TC Mover
Mover

Sanita: Chegou a hora da reação da Cielo (CIEL3)?

Postado por: TC Mover em 30/12/2020 às 15:59

Cielo (CIEL3) é uma das empresas financeiras no Brasil.

É importante conhecer um pouco da história da empresa.

História da Cielo (CIEL3)

A história de sucesso da Cielo, começa em 1995, quando a Visa Internacional, Bradesco, Banco do Brasil, os já extintos Banco Real e Banco Nacional, decidiram se unir para modernizar o sistema de pagamentos em todo o país, que já era considerado bastante defasado. 

Dessa forma, nascia a VisaNet Brasil (mais tarde se chamaria Cielo), que tinha o objetivo de deixar todas as transações financeiras mais práticas, rápidas e, sobretudo, seguras. Como a Visa dominava o mercado de cartões de crédito no Brasil e em boa parte do mundo, deu-se início ao uma intensa campanha de marketing por parte da empresa.

As estratégias foram certeiras e, cerca de um ano depois, já eram mais de 100 mil estabelecimentos comerciais que formavam uma rentável rede de afiliados, que eram ligados à rede VisaNet. Nessa época, aconteceu um “boom” de cartões de crédito emitidos pelos bancos criadores do novo sistema de pagamentos.

Mudança de nome e rápida expansão no mercado brasileiro

 

Em meados de 1999, a VisaNet acabou conseguindo uma considerável expansão dos negócios, se tornando líder nesse promissor segmento. Mas isso só foi possível por causa dos inovadores produtos lançados, como o Visa Electron, o Visa Vale Pedágio e o Visa Vale Alimentação ou Refeição. 

Todos esses modernos produtos (cartões eletrônicos com chips e tarjeta magnética) revolucionaram o mercado de pagamentos em todo o Brasil, de uma vez por todas. No início dos anos 2000, já era possível realizar pagamentos sem precisar estar com dinheiro vivo em mãos. De fato, essa tecnologia chegou para ficar.

Em 2009, a VisaNet passou oficialmente a se chamar Cielo. Mesmo diante da concorrência de outras empresas do segmento, a Cielo se manteve firme e forte e, em 2010, a marca já tinha conquistado cerca de 2,2 milhões de clientes que tinham cartões com a bandeira Mastercard. A Cielo iria dominar ainda mais o mercado.

Mais inovação nos produtos Cielo

Apesar de todos os desafios, principalmente em driblar a concorrência, a Cielo sempre inovava com o lançamento de novos produtos no mercado brasileiro. Diversas e modernas soluções financeiras para pagamentos de pessoas física e jurídica acabaram dando certo por aqui.

A máquina da Cielo estava cada vez mais presente na maioria das empresas. Em 2012, a Cielo inovou ainda mais e implantou a opção de crediário em sua moderna máquina. Além disso, a marca ainda lançou uma plataforma que combatia fraudes em lojas de e-commerce, que é algo bastante comum, principalmente na hora de fazer pagamentos.

Já em 2014, a Cielo, que já tinha causado uma revolução digital dos meios de pagamento no Brasil, disponibilizou uma solução que autorizava pagamentos eletrônicos feitos em outras moedas. O programa CIELO FIDELIDADE também foi criado com o intuito de convencer pequenas e médias empresas a optarem pela máquina da Cielo. A estratégia acabou dando muito certo.

Inauguração da primeira loja física e mais negócios

Ainda em 2014, com os negócios indo a pleno vapor, a Cielo inaugura a sua primeira loja física em São Paulo. O local oferecia prestação de serviços a empresas parceiras, bem como a venda de produtos. O sucesso foi tão grande, que a Cielo abriu mais três lojas no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Por volta de 2016, com o crescimento constante das startups que ofereciam modernos serviços financeiros, a Cielo não perdeu tempo e inovou mais uma vez. A marca lançou uma nova linha de produtos, dentre eles, a máquina CIELO LIO, que auxiliava na gestão de pequenos negócios, além de receber pagamentos.

Em 2017, a máquina CIELO FLASH, que oferecia duas conexões distintas com a internet, comprovante de pagamento impresso e bateria com 6 horas de duração, foi um dos recordistas de vendas entre os comerciantes. Mais uma vez, a inovação se faz necessária no mundo dos negócios, em que a psicologia organizacional também é importante. 

