Existe renda mínima para financiar um imóvel?

Existe renda mínima para financiar um imóvel?

bianca-bezerra

20 JAN

4 MIN

Existe renda mínima para financiar um imóvel?

Olá, investidor! Hoje vamos falar sobre a renda para realizar um financiamento imobiliário. Será que existe uma renda mínima?

Conquistar o sonho da casa própria demanda planejamento financeiro. No Brasil, muitas famílias conseguem conquistar esse sonho por meio da assinatura do chamado contrato de financiamento imobiliário.

No mercado de crédito, há uma infinidade de bancos e instituições financeiras que oferecem modalidades de financiamento aos consumidores. Como resultado disso, cada banco tem suas regras, mas todas precisam seguir diretrizes básicas alinhadas ao que determina a legislação brasileira.

Como funciona o financiamento imobiliário?

O financiamento imobiliário é um contrato por meio do qual uma pessoa pega emprestado dinheiro junto a um banco para comprar um imóvel. Em decorrência, esse empréstimo deverá ser devolvido pelo pagamento de parcelas ao longo de determinado período, seguindo os prazos e condições estabelecidos no contrato de financiamento.

No financiamento imobiliário, a pessoa que compra o imóvel geralmente paga uma entrada ao vendedor e o que ele pede emprestado ao banco serve para pagar o saldo restante da compra.

Nessa perspectiva, cada banco tem regras específicas envolvendo a compra do imóvel. Geralmente, entre os documentos exigidos do comprador, estão:

  • cópia do RG e do CPF;
  • comprovante de residência;
  • extrato do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); e,
  • cópia do comprovante de renda.

Esse último documento serve como forma de demonstrar a renda do consumidor, avaliando suas condições de cumprir com as cláusulas do contrato.

Além desses, podem ser solicitados outros documentos, por isso é necessário verificar as políticas de cada instituição financeira. 

Quais as principais regras do financiamento imobiliário?

Existem algumas questões importantes que precisam ser conhecidas por quem está pensando em fazer um financiamento imobiliário. Em primeiro lugar, existe a chamada alienação fiduciária.

No financiamento, mesmo tendo pago um valor de entrada, você só poderá dispor (vender) o imóvel depois de pagar todo o financiamento. Isso acontece porque ao firmar o contrato você tem a posse, mas a propriedade do imóvel será do banco até você quitar as suas obrigações.

O custo total do contrato está presente no documento, por meio de uma informação intitulada “Custo Efetivo Total” ou, simplesmente, CET. Este valor compreende todas as taxas e tarifas que serão cobradas pelo banco.

Também vale destacar a questão da atualização monetária. Os contratos de financiamento sofrem atualização monetária, que são ajustes financeiros vinculados aos movimentos inflacionários. O objetivo da atualização é adequar o valor do contrato à inflação, visando compensar eventuais perdas econômicas. 

Os encargos mensais da parcela do contrato de financiamento incluem:

  • valor mensal do financiamento (prestação) que compreende a parcela de amortização somada aos juros;
  • custos acessórios que podem incluir taxas administrativas, seguro MIP e seguro DFI. 

Por fim, outro conceito importante que o consumidor deve conhecer antes de assinar um contrato de financiamento é a chamada “amortização”. A amortização é o ato por meio do qual se reduz o valor da dívida, antecipando o pagamento de parcelas.

Como os contratos de financiamento são bastante extensos, é possível que o financiado antecipe parcelas, amortizando esses valores do saldo devedor — isso reduz o valor total e também os juros. 

Qual a renda mínima exigida por quem vai financiar?

Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem está pensando em assinar um contrato de financiamento imobiliário. Além de todas as regras que apresentamos até agora, a questão da renda também é um ponto importante do contrato.

Aqui, o consumidor precisa ter em mente que não existe uma renda mínima quando se fala em financiamento. As regras mudam de um  banco para o outro, tanto com relação às exigências e documentos quanto no que diz respeito à avaliação e aprovação de crédito.

Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, o valor da renda mínima é calculado a partir da análise de algumas variáveis, tanto envolvendo a capacidade financeira do consumidor quanto às características do próprio imóvel. 

Em termos percentuais, o que a Caixa exige, assim como grande parte das instituições financeiras que oferecem crédito, é que o valor das prestações assumidas não ultrapasse o percentual de 30% da renda mensal do financiado.

Isso significa que uma pessoa com renda de dois salários mínimos, por exemplo, que hoje alcança a quantia de R$2.384,80, poderia assumir uma parcela de financiamento de no máximo R$715,44. 

Para avaliar as condições e exigências de financiamento, é imprescindível entrar em contato com as instituições financeiras e solicitar orientações. Como mencionamos, as regras variam e o banco avalia cada caso de forma individualizada, considerando uma série de critérios e particularidades.

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Jornalista | Redatora | Criadora de Conteúdo

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