IBOV

108.088,71 pts

+0,49%

SP500

4.694,78 pts

-0,14%

DJIA

35.701,49 pts

-0,15%

NASDAQ

16.377,23 pts

-0,10%

IFIX

2.674,54 pts

+0,51%

BRENT

US$ 75,90

+0,11%

IO62

¥ 642,50

-3,17%

TRAD3

R$ 6,39

+0,62%

ABEV3

R$ 16,07

-0,18%

AMER3

R$ 30,58

+2,61%

ASAI3

R$ 14,41

+2,56%

AZUL4

R$ 26,03

+5,25%

B3SA3

R$ 12,08

+0,24%

BIDI11

R$ 38,20

+2,11%

BBSE3

R$ 21,75

+2,49%

BRML3

R$ 8,28

+4,41%

BBDC3

R$ 17,67

-0,61%

BBDC4

R$ 20,80

-0,71%

BRAP4

R$ 53,58

-0,64%

BBAS3

R$ 32,69

+0,27%

BRKM5

R$ 65,20

-2,07%

BRFS3

R$ 20,12

-1,56%

BPAC11

R$ 21,68

+2,26%

CRFB3

R$ 14,87

+0,13%

CCRO3

R$ 12,60

-3,96%

CMIG4

R$ 13,97

+1,60%

HGTX3

R$ 37,51

+0,00%

CIEL3

R$ 2,30

+2,22%

COGN3

R$ 2,61

+4,81%

CPLE6

R$ 6,33

+1,44%

CSAN3

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CPFE3

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CVCB3

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CYRE3

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ELET3

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ELET6

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EMBR3

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+4,77%

ENBR3

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+0,47%

ENGI11

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ENEV3

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FLRY3

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GGBR4

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GOAU4

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GOLL4

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R$ 11,38

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HYPE3

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IGTA3

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GNDI3

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LWSA3

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LAME4

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+4,05%

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-10,76%

MRFG3

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PCAR3

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PETR3

R$ 31,17

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PETR4

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+0,27%

VBBR3

23,02

+3,69%

PRIO3

R$ 20,89

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QUAL3

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RADL3

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RAIL3

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SBSP3

R$ 38,69

+1,84%

SANB11

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CSNA3

R$ 24,12

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R$ 26,88

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TAEE11

R$ 35,72

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VIVT3

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TIMS3

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TOTS3

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USIM5

R$ 15,08

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VALE3

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VIIA3

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WEGE3

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YDUQ3

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TRAD3

R$ 6,39

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ABEV3

R$ 16,07

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AMER3

R$ 30,58

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ASAI3

R$ 14,41

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AZUL4

R$ 26,03

+5,25%

B3SA3

R$ 12,08

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BIDI11

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BBSE3

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BRML3

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BBDC3

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BRKM5

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BRFS3

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BPAC11

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CRFB3

R$ 14,87

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CCRO3

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CMIG4

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HGTX3

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CIEL3

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COGN3

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CPLE6

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CSAN3

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CPFE3

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CVCB3

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CYRE3

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ECOR3

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ELET6

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YDUQ3

R$ 24,42

+3,08%

Aluguel de ações na Bolsa de Valores: é possível vender algo sem ter?

01 ABR

13 MIN

O aluguel de ações tem vantagens tanto para quem toma a ação emprestada, quanto para quem doa a ação a um tomador. Contudo, é preciso ficar atento aos riscos e as normas que estão por trás desse tipo de operação. Neste artigo, vamos exemplificar a operação de aluguel, sua motivação e as principais normas associadas com essa operação.

Em resumo, o aluguel de ações é uma forma do investidor de longo prazo ganhar um retorno extra alugando as suas ações; Ele será o doador. O aluguel também é vantajoso para o investidor de curto prazo que deseja realizar operações vendidas e combinações de long-short; Ele será o tomador.