A Cielo domina o mercado

Mesmo com milhares de clientes utilizando seus modernos terminais, a Cielo lança, em 2018, a CIELO ZIP. Essa máquina realiza diversos tipos de transações financeiras, aceita todas as bandeiras do mercado, pagamento por aproximação do cartão, envio de comprovantes via SMS e ainda permite o recebimento do valor das vendas em conta bancária.

Outra inovação que foi a sensação do momento foi a CIELO LIO+, que combina um smartphone com uma máquina de cartão integrada, se tornando uma solução altamente eficaz, quando o assunto era fazer pagamentos. A novidade chegou recheada de modernos recursos.

Em 2019, surge o CIELO PAY, um banco digital que permitia a realização de diversas operações financeiras através de contas de pagamento. Por meio de um aplicativo gratuito, os comerciantes poderiam receber pagamentos, dentre outras comodidades, sem a necessidade de ter uma máquina de cartões.

Mesmo com toda aura de empresa inovadora, as ações da Cielo na B3 vêm numa derrocada assustadora nos últimos anos.

Em 2018, queda de 58,15%.

Em 2019, queda de 0,60%.

E em 2020, queda de 51%.

A ação que em sua máxima histórica valia R$25,41 chegou no ano de 2020 a valer apenas R$3,18.

É importante entender que não há nada que esteja barato que não possa ficar mais barato, e caro que não possa ficar mais caro.

Esse foi o caso da Cielo, onde mesmo com outros concorrentes tomando Market Share da empresa, não me lembro de nos últimos 3 anos alguma analista citando que Cielo estava cara, muito pelo contrário. Mas o barato ficou mais barato e cá estamos com Cielo nos R$3,99.

A pergunta que fica é: Chegou a hora da reação de Cielo (CIEL3)?

Graficamente, acredito que sim.

Estamos tentando o rompimento de uma LTB (Linha de Tendência de Baixa) que vem desde final de 2019, depois de deixar um fundo relevante na região dos 3,18.

Alguns indicadores que podem corroborar com esse possível movimento nas próximas semanas são:

O RSI (Relative Strength Index) de 14 períodos já iniciou uma tendência altista, também rompendo a LTB que vem desde o final de 2019:

O MACD, apesar de ainda negativo, já tem a média mais rápida de 12 períodos cruzando de baixo para cima a média mais lenta de 26 períodos, além do histograma já estar há algum tempo no positivo:

O Oscilador Estocástico é um indicador desenvolvido para mostrar a relação entre o preço de fechamento de uma ação e suas máximas e mínimas durante certo período de tempo. Ele é muito utilizado para tentar prever os movimentos nos preços de mercado, seguindo o pensamento de seu criador (George Lane) que falava que: “O indicador de oscilador estocástico não segue tendência de preço, volume, ou qualquer coisa assim. Ele segue a velocidade do momento do preço, e, como regra, os movimentos no momento mudam antes do preço.”;

No caso de CIEL3, no indicador estocástico a linha %K está cruzando pela segunda vez a %D, com espaço para continuarem alinhadas para cima, longe de mostrar sobrecompra.

Mas e assimetria? Qual seria um potencial alvo para o médio prazo, caso o ativo inicie uma tendência de alta?

Tomando como base o preço atual de R$3,99 e a máxima do movimento de junho nos R$5,86, temos um potencial de alta para o médio prazo de mais de 46%:

E caso o papel refute o possível movimento de alta e volte a perder o fundo anterior nos 3,18? Nesse caso, teria um potencial para perda de cerca de 21%:

Fazendo as contas, seria um risco de 1 para um possível retorno de 2,2.

Contudo, estaríamos falando de um mero repique nessa tremenda tendência de baixa.

Se CIEL3 começar um repique mais vigoroso, poderia ir tranquilamente até a primeira retração de Fibonacci (38,2%) de toda essa pernada de baixa que fica nos R$11,05, exatamente a região onde passa a MM200:

Nesse caso, teríamos um potencial retorno de 175%:

Refazendo as contas, seria um risco de 1 para um potencial retorno de mais de 8.

Isso se chama assimetria.

Eu gosto, e você?

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Saiba Mais