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Parra-Bernal: O impasse do Orçamento 2021 está em vias de ser resolvido?

Postado por: TC Mover em 30/03/2021 às 16:47
Orçamento

São Paulo, 30 de março – O Brasil não é para amadores.

Apesar de tecnicamente o Orçamento da União para 2021 aprovado pelo Congresso ter sido considerado “inexequível”, integrantes da equipe econômica reconhecem que o assunto terá que ser resolvido politicamente.

Dessa forma, o governo deve abrir diálogo com parlamentares para resolver o impasse, enquanto o Tribunal de Contas da União, TCU, provavelmente vai cobrar da Casa Civil e do Ministério da Economia explicações sobre os procedimentos que levaram a divergências e inexatidões nos números aprovados.

A informação dos nossos editores Machado da Costa e Leopoldo Vieira mostra o desespero do governo por garantir recursos suficientes para as despesas obrigatórias mandatadas pela Constituição e evitar mais ruído político no curtíssimo prazo.

Sem solução rápida e direta, o presidente Jair Bolsonaro encara imbróglio jurídico para a sanção do Orçamento 2021 – que pode lhe acarretar, no mínimo, uma acusação de crime de responsabilidade. Só de ouvir a expressão “crime de responsabilidade” o mercado imediatamente sente o estresse na curva de juros e no dólar.

Leopoldo Vieira ouviu que o Ministério da Economia quer envolver os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, na jogada. Quaisquer alterações na Lei deverão passar pelo Congresso.

Ao priorizar emendas parlamentares, o Congresso deixou mais difícil para Bolsonaro vetar despesas ou enviar projetos de lei para repor as alocações obrigatórias. Esta última parece ser a melhor solução, por ora.

O problema é que Lira e Pacheco encabeçaram os acordos que avalizaram inflar as emendas parlamentares para mais de R$47 bilhões, segundo reportagem do jornal O Globo veiculada na manhã de hoje.

Já a Folha de S. Paulo diz que a ampliação na verba para as emendas no Orçamento 2021 privilegiou projetos em estados de aliados de Bolsonaro. São tantas informações desencontradas que fica difícil decidir como investir em uma situação como a atual.

Para assessores do Ministro da Economia, Paulo Guedes, ouvidos pelo O Globo, o clima entre o Congresso e o governo não é dos melhores, e uma mudança unilateral do Executivo poderia azedar ainda mais o humor dos parlamentares. Então, caro investidor, mantenha a calma na hora de apertar o gatilho.

Arte: Vinícius Martins / TC Mover

DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões do COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.


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