Ao alugar uma ação na Bolsa de Valores, o doador perde o direito ao voto quanto não estiver com as ações, mas pode receber dividendos e bonificações; A CVM busca ampliar a transparência dessas operações, produzindo diretrizes para que as corretoras informem o montante que será alugado e os prazos de aluguel.

Vale lembrar que tomar ações em aluguel implica em assumir alguns custos e riscos. Algumas operações são difíceis de prever, sendo algumas operações indicadas para investidores mais experientes.

Por outro lado, você também pode ser o investidor que empresta as ações para alguém que quer vender, lucrando com o aluguel. Essa é uma forma do investidor buy & holder obter uma rentabilidade extra sem precisar vender as suas ações, porque você ganha uma taxa de remuneração por ter emprestado as suas ações.

Um exemplo anedótico… Imagine que você acredita que um carro não vale o preço cobrado no mercado (imagine que o carro apresenta componentes ruins e dificuldade de manutenção). Neste caso, o que você poderia fazer para lucrar com a possível queda do preço do carro?

Você poderia vender agora antes que ocorra uma desvalorização no futuro. Essa é a decisão comum neste ramo. Mas e se você não possuir o carro e achar que ele está caro, como ganhar dinheiro com isso?

Neste caso, é pouco provável que tenha outra forma de ganhar dinheiro com alguma operação no mundo físico (investimentos em ativos reais). Contudo, no mundo dos investimentos financeiros, como o mercado de ações, é completamente possível. Neste artigo, iremos falar sobre o fator que está no cerne dessa operação: o aluguel de ações. Para facilitar, o texto está dividido em três partes:

  • O que é o aluguel de ações
  • Como alugar ações na Bolsa de Valores
  • Apostar na queda de uma ação
  • Operação de Long & Short
  • Arbitragem
  • Aumentar o poder de voto em Assembleias
  • Dividendos, Bonificações, Subscrições e Direito de Retirada

Boa leitura!

O que é o aluguel de ações?

O aluguel de ações, também conhecido como serviço de empréstimo de valores mobiliários, é um sistema no qual os investidores tomam ações que ainda não possuem, ou que emprestam as ações que possuem, mas que não pretendem vender imediatamente. Este tipo de negociação é propiciada pelo Banco de Títulos da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (BTC).

O aluguel de ações é regulamentado pela resolução 3539 (28/02/2008), do Conselho Monetário Nacional, pela instrução CVM nº 441 (10/11/ 2006), e por regulamento que deve ser editado pela prestadora do serviço e aprovado pela CVM. A operação deve ser prestada por entidades de compensação e liquidação que tenham autorização da Comissão de Valores Mobiliários para a prestação de serviço de custódia de valores mobiliários.

A transação de aluguel acontece a uma taxa de juros fixada pelas duas partes que entram na transação. Ou seja, as taxas são livremente pactuadas entre as partes. No entanto, existem algumas diferenças – crucialmente, a taxa de juros é determinada pelo mercado e livre de controle. A corretora contratada irá cobrar taxas sobre este aluguel. Por isso, é importante buscar essa informação antes de realizar a operação de aluguel de ações.

No mercado brasileiro, é possível alugar uma série de ativos. No geral, os ativos mais alugados são as ações, as units (nada mais que uma pequena cesta de ações ordinárias e preferenciais) e as ações de companhias estrangeiras com ações negociadas no Brasil, as Brazilian Depositary Receipts (BDRs). Note que não estão inclusos os Fundos de Investimento em Ações (FIAs), Multimercado (FIMs) e nem os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) (leia mais sobre os fundos de investimento).

Em relação às taxas, o tomador deve pagar a remuneração devida ao doador, a comissão da corretora e a taxa de registro da B3 (0,25% a.a.) com um mínimo de R$10,00. No caso de empréstimos compulsórios, fechados automaticamente pelo sistema BTC para o tratamento de falhas do mercado a vista, a taxa de registro da B3 será de 0,50% a.a. e não há mínimo.

