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Café com Ferri: Quais os 2 cavalos para o Natal?

Postado por: TC Mover em 28/09/2020 às 13:33
Coluna Rafael Ferri

DISCLAIMER – Lembrando que não sou analista de valores imobiliários. Tudo que eu falo e escrevo reflete única e exclusivamente minha opinião pessoal. Nada do que eu falo constitui nenhum tipo  de recomendação de investimento e de compra ou venda de ativos de valores imobiliário. Os racionais explicitados neste artigo contêm apenas opiniões pessoais da minha própria carteira.

 

Buenas! Não é novidade que a bolsa está lateralizada: um dia sobe 2%, outro cai 2%. O mercado não está fácil para ninguém e deve continuar assim por mais algumas semanas, considerando que temos pouco mais de uma mês até as eleições presidenciais nos Estados Unidos. O cenário no Brasil não é o mais tranquilo, mas parece manejável – por ora. 

 

Por isso, é importante falarmos sobre paciência, persistência e sobre aproveitar as oportunidades boas, que têm sido poucas. Então, quais as oportunidades que eu estou vislumbrando e aproveitando e que, na minha opinião, devem render bons frutos até o Natal?

 

Vamos lá!


Meu primeiro cavalo se chama IRB Brasil (IRBR3)

Maior resseguradora da América Latina e papel com o pior desempenho na bolsa desde fevereiro. A ação ordinária da empresa estava a R$46 antes dos problemas levantados por uma gestora, assim como pelas ações erráticas da gestão anterior da companhia, e chegou a cair até tocar os R$5,50. 


Tem sempre aquela opinião: se cai rápido é normal, mas se subir rápido tem alguma coisa errada. Não concordo com isso e digo mais: não podemos ter mentalidade de perdedores. Não conheço pessimista rico. 


A IRB Brasil divulgou semana passada um resultado parcial agora em julho que mostra que ela parou de dar prejuízo e começou a dar lucro. Se não tivesse as apólices que ainda estão no balanço, ela teria dado R$32 milhões de lucro líquido, segundo dados publicados pela Susep. Qual o reflexo disso? uma valorização de 30% do papel nos últimos quatro pregões. No entanto, o papel perto dos R$7,00 me parece que está barato, na minha opinião. Digo isso, pensando no caixa robusto de R$6 bilhões a R$7 bilhões e na probabilidade de que daqui a pouco o resultado deve parar de vir negativo por conta da limpeza das apólices.


A minha aposta é de que a ação vai recuperar parte do que caiu até o Natal. Aonde pode chegar? Eu duvido que fique abaixo dos R$10,00 – eu não tenho alvo para o papel. Isso aqui é apenas palpite. 


Qual é meu próximo cavalinho? Via Varejo (VVAR3)

No terceiro trimestre do ano passado a Via Varejo vendeu R$1,13 bilhão no online e no segundo trimestre ela bateu perto de R$4 bilhões no mesmo segmento, ou seja, a empresa fez uma virada tecnológica muito forte.


Eu acredito que neste terceiro trimestre ela vai vender mais que no segundo trimestre. Pode atingir R$4,5 bilhões? Acho que esse é um número factível, diante da desaceleração na retomada. Mesmo assim, não deixa de ser um aumento monstruoso para uma companhia que hoje tem valor de mercado de R$27 bilhões, enquanto a maior concorrente, que é a Magazine Luiza, deve vender próximo disso e tem valor de mercado de R$150 bilhões. Essa diferença de avaliação é, na minha opinião, injustificável.


Estamos a pouco mais de 20 dias do balanço trimestral da Via Varejo e estou positivo de que será o melhor da história da companhia. Será a grande virada de chave? Eu acredito que sim. A companhia deve, ou ficar perto, de bater recordes de faturamento, de margem, de vendas, de vendas online … Além disso, a capacidade de precificação de produtos da Via Varejo, hoje, no segmento online, está muito competitivo frente às outras empresas.


Esses dois cavalos para o Natal podem ser mais interessantes se você, caro investidor, estuda-los de maneira mais profunda. Por isso, aproveitei para colaborar na sua educação financeira para que você consiga, por si só, atingir seus objetivos.

Bons negócios!


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