%);
  • CHAINLINK (5,80%);
  • THE GRAPH (3,40);
  • COMPOUND (3,30%);
  • SYNTHETIX (2,80%);
  • YEARN.FINANCE (2,20%);

UNISWAP

UNI é um Automated Market Maker na blockchain Ethereum, onde as negociações são executadas usando pools de liquidez (ao invés dos tradicionais livros de ordens) nos quais os usuários depositam ativos em troca de uma remuneração financeira. Atualmente, a Uniswap é a maior “exchange” descentralizada do mundo, com um volume de negócios diário de cerca de US$ 1,7 bilhões (US$ 600 bilhões anuais).

ETHEREUM

ETH é o criptoativo nativo da rede Ethereum, que é um sistema que permite a criação de aplicativos descentralizados (DApps). Eles são diferentes dos aplicativos tradicionais, pois não dependem de entidades centralizadas.

Em vez disso, os DApps dependem de um conjunto de contratos inteligentes (smart contracts) validados por uma rede de computadores independentes. Muitas das aplicações atuais mais proeminentes da Ethereum estão no campo finanças descentralizadas (DeFi), como bolsas descentralizadas, empréstimos garantidos e contratos de derivativos.

AMP

AMP é um token que oferece garantias instantâneas e verificáveis, por intermédio de smart contracts, para qualquer modalidade de transação de ativos de valor. O uso do AMP permite que as redes de blockchain protejam as transações de ativos nela realizadas de modo rápido e irreversível.

CURVE

CRV é o token de um protocolo de DeFi, em funcionamento na rede da Ethereum, que utiliza várias criptomoedas para operar um serviço deautomated market makers focado principalmente em stablecoins.

Por meio de interações pautadas em smart contracts, os usuários conseguem negociar criptomoedas de modo totalmente descentralizado.

AAVE

Aave é um token do protocolo de código aberto e não custodiante para ganhar juros sobre depósitos e tomar ativos emprestados com uma taxa de juros variável ou estável. Ele também permite empréstimos flash de duração ultracurta e sem garantia, projetados para serem integrados a outros produtos e serviços.

MAKER 

As “stablecoins”, como o USD Tether e o USD Coin (USDC) são normalmente lastreadas por reservas em dólares. A MakerDAO, pelo contrário, aceita o ETH como garantia para cunhar o DAI, uma “stablecoin” que é uma das mais utilizadas em protocolos de DeFi.

Em novembro/21, o DAI em circulação totalizava aproximadamente US$ 9,0 bilhões.

COMPOUND

O Compound é um dos principais protocolos descentralizados de empréstimos e financiamentos sobre a blockchain Ethereum. Ele permite que os usuários se financiem e emprestem ativos com taxas algorítmicas predefinidas sem a presença de qualquer terceira parte centralizada.

Em nov/2021, o Compound apresentava uma capitalização de mercado de US$ 1,75 bilhões e TVL de US$ 12,5 bilhões, gerando uma receita anual de US$ 360 milhões.

 SYNTHETIX

O Synthetix é uma aplicação DeFi na rede Ethereum que oferece exposição “on-chain” a uma grande variedade de ativos cripto e não cripto através de um protocolo de liquidez de derivativos.

Em novembro/2021, o Synthetix tinha uma capitalização de mercado de US$ 880 milhões, valor total bloqueado de US$ 1,7 bilhões e uma receita total de US$ 16,4 milhões.

 YEARN.FINANCE

O Yearn Finance é um protocolo de gestão de ativos construído sobre a blockchain Ethereum. Trata-se de um serviço agregador para investidores DeFi que emprega a automação para maximizar os lucros de diferentes “pools” de liquidez.

Em novembro/2021, o Yearn Finance tinha um valor de mercado de US$ 1,1 bilhão, valor total bloqueado de US$ 6,0 bilhões, gerando uma receita total anual de US$ 260 milhões.

Valor da cota: R$50,00 

Taxa de administração: 1,3% (0,3% do DEFI11 + 1,0% do Hashdex DeFi Index ETF)

Esta distribuição traz segurança para quem vai investir no ETF DEFI11, tendo em vista que ele tem um percentual mais elevado em protocolos que já tem uma grande confiabilidade até por parte do institucional. 

É o momento certo para investir nesse segmento?

Portanto, apesar da grande quantidade de desafios e riscos, o setor tem se mostrado muito resiliente. Ele está resistindo ao teste do tempo e continua a melhorar e a adaptar-se em resposta aos desafios globais.

Os gargalos da blockchain, como escalabilidade e custo de transação, estão sendo tratados por diversos atores do mercado, enquanto as questões de segurança e regulamentação são examinadas por instituições cripto em colaboração com organizações governamentais. 

À medida que DeFi ganha ímpeto, as iniciativas de supervisão governamental irão aumentar, mas nos parece muito improvável que DeFi venha a ser regulamentada até a extinção. 

Demonstrando ser uma indústria viável e crescente, DeFi criou um núcleo forte e comprometido de usuários, investidores e desenvolvedores, ávidos por aproveitar as oportunidades que estão por vir, tanto para lucrar como para mudar o panorama financeiro para melhor.

Logo, o potencial que temos pela frente é enorme, e DeFi tem a oportunidade de revolucionar um dos maiores mercados do mundo. Ao mesmo tempo, abre para milhões de pessoas mal atendidas financeiramente, transformando completamente a forma como as sociedades exploram os serviços financeiro.

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