O doador não é cobrado pela B3, mas as corretoras de valores podem cobrar taxas. Os valores dependem da corretora.

Como alugar ações na Bolsa de Valores

O aluguel de ações deve ser feito por qualquer investidor que possui conta em uma corretora de valores. Os investidores titulares de ações que são objeto do empréstimo devem autorizar a operação previamente no site da corretora de valores. Além disso, os tomadores precisam oferecer como garantia do empréstimo, em caução, ativos aceitos pela câmara em valor suficiente para assegurar a certeza da liquidação de suas operações.

Eu vou perder algum direito ao alugar as minhas ações?

O processo de empréstimo de ações resulta na transferência temporária da propriedade para o tomador do empréstimo. Isso gera alguns efeitos importantes. Selecionamos abaixo alguns destes efeitos.

  1. Direito ao Voto. Para o caso de ações que apresentam direito ao voto em assembleias de acionistas, como é o caso das ações ON, o voto passa a ser exercidos pelo tomador do empréstimo, caso não tenham vendido a ação na data;
  2. Recebimento de dividendos e juros sobre capital próprio. Neste caso, o Banco de Títulos da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (BTC) se encarrega de reembolsar o doador e debitar os valores do tomador;
  3. Bonificações, Grupamentos e Desdobramentos. Caso esses eventos ocorram, investidor que emprestou as ações recebe os ativos emprestados mais as quantidades ajustadas pelo evento de bonificação, grupamento ou desdobramento.

Por quanto tempo eu posso alugar a ação?

Se você for o doador da ação, ou seja, aquele que é dono e está colocando para alugar, você pode alugar a sua ação por no mínimo um dia e por um prazo máximo indefinido até que o tomador devolva as ações que foram alugadas.

Vale lembrar que não é possível solicitar as ações no mesmo dia do aluguel. Ou seja, caso suas ações estejam alugadas e você queira negociar com elas, terá que esperar um dia para receber as suas ações de volta.

O que motivaria alguém a alugar as suas ações?

Você pode estar se perguntando: se eu alugo uma ação, eu tenho que pagar o aluguel, não recebo os dividendos e nem as bonificações e só ganho o direito a votar na assembleia de acionistas (não podendo mudar quase nada com as ações possuídas). Qual o motivo para alugar?

Os motivos para entrar em operações de aluguel de ações podem variar de acordo com o perfil do investidor.

Vamos começar pela motivação do investidor que disponibiliza as suas ações para alugar, o chamado doador. O doador aluga as suas ações em busca de obter uma rentabilidade extra com o aluguel. Esta rentabilidade será proporcional ao número de ações que o investidor possui em sua carteira.

Já o investidor que toma as ações do doador emprestadas é chamado de tomador. Este tomador, por outro lado, possui diversas motivações além do direito ao voto que falamos em uma seção anterior para alugar ações, como:

  1. Apostar na queda de uma ação (por meio da análise fundamentalista, análise técnica, fluxo ou notícia ou algum método quantitativo mais arrojado);
  2. Para operações de Long & Short (e.g., o tomador vende, ou seja, faz short em alguma ação ou em uma carteira de ações e compra, ou seja, faz long, em uma ação ou carteira de ações);
  3. Em adição, o investidor também poderá usar o aluguel de ações para realizar arbitragem ao encontrar disparidades nos preços das units e nas ações que as compõem.
  4. Outro motivo está no uso do aluguel de ações para montar estratégias de opções.

Abaixo, temos os principais motivos para alugar ações, com alguns exemplos específicos.

Aluguel de ações para apostar na queda de uma ação

Este é o motivo principal para alguém alugar ações. A operação de vender ações é conhecida como venda a descoberto ou short-selling. Neste tipo de operação, o investidor especula que uma ação irá cair de preço no futuro (isso é feito utilizando análise fundamentalista, técnica ou quantitativa).

