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Café com Ferri: Depois não reclamem que eu não falei …

Postado por: TC Mover em 01/12/2020 às 20:15

Salve! Hoje é 1º de dezembro e completamos sete altas da bolsa em oito pregões. Essa é a melhor sequência do índice Bovespa desde final de maio. Há forte compra de estrangeiros, e esse é o destaque da atual sequência de altas, mas também a pessoa física está fazendo presença forte no pregão. Isso demostra que o mercado está com piso sólido e com boas perspectivas de alta. 

Por isso, quero reforçar aquilo que já venho dizendo há um tempão: não deixem para comprar quando a bolsa chegar nos 120 mil ou nos 130 mil pontos. Vai ter muita gente chorando depois, dizendo que perdeu o rali mais forte do ano. Sim, é o mais forte porque ele tomou forma em meio a certas incertezas quanto à disciplina fiscal do governo. Vocês estavam esperando por isso, não estavam? 

Então, alguns papéis estão voando e eu, pessoalmente, não vejo muito espaço pra baixas expressivas neste momento de mercado. Se projetarmos esses 7% que faltam para a máxima histórica do índice, desde o começo do ano, em papéis como Bradesco, Petrobras e Gerdau, fica fácil ver que os 120 mil pontos estão logo ali.

Agora, vamos falar que tem setor que ficou completamente parado por conta dessa pandemia. O setor de educação, por exemplo, estava congelado com as escolas fechadas e as pessoas trancadas dentro de casa. Agora com essa retomada, deve andar. A velocidade, não sei, mas não acho que deva reagir lentamente ao momento positivo de mercado. 

No primeiro pregão de dezembro, o setor de educação voou, se comparado a todos os outros. A tão falada Cogna (COGN3) subiu 7,68%, Ânima (ANIM3) bateu os 14,44% e Yduqs (YDUQ3) teve alta de 7,21%. Só quem ficou pra trás foi a Ser Educacional (SEER3), que caiu 1,24% e, eu imagino, porque há rumores de uma aquisição sendo costurada. Geralmente, quando uma companhia compra outra, a ação cai. 

Fala sério: estava na hora dessas educacionais voltarem a subir e ajustarem seus preços. Acho que o rali de Natal deve se estender até 20 de janeiro. Depois, é hora de refletir, até porque teremos a posse do novo presidente dos Estados Unidos e o início de um novo ano legislativo. 

Quedas são possíveis, claro, mas pouco prováveis, na minha opinião, nas ações de educação, de bancos e de frigoríficos. Lembro vocês que, em janeiro, podemos ter o belo anúncio de que os bancos vão voltar a pagar dividendos, o que vai dar uma impulsionada aos papéis do setor ainda maior.

Disclaimer:

 

– Este texto reflete uma opinião pessoal do contribuidor e não representa recomendação de investimento.

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