IBOV

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BRENT

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IO62

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ABEV3

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AMER3

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ASAI3

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Peer to peer lending: o que é o movimento P2P

Peer to peer lending: o que é o movimento P2P

tcschool

28 JUL

5 MIN

Peer to peer lending: o que é o movimento P2P

Nesse artigo, discutiremos sobre o Peer to Peer lending que também é conhecido como P2P ou P2P lending, e vem ganhando popularidade no Brasil. Essa modalidade surge como uma nova opção para diversificar sua carteira de investimentos. Mas afinal, o que é e como funciona o P2P? Para facilitar a leitura, dividi o texto nos seguintes tópicos:

  • Movimento P2P: como surgiu e como funciona?
  • Qual o retorno desse tipo de investimento?
  • Vale a pena investir no peer to peer?

Boa leitura!

Peer to peer lending

Leia também sobre esse assunto:

Como surgiu o movimento P2P

Na Europa, onde a maioria dos investimentos de renda fixa rende muito pouco, muita gente tem optado por investir na modalidade P2P. Foi dessa forma que eu fui apresentado a esse tipo de investimento que, apesar de já ser bem popular por lá, ainda precisa ser mais conhecido aqui no Brasil. Não à toa, o Relatório de Economia Bancária do Banco Central do Brasil dedicou uma seção inteira a esse tema. Aqui, com a baixa taxa Selic, muita gente tem procurado novas alternativas de investimentos que rendam mais do que as opções existentes no mercado.

Desse modo, o P2P surge como uma alternativa. Trata-se de uma modalidade consideravelmente nova, criada em 2005 no Reino Unido como uma forma alternativa aos bancos. Com o intuito de reunir as pessoas que desejam investir dinheiro com possíveis tomadores de empréstimos. Plataformas digitais desempenham o papel de intermediário, auxiliando na correspondência entre as duas partes e na transferência de dinheiro entre elas. Ou seja, essas plataformas digitais funcionam como instituições financeiras que captam e ofertam recursos para pessoas físicas ou jurídicas sem a participação de bancos convencionais.

Como não existe uma instituição financeira tradicional atuando como intermediária e, portanto, nenhuma das despesas gerais associadas ao setor bancário, o P2P acaba sendo atrativo tanto para o tomador de empréstimos, que consegue taxas de juros mais baixas do que no mercado e com menor burocracia, quanto para os investidores que obtêm retornos maiores que muitos produtos de renda fixa disponíveis no mercado.

Como funciona o movimento P2P

O processo de empréstimo Peer to Peer começa quando você se inscreve em uma plataforma P2P, ou seja, você abre uma conta em uma dessas plataformas e investe o valor que deseja emprestar. Você precisará começar a fazer ofertas de empréstimos para os mutuários que procuram um empréstimo. Antes de sua oferta ser feita, você precisa decidir por quanto tempo deseja oferecer seu dinheiro, o que geralmente ocorre por um período fixo de anos. De uma forma geral, quanto mais tempo você estiver disposto a investir, maior será o potencial de retorno.

Além disso, você precisa analisar o perfil dos tomadores de empréstimos considerando os riscos envolvidos na operação. As plataformas fornecem essa análise de crédito e te mostram os riscos associados a cada empresa que está buscando empréstimo, bem como as taxas de retorno. Além disso, as plataformas também disponibilizam dados sobre o faturamento da empresa que está tomando o empréstimo: endividamento, lucro liquido, bem como o motivo do empréstimo. Essas informações são necessárias para que o investidor possa tomar suas decisões.

Uma vez que seu dinheiro é transferido para sua conta peer to peer normalmente existem duas maneiras de começar a emprestá-lo. Existem plataformas P2P que fazem isso automaticamente por meio de ofertas de empréstimo, enquanto outros exigirão que você faça isso manualmente. Embora o gerenciamento individual de cada empréstimo lhe dê mais controle, ele pode consumir mais tempo.

Qual o retorno do peer to peer?

O retorno varia de acordo com a plataforma e também de acordo com o risco do empréstimo. Por exemplo, em uma plataforma que uso na Europa existem três tipos de “pacotes” de empréstimos. Na modalidade menos arriscada o retorno médio é de 6,75% ao ano, enquanto que na modalidade de empréstimos mais arriscados o retorno médio é de 12,4% ao ano. Vale lembrar que em muitos países da Europa a renda fixa paga menos de 1% ao ano.

Aqui no Brasil, onde a taxa Selic atual é de 2,25%, já existem várias plataformas oferecendo este serviço e o retorno pode chegar a 25% ao ano, variando de plataforma para plataforma, conforme mencionado.

Vale a pena investir no peer to peer?

Essa modalidade pode servir como uma boa opção para a diversificação de sua carteira de investimentos, visto que é possível investir em empresas de diversos setores diferentes por meio da plataforma. Em algumas plataformas também é possível fazer investimentos em países diferentes, minimizando o risco de se investir em uma economia só.

O aumento da credibilidade de serviços financeiros online, ligados a necessidade das empresas por recursos a taxas mais atrativas do que as oferecidas nos bancos convencionais têm levado o P2P a um crescimento considerável no mundo todo. No Reino Unido, só no ano de 2016 houve um aumento de 43% dos financiamentos alternativos como P2P, conforme evidenciado no Cambridge Centre for Alternative Finance.

No entanto, é importante que o investidor esteja atento aos riscos inerentes a esse tipo de investimento. Aqui no Brasil, o P2P não é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como acontece com a maioria dos títulos privados de renda fixa. Além disso, ao investir nesse tipo de modalidade o investidor está vulnerável tanto a inadimplência, quanto a possibilidade de a empresa entrar em falência. Desse modo, é importante que o investidor tenha consciência que apesar da possibilidade de retornos bem atrativos, o P2P se apresenta como um investimento consideravelmente arriscado. Cabe a você, investidor, fazer esse tipo de análise.

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João Victor
João Victor
Atua como Pesquisador no Instituto universitário de Lisboa – ISCTE
Graduado em Ciências Contábeis e Gestão Financeira. Mestre em Ciências Contábeis. Foi professor/pesquisador do departamento de contabilidade da UFRN e de universidades particulares como UNP e UNIP. É investidor com base em análise fundamentalista.

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