Por exemplo, imagine que um investidor aposte na queda do uso do papel e decida vender as ações das empresas Suzano e Klabin (duas empresas de papel e celulose). Ele acredita que estas empresas não terão tantas oportunidades de se reinventar e a sua rentabilidade futura diminuirá devido à queda na demanda por papel e celulose.

Esse investidor alugará as ações destas empresas – pagando um preço pelo aluguel – e realizará a venda a descoberto. Em seguida, quando essa queda na rentabilidade das empresas se confirmar e os preços caírem, ele comprará as ações pelo preço de mercado e entregará ao doador das ações. A diferença entre o preço de venda antes da queda e preço da compra depois da queda (menos o custo do aluguel) é o lucro obtido pela operação de venda.

Aluguel de ações para operações de Long & Short

Imagine que um investidor acredite que os grandes bancos nacionais sofrerão bastante concorrência com a entrada de novos bancos e fintechs. Ele também acredita que os bancos digitais são o futuro do setor financeiro. Logo, em resumo, ele acredita que o preço das ações dos grandes bancos cairá, enquanto o preço das ações dos bancos digitais subirá no futuro.

Este investidor pode tomar aluguel das ações do Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander e vender todas elas pelo preço de mercado, ou seja, entrar short nos grandes bancos. Em seguida, ele pode usar o capital para comprar ações dos bancos digitais, ou seja, entrar em uma operação long. Daí vem o nome da operação long & short.

Note que neste tipo de operação pode dar muito errado se acontecer o inverso: caso as ações das grandes bancos subam e as fintechs caiam, o investidor perde dinheiro com a operação e com o aluguel das ações.

Abaixo, temos uma estratégia de long & short baseada no tamanho das empresas. A estratégia aposta na subida das ações das pequenas empresas, representadas pelo índice de ações Small Caps, e na queda das ações de grandes empresas, representada pelo IBrX-50.

Um investidor que deseja realizar essa operação vende o Exchange-Traded Fund (ETF) PIBB11 e compra o ETF SMAL11. O gráfico abaixo apresenta o resultado da estratégia sem considerar os custos de transação, supondo que o investidor fez essa operação no começo do ano de 2019.

Note que a estratégia não foi tão eficiente, já que ambos ETFs subiram. Em adição, os custos do aluguel não foram contabilizados. Por fim, diversas combinações de long & short são possíveis, tanto entre carteiras de ações e ETFs diversificados, quanto com ações individuais.

Aluguel de ações para estratégias de arbitragem

Arbitragem é a compra seguida da venda simultânea de um ativo para lucrar com um desequilíbrio no preço. No geral, o arbitrador busca lucrar explorando as diferenças de preço de instrumentos financeiros idênticos em diferentes mercados ou de diferentes formas.

A arbitragem existe como resultado de ineficiências do mercado e, portanto, tende a sumir rapidamente com o aumento da eficiência dos mercados.

No mercado de ações, é possível fazer arbitragem com ações units e BDRs. Por exemplo, existem ações que são negociadas tanto na Bolsa brasileira, quanto na Bolsa americana (e.g., Petrobras, Vale e Braskem). Existe oportunidade de arbitragem ao comprar no mercado que apresentar cotação em queda, seguida da venda das ações no mercado que as ações estão subindo (leia mais sobre os índices de ações do mercado americano).

No caso das units, a operação é similar. Uma unit é uma pequena cesta de ações negociada em bolsa. Por exemplo, o Banco Inter possui ações ordinárias e preferencias, BIDI3 e BIDI4, respectivamente. Ele também possui as units BIDI11, que são formadas por duas BIDI4 e uma BIDI3. Logo, a cotação da BIDI11 deve ser a soma dessas três ações. Existe oportunidade de arbitragem quando o preço diverge da soma das partes.

