Livro "A Trigonometria dos Investimentos", de Werner Mueller Roger

Livro "A Trigonometria dos Investimentos", de Werner Mueller Roger

vitor-aguiar

21 JAN

5 MIN

Livro "A Trigonometria dos Investimentos", de Werner Mueller Roger

Olá, investidor! Na resenha de hoje, vamos falar do livro “A Trigonometria dos Investimentos”, de Werner Mueller Roger.

Este livro não fala muito sobre os gestores, mas sim, sobre a filosofia vencedora de investimentos que eles têm aplicado ao longo do tempo em seus fundos. A rentabilidade destes atesta a qualidade do que o livro aborda, tendo batido seus respectivos benchmarks em todos os produtos da gestora.

  • Quem é Werner Roger?
  • O Grande Trígono
  • EVA
  • ESG
  • Dividendos

Boa leitura!

Quem é Werner Roger?

Werner é gestor da Trígono capital, gestora especializada em Small Caps, fundada em 2019 por Werner Roger e Frederico Mesnik. Ambos com mais de 30 anos de experiência em mercado financeiro.

O nome da gestora, Trígono, faz referência ao triangulo equilátero, representando solidez e os três pilares para seleção das melhores oportunidades, denominado de Trígono de Excelência de Seleção.

O Grande Trígono

Estes três pilares, segundo os gestores, são: EVA, ESG e Dividendos. Compondo uma balança de relevância na hora de escolher os ativos investidos.

Sobre o livro “A Trigonometria dos Investimentos”

EVA

O EVA (Economic Value Added) ou Valor Econômico Adicionado, é um dos principais pontos para a tomada de decisão da Trígono.

Segundo Werner, “O EVA é uma métrica (ou metodologia) que mede o valor adicionado, deduzido o custo do capital empregado. Pode ser usada como um todo ou em partes (aplicando-a a diferentes negócios, divisões ou projetos de investimentos, por exemplo).

O objetivo é gerar valor ao acionista mediante o uso mais racional ou eficiente do capital operacional investido.”

O cálculo desta métrica pode ser feito de diferentes formas, sendo o caminho mais conhecido:

EVA = NOPAT – (Capital Investido x WACC)

NOPAT * Net Operating Profit After Taxes * (lucro operacional após impostos) = Receitas operacionais continuada – Custos e despesas operacionais normalizadas (inclui depreciação, amortização e exaustão) – Imposto de Renda.

Capital Investido = ativos econômicos líquidos investidos na atividade operacional financiada com capital dos acionistas + dívida onerosa.

Ativos econômicos líquidos = contas a receber + estoques + ativo permanente – fornecedores – contas a pagar (impostos + despesas operacionais)

WACC * Weigthed Average Cost of Capital * (custo médio ponderado do capital investido) = Ke x M/(D + M) + Kd x D / (D + M)

Onde:

Ke = Custo do capital próprio 

M = Valor de Mercado

D = Total do Passivo Oneroso

Kd = Custo do capital de terceiros

O intuito do autor ao comentar sobre EVA no livro “A Trigonometria dos Investimentos” foi de introduzir aos leitores os principais conceitos e utilização, para mais detalhes da metodologia, foi recomendado este site.

Além disso, é recomendado também entrarem no site da Trígono e buscar na aba biblioteca uma serie de artigos relacionados ao tema. Livros físicos sobe o assunto também foram recomendados, mas vamos deixar que vocês descubram os títulos ao ler o livro por completo.

ESG

Entrando no próximo pilar, vamos falar sobre ESG (Environment, Social and Governance – ou, em tradução livre, Ambiente, Social e Governança).

Este tema está em alta entre os investidores da atualidade, mas Weber já tem contato com o tema há muito tempo. Desde quando foi gestor no Norges Bank (2008 -2016), fundo soberano que administra 1 trilhão e da muita relevância a pauta ESG ao investir.

O assunto é bastante amplo e o autor do livro “A Trigonometria dos Investimentos” decidiu dividir as três letras para facilitar o entendimento geral.

Iniciando com a letra G – governança, a definição do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) é de que “Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas.

As boas práticas de governança corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização. Assim, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum.

Para a Trígono, o G de governança é o “pai” da sigla ESG, pois definirá todas as práticas ambientais e sociais das empresas. 

Sobre o E – Environment ou Ambiente, a Trígono considera ser a “mãe” do ESG, e cabe ao conselho observar e definir todas as ações a ele relacionadas, incluindo os investimentos destinados a isso e a fonte de recursos para a execução do plano.

Entrando na letra S – Social ou Sociedade, são os indivíduos, e estes são impactados pelo G e E.

Uma boa governança, atentando a diversidade, condições de trabalho, respeito, incentivos ao trabalho voluntário, ações na comunidade onde atuam (especialmente onde geram algum impacto ambiental ou se estão instaladas em regiões carentes de serviços públicos e sociais) e também um bom E, com preocupações relacionadas a impactos na natureza, farão juntos um bom S, os filhos do G e E.

Dividendos

E por fim, o terceiro lado, Dividendos. A percepção de dividendos do livro “A Trigonometria dos Investimentos” é interessante, mostrando que é uma forma de retorno que independe do mercado, diferente do ganho de capital que depende da compra e posterior apreciação da ação. 

Os dividendos tem grande relevância para Werner, especialmente no longo prazo, com o poder do reinvestimento desses dividendos na própria ação.

Um estudo mostra que empresas com o mesmo múltiplo de negociação, mas payouts diferentes, aquelas com maiores PO terão melhores retornos com o tempo.

Lembrando que nem todas as ações atendem aos requisitos de dividendos. Pois quando em expansão ou realizando investimentos reservam seus recursos para estes fins, sobrando menos capital para ser distribuído. 

Concluindo

Por fim, outra mensagem importante do livro “A Trigonometria dos Investimentos” está relacionado aos mitos que rondam Small Caps, sendo os principais:

  1. Possuem mais risco que as empresas maiores;
  2. São menos consistentes do que as empresas do IBOVESPA;
  3. Não preciso ficar investido no longo prazo, melhor fazer market timing;
  4. Demoram mais do que as Large Caps para se recuperar depois de uma crise;
  5. Não possuem liquidez;
  6. Têm mais fragilidade financeira;
  7. Possuem menos governança;

E todos esses mitos são devidamente “quebrados” durante a leitura, mostrando que no longo prazo, Small Caps tendem a ser excelentes fontes de retorno para os investidores pacientes.

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Analista TC Matrix

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