Educação financeira no pós-pandemia

Educação financeira no pós-pandemia

tcschool

20 JUL

5 MIN

Educação financeira no pós-pandemia

Agora que as cidades estão começando a flexibilizar a abertura do comércio e as pessoas aos poucos estão voltando ao “normal”, a pergunta que surge é: como ficará o controle das finanças pessoais e o planejamento financeiro das pessoas após o período de pandemia? Para te ajudar na educação financeira no pós pandemia, refletiremos acerca dos seguintes tópicos:

  • Em relação as finanças, o que aprendemos com a pandemia? mudanças de hábitos geradas pela pandemia em nossas finanças
  • Da reserva de emergência ao investimento em ações: o brasileiro tem se preocupado mais com seus investimentos?
  • Educação financeira no pós pandemia: como se preparar para essa transição

Boa leitura!

Educação financeira no pós pandemia

Leia mais sobre finanças pessoais:

O que as pessoas aprenderam com a pandemia?

Antes de mais nada, a verdade é que a pandemia serviu para que muitas pessoas aprendessem da pior forma, a importância da educação financeira. Devido à situação de incerteza, a perda de emprego, ou diminuição da renda durante este período, boa parte da população foi obrigada ou percebeu que precisava diminuir seus gastos. Além disso, muita gente percebeu a importância de se ter uma reserva de emergência para momentos como esse. Mas será que esse aprendizado vai ficar quando a pandemia enfim passar? Diante disso, discuto nesse texto alguns pontos que considero importantes para as finanças pessoais no pós-pandemia, bem como alguns ensinamentos e tendências que devem permanecer quando a covid-19 for embora.

Nesse sentido, vou listar aqui alguns ensinamentos relacionados à educação financeira que considero que serão tendências quando o vírus da covid-19 for embora:

Reserva de emergência

Um dos principais ensinamentos que a crise atual trouxe foi a importância de se ter uma reserva de emergência. Aos que infelizmente perderem sua fonte de renda e se viram sem ter como pagar suas contas, acredito que devem ter pensando como seria bom ter feito uma reserva para poder passar por esse período de forma mais tranquila. E aos que possuíam reserva de emergência, acredito que tiveram a certeza de como valeu a pena. Desse modo, creio que as pessoas agora serão mais preocupadas em criar uma reserva de emergência, pensando nas prováveis crises futuras. O momento de incerteza atual pede que você pare para pensar em fazer esse tipo de reserva. Se quiser saber mais sobre reserva de emergência acessa o texto do Raphael Carneiro.

Diminuição dos gastos

Outro ensinamento que a pandemia trouxe foi a diminuição dos gastos. Muitas pessoas diminuíram seus gastos durante a pandemia, seja por opção ou por necessidade. Essa afirmação é confirmada pela pesquisa que foi realizada pelo Ibope Inteligência, que mostra que 51% das pessoas pesquisadas diminuíram seus gastos durante a pandemia, e 27% começaram a guardar mais recursos para possíveis eventualidades no futuro. Desse modo, acredito (e espero) que esse hábito deva permanecer mesmo quando a pandemia acabar.

Busca por novas fontes de Receita

Durante a pandemia, muitas pessoas tiveram que buscar novas fontes de receita. Seja para reforçar o orçamento, ou porque perderam parte de suas receitas. O crescimento do uso da internet para adquirir bens e serviços contribuiu para isso. Muita gente começou a oferecer serviços online ou começou a vender produtos via e-commerce. Como ninguém sabe como será o “novo normal”, creio que essa busca por novas fontes de receitas permanecerá após a pandemia.

Investimentos no mercado de ações

Por fim, a pandemia aproximou as pessoas do mercado de ações. Acredito que não exatamente por causa da pandemia, mas em 2020 tivemos um aumento considerável de pessoas físicas que começaram a investir na bolsa de valores. Além disso, a redução da taxa básica de juros (SELIC) nas últimas reuniões do Copom fez muita gente migrar da renda fixa para a variável, bem como o maior acesso da população aos conteúdos sobre o mercado de ações, fez com que muita gente começasse a investir em renda variável no primeiro semestre de 2020.

De acordo com a , o número de investidores pessoa física saltou de 1.681.033 no final de 2019, para 2.648.975 no fim de junho de 2020. Acredito que esse será outro hábito que permanecerá ainda após a pandemia, pois muitas pessoas estão aprendendo mais sobre como funciona o mercado de ações na busca por melhores retornos.

Como se preparar para o pós-pandemia

Se, apesar das incertezas, você está tentando se planejar financeiramente para o período pós-pandemia ou está tentando se reorganizar depois desse tempo de crise, sugiro que comece identificando qual foi o impacto da pandemia nas suas finanças:

Diagnóstico dos efeitos da pandemia nas suas finanças

O primeiro aspecto a ser considerado na organização das finanças pessoais no pós-pandemia é fazer um levantamento do efeito da pandemia no seu orçamento pessoal/familiar. Ou seja, o que mudou em relação às suas receitas­? Você está recebendo menos? Está recebendo mais ou nada alterou nas suas receitas? O mesmo deve ser feito em relação aos gastos.

Você pode até pensar: mas fazer isso é desnecessário, pois eu sei que meus custos aumentaram. Ou: eu sei que minha receita diminuiu. Entretanto, o principal objetivo aqui é saber exatamente o quanto aumentou/diminuiu da sua receita, o quanto aumentou/diminuiu dos seus gastos ou o quanto você gastou ou conseguiu aumentar da sua reserva. E a forma mais eficaz de fazer isso ainda é por meio do controle do orçamento pessoal/familiar, que pode ser feito utilizando planilhas de Excel, aplicativos de celular ou no clássico caderninho de anotações. Após ter ideia do impacto da pandemia no seu orçamento pessoal/familiar é que vai ser possível criar estratégias para o pós-pandemia.

Educação financeira: Crie um planejamento de curto, médio e longo prazo

Em resumo, sabendo da sua real situação financeira atual, você poderá criar estratégias para alcançar seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Por exemplo, se você ficou endividado durante a pandemia, a ideia é criar estratégias para renegociar essas dívidas e/ou buscar novas fontes de receitas para sair dessa situação. Dica: estabeleça prazos para isso. Você pode decidir que deseja sair desta situação até o final de 2021, por exemplo, mas tente não criar prazos fora da sua atual realidade.  Se seu objetivo é começar fazer uma reserva de emergência, estabeleça quanto você pode guardar todo mês e tente ser constante com esses aportes. Em outras palavras, tenha foco no seu objetivo. Além disso, busque conhecimento para saber onde colocar esse dinheiro, o fazendo render com segurança.

Por fim, eu sei que é difícil ou quase impossível prevê o que vai acontecer no futuro, mas podemos estar mais bem preparados para futuras eventualidades. Então busque sempre conhecimentos e vamos lá!

 

João Victor
João Victor
Atua como Pesquisador no Instituto universitário de Lisboa – ISCTE
Graduado em Ciências Contábeis e Gestão Financeira. Mestre em Ciências Contábeis. Foi professor/pesquisador do departamento de contabilidade da UFRN e de universidades particulares como UNP e UNIP. É investidor com base em análise fundamentalista.

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