Note que essas operações exigem o monitoramento dos preços diariamente. Logo, o melhor é agir utilizando um robô trader, que opere em alta frequência. Em adição, a operação exige que as ações tenham liquidez, já que deve sempre existir alguém para comprar e vender as ações do outro lado. Os custos de transação também devem ser contabilizados.

Aluguel de ações para aumentar o poder de voto em Assembleias

Quando os investidores entram em uma operação de aluguel de ações ocorre a transferência temporária da propriedade do doador para o tomador. Dessa forma, se a ação alugada for uma ação ordinária (ON com direito ao voto em assembleia), este direito passa a ser exercido pelo tomador, se ele continuar com a ação durante a convocação das assembleias de acionistas.

Dessa forma, alugar ações pode ser uma forma de elevar a quantidade de votos na assembleia de acionistas sem ter que comprar as ações efetivamente. Obviamente, os acionistas majoritários que possuem o controle da propriedade não irão disponibilizar as suas ações para aluguel.

Dividendos, bonificações, subscrições e direito de retirada

Para onde vão os proventos da ação alugada? Neste caso, diferente dos votos, o BTC reembolsará o doador e debitará os dividendos recebidos do tomador.

As bonificações e demais eventos como grupamento e desdobramento são diferentes, já que o doador recebe os ativos emprestados com as quantidades ajustadas pelo número de ações.

Por outro lado, na hipótese de subscrição (direito de comprar uma ação por um preço geralmente menor direto da empresa), o BTC possibilita que o doador das ações subscreva as ações que tem direito.

Por fim, existe um fato complicador em relação ao direito de recesso. Como ele exige a propriedade ininterrupta das ações entre a véspera da data da publicação do fato relevante que motivou o direito de retirada e a data da decisão da assembleia que deliberou sobre o assunto, o investidor que tiver alugado as suas ações no período perderá o direito de retirada.

Mudanças nas operações de aluguel de ações

Transparência nas operações de aluguel pela CVM

Recentemente, a Comissão de Valores Mobiliários – CVM, publicou um Ofício-Circular SMI/04/20, que apresenta diretrizes e recomendações para os intermediários sobre adoção de melhores práticas para suprir seus clientes com informações acerca de operações de empréstimo de ações, tanto previamente à operação, quanto no seu encerramento.

Segundo o Ofício-Circular, grande parte dos investidores buscam realizar operações de empréstimo, seja na ponta doadora, seja na ponta tomadora.

No entanto, a CVM acredita que os investidores não são suficientemente informados sobre o montante que será retido ou acrescido pelo intermediário a título de comissão ou corretagem: o doador, recebe a informação do quanto receberá pelo empréstimo, e o tomador, do quanto pagará pelo empréstimo. Mas eles não conhecem qual foi o montante final firmado entre os intermediários na operação de empréstimo.

Para aumentar a transparência dessas operações, a CVM decidiu que o intermediário deve:

  • Previamente à confirmação da operação, informar ao investidor todos os valores e percentuais envolvidos na operação de empréstimo de ações, incluindo aqueles que serão retidos pelo próprio intermediário; e
  • No momento da liquidação da operação, informar ao investidor todos os valores e percentuais envolvidos na operação de empréstimo de ações, discriminando o valor total, em recursos financeiros, recebido ou pago pela contraparte da operação, o valor cobrado pelo intermediário e o valor final pago ou recebido pelo investidor.

A CVM afirma que essas informações devem ser posteriormente enviadas por escrito para o investido. Por sua vez, o investidor de posse de tais informações, o investidor tenderá a manter relacionamento comercial com intermediário que atenda às suas expectativas, incluindo as operações de empréstimo.

Considerações finais sobre o aluguel de ações

Como mostramos ao longo deste texto, existem diversos motivos para alugar ações. Na tabela abaixo temos um resumo das principais vantagens e possíveis desvantagens para os doadores e tomadores.

aluguel de ações

Elaboração própria.

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