Opções: aprenda a comprar volatilidade via trava-calendário

Opções: aprenda a comprar volatilidade via trava-calendário

tcschool

08 SET

3 MIN

Opções: aprenda a comprar volatilidade via trava-calendário

Neste texto, você aprenderá de forma prática a comprar volatilidade via trava-calendário com opções. Para facilitar o entendimento, o texto está dividido nos seguintes tópicos:

  • Opções: como funciona a trava-calendário?
  • Indicadores desejáveis no momento da montagem de um calendário
  • Exemplo prático: montando um trava-calendário via opções com BBAS

Boa leitura!

opções trava calendário

É iniciante? Indicamos que você leia antes de tudo um material bem completo que preparamos sobre opções.

Opções: como funciona a trava-calendário?

A maior parte das operações compradas em opções (travas de alta com call, compras a seco etc) possuem o tempo a seu desfavor. No caso a seguir, mostraremos que a trava-calendário é uma operação comprada em que se pode ganhar com a passagem do tempo.

Para montar uma trava calendário, compramos uma call com strike (K1) em um mês (t+1) e vendemos outra call com mesmo strike (K1) no mês anterior (t). Ou seja, compramos uma call longa e vendemos uma outra call curta de mesmo strike. O investidor ou trader utiliza os diferentes prêmios decorrentes de períodos de exercícios diversos para lucrar com o efeito do tempo.


Indicadores desejáveis no momento da montagem de um calendário

Conforme McMillan (2002), alguns indicadores são desejáveis no momento da montagem de um calendário, são eles:

  • Volatilidade Implícita: IV Rank menor 20%
  • Acumulação – o ativo estiver lateralizado de 5 a 8 dias no momento da montagem
  • Volume estar perto da média

A operação pode ser lucrativa com variações no preço do ativo de até -10% a +10% até o vencimento, dependendo da escolha dos ativos e dos strikes. Assim, caso o preço suba muito, é possível fazer uma rolagem para o próximo mês para continuar no jogo.

Na Figura 1 abaixo vamos exemplificar como o efeito do tempo proporciona o lucro da operação pela compra da trava-calendário.

Fonte: elaboração própria

É conhecido que os prêmios das calls (fora do dinheiro) no vencimento “viram pó” (tendem para zero), fazendo com que a call mais longa tenha uma maior deterioração do prêmio com o tempo (efeito do theta) do que a call mais curta. Para entender tal efeito, basta dividir o prêmio de cada call pelo prazo do vencimento como demonstrado acima. Em outras palavras, a call mais curta vira pó mais rapidamente do que a call mais longa.

Exemplificando, após 15 dias, o prêmio da call A passa de R$1,00 para R$0,25, pois há uma deterioração de R$0,05 por dia (efeito theta). Da mesma forma, o prêmio da call B passa de R$1,40 para R$0,88, pois há uma deterioração de R$0,04 por dia. Como resultado, apurou-se um spread de 0,23 centavos na compra da trava-calendário.

Exemplo prático: montando trava-calendário via opções com BBAS

Primeiramente, é importante ressaltar que o exemplo em questão possui apenas fins educacionais, não caracterizando recomendação de investimentos.

Em 3/09/20 um investidor compra uma call BBASJ343 para outubro (30 dias de vencimento) com strike R$33,97 e vende uma call BBASI342 para setembro (11 dias de vencimento) com strike R$33,91 do Banco do Brasil BBAS3. O BBAS3 estava em R$33,68 no momento da montagem da trava-calendário.

O prêmio de desembolso da trava é representado pela diferença entre a posição comprada e vendida que resulta em R$0,75 por cada contrato. O payoff se encontra na figura abaixo, evidenciando que a estratégia será lucrativa quando o preço do BBAS3 estiver entre R$32,69 e R$35,26. Dessa forma, percebemos também que a perda máxima possível está limitada pelo valor desembolsado na montagem.

Dessa forma, apresentamos uma estratégia de compra de volatilidade, que aposta em um intervalo de preços, e apresenta o tempo a seu favor até o vencimento.

Leia mais sobre opções:

Referências

McMillan, L. G. (2002). Profit with Options: Essential Methods for Investing Success (Vol. 157). John Wiley & Sons.

Daniel Reed Bergmann
Daniel Reed Bergmann
Professor de Finanças do Departamento de Administração da FEA-USP

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