Saiba como usar o orçamento a seu favor

Saiba como usar o orçamento a seu favor

Saiba como usar o orçamento a seu favor

Quando nos debruçamos sobre o planejamento financeiro com o objetivo de encontrar meios de aumentar a margem para investimentos ou novos planos, temos duas opções claras: aumentar as receitas ou diminuir as despesas. São esses dois caminhos que nos permitem ter uma folga maior no gestão do orçamento mês após mês.

A primeira opção nem sempre é possível. Pedir um aumento não é certeza de sucesso e, a depender do momento, pode ser encarado da maneira errada pela chefia. Outra forma de gerar mais renda é buscar um trabalho extra. Produzir algo, revisar, vender…. São muitas opções, mas que exigem tempo, dedicação e conhecimento da área. Nem todo mundo tem ao menos duas destas opções.

No segundo caso, depende quase que 100% de nós mesmos. O que não quer dizer que seja tão fácil assim. Sendo bem sincero, reduzir os gastos não é natural. Buscamos ganhar mais para poder gastar mais, viver bem, ter prazer e tranquilidade. Não queremos dar esse passo atrás, mas ele é necessário muitas vezes.

A dor da perda é maior que a alegria do ganho

São muitos os experimentos que nos mostram que a dor da perda é maior que a alegria do ganho. Em Misbehaving, Richard Thaler comentou um destes teste e chegou à conclusão que perder gerava uma sensação três vezes maior que ganhar algo. Isso é refletido na hora de ter que economizar. A alegria por conseguir ter um pacote de tv a cabo maior, ter mudado o celular, fazer parte de um clube ou qualquer outro ponto que você considere positivo tem seu sentimento de tristeza potencializado quando você pensa em cortar aquilo. É muito mais difícil cortar.

Além disso, vivemos um momento de alta inflação. Nos últimos 12 meses, a inflação é de 11,30%, o que faz com que reduzir despesas fique ainda mais complicado. Se quando depende da gente é difícil, principalmente pelo lado psicológico, imagina quando é algo fora do nosso controle, como o aumento dos preços.

Por isso, hoje resolvi falar sobre o que podemos fazer para ajudar nessa redução das despesas. São alguns passos que tendem a facilitar o processo e permitir uma manobra mais tranquila no orçamento mensal. Aliás, o primeiro passo para isso é ter um orçamento claro e de fácil entendimento.

Se você não faz esse acompanhamento, se não anota receitas e despesas, fica difícil fazer qualquer tipo de ajustes, afinal, não sabemos de onde vem e nem para onde vai o dinheiro. Como consertar um vazamento se sequer sabemos o ponto por onde a água escorre?

Nesse texto você vai encontrar:

  • Avaliar relatório mensal
  • Determinar valor base inicial no orçamento
  • Classificar gastos opcionais no orçamento
  • Arregaçar as mangas
  • Disciplina e autoconhecimento

Passo 1: avaliar o relatório mensal

O orçamento não é apenas uma parte do planejamento que pode ter gráfico, colunas e tabelas. É o ponto crucial do planejamento. É através dele que conseguimos seguir adiante nos outros pontos. Por isso, essa tarefa começa com ele, o orçamento.

Por isso a importância de preencher os dados corretamente para que tenhamos uma visão clara do que acontece. O que será feito nesse ponto é avaliar com cautela os gastos e entender o que acontece.

Antes de mais nada, conferir se as receitas estão maiores que as despesas. Esse é o básico.

Em caso positivo, seguiremos com os próximos passos. Caso negativo, o trabalho terá de ser equiparar as linhas.

Passo 2: determinar o valor base inicial no orçamento

Com as despesas abaixo das receitas, passaremos para o passo seguinte, que é entender o valor base que iniciaremos o lado das despesas de nosso orçamento. O que tem de ser feito aqui é pontuar aquelas despesas que são inegociáveis, que não podemos abrir mão de forma alguma.

Importante: não há julgamento. O que é fundamental para uma pessoa, pode ser dispensável para outra. Sejamos sinceros para de fato listar aquilo que é indispensável de verdade.

Quando finalizar, teremos bem claro o valor base de despesas que vamos começar os meses. É um valor que não temos como reduzir (ao menos nesse momento) e que não está disponível para outros planos. É importante saber isso.

Passo 3: classificar gastos opcionais no orçamento

Com os gastos indispensáveis definidos, vamos para a classificação das outras despesas. Temos algumas que são necessárias e outras que são absolutamente supérfluas. É necessário entender os dois tipos e saber separá-los. E, mais uma vez, sem julgamentos.

Além de não julgar, é preciso muita sinceridade e desprendimento. Essa é uma etapa que precisa ser feita de forma individual para que você com sua consciência possa definir direitinho os tipos de gastos. Eles farão parte da massa de manobra do orçamento.

Primeiro os supérfluos, depois os necessários.

Passo 4: arregaçar as mangas

Passadas as etapas anteriores, que podemos classificar como teóricas, é hora de meter a mão na massa. Para isso, vamos avaliar os extratos dos últimos meses para entender quais das áreas que não são fundamentais estão com os maiores gastos. Quais destes gastos que tiram maior parte do seu orçamento e não deveriam estar lá?

E aí podemos encontrar situações como gasto elevado em almoço fora de casa, em compras excessivas ou em transporte (seja próprio, aplicativo ou público) quando boa parte poderia ser feita andando. Vai depender do estilo de vida de cada um. Com esses gastos identificados, que seriam os pontos de vazamento do orçamento, vamos procurar estancar ou diminuir a vazão. Sempre de uma forma que não gere problemas ou não prejudique demais o estilo de vida.

A ideia é que o processo seja feito de maneira consciente sem gerar situações negativas no dia a dia. É bom, inclusive, estabelecermos metas de redução. Elas servirão como base do que buscaremos alcançar e têm um efeito positivo no psicológico quando é conseguido. Nos dará ainda mais gás para continuar no trabalho.

Passo final: disciplina e autoconhecimento

Todo esse processo, que deve ser feito tanto em conjunto como de forma individual, vai ajudar a aumentar sua conscientização em relação ao orçamento. Passará a conhecer melhor e até a reavaliar parte dos seus gastos. Esse é o primeiro ganho desse estudo em relação ao próprio orçamento.

Além disso, a ideia de traçar metas no orçamento pode se tornar uma rotina para a realização dos objetivos. É algo prazeroso e que pode se tornar um hábito positivo a ser ter. Desde que, obviamente, os objetivos sejam reais e tangíveis.

O saldo financeiro de todo esse trabalho dará uma sensação de orgulho e aquela vontade de “quero mais”. O sucesso dessa avaliação e revisão do orçamento fará com que entremos em uma bola de neve, sempre de olho em revisar e reajustar os gastos. Veja que não falei em diminuir. Afinal, a ideia não é parar de gastar, mas entender que as despesas precisam ser feitas de maneira inteligente para que o estilo de vida não seja comprometido.

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