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Mansano: Super quarta, o que esperar?

Postado por: TC Mover em 12/03/2021 às 18:06
Super quarta

São Paulo, 12 de março – Na semana que vem teremos a “super quarta”, marcada pela decisão importante sobre a orientação da política monetária dos Estados Unidos e do Brasil. Dentre os temas importantes para acompanharmos estão a inflação e a autonomia do Banco Central brasileiro.

O primeiro enaltece o cenário de risco para a retomada robusta da economia brasileira. A volta das políticas de isolamento e o aumento de casos alterou o horizonte brasileiro. Neste contexto, as sinalizações quanto à austeridade das contas públicas serão cada vez mais importantes ao longo desses dias. Assim, no cenário que enaltece, por um lado, um risco maior de contração econômica e, do outro, a desancoragem das expectativas de inflação que corrobora um possível descontrole das contas públicas, a minha estimativa é que o Banco Central inicie o ciclo de alta de juros com 25 pontos base e sinalize aumento em igual ou maior magnitude para a próxima reunião.

Para a economia americana, espera-se que a política monetária continue no curso acomodatício, ou seja, a expectativa é de manutenção da meta dos juros entre 0,00 e 0,25%, e a manutenção da recompra de títulos ainda durante todo esse ano. Um ponto importante será na mensagem do comitê de política monetária do Federal Reserve, FOMC, frente a alta dos títulos americanos de 10 anos. Até então, a justificativa por parte das autoridades é que a alta reflete o crescimento econômico no médio prazo.

O segundo tema é sobre a autonomia do Banco Central brasileiro, que para esta reunião já estará vigente. Por isso, será necessário verificar a mensagem do Comitê de Política Monetária, Copom, quanto à condução da política monetária, a qual deverá ser pautada pela política de médio prazo. Em outras palavras, o ciclo monetário deve ser diferente do ciclo político, tão enfatizado durante o processo de aprovação da lei de autonomia.

Por fim, acredito que o Banco Central brasileiro irá rebalancear o cenário de risco para a inflação, por um lado justificado pela piora do cenário interno e por outro pela melhora do externo. Entretanto, o cenário de cautela para a economia, tanto doméstica quanto externa, deverá continuar, o que será explicitado por ambas autarquias para a decisão da condução da política monetária.

Arte: Vinícius Martins / TC Mover

DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões da COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.


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