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Sanita: Em busca de assimetria: O que ficou para trás?

Postado por: TC Mover em 23/12/2020 às 19:24

São Paulo, 23 de dezembro – Num ano atípico, com alta volatilidade, onde o índice Bovespa chegou a cair quase 47% durante 2020 e hoje está operando em alta de mais de 2%, o que nos chama a atenção? O que faz parte do índice que acabou ficando muito para trás nessa recuperação?

Certamente, logo vem a “pulga atrás da orelha”:
– “Mas se ficou para trás, alguma coisa mudou nos fundamentos da empresa!”

Sim, se num ano de forte recuperação vemos ativos que estão caindo 50%, 60%, 70%, alguma coisa deve ter mudado nos fundamentos e perspectivas dessas empresas.

De qualquer maneira, sempre buscamos a assimetria.

Algum ativo que valha a pena arriscar 1 para ganhar 2, 3, quem sabe 4 vezes o valor investido.

E o que mais me chamou a atenção dos papéis que fazem parte do índice e que estão sofrendo em demasia nesse ano complicado de 2020, que já está quase terminando?

Dentro do IBOV, a maior queda é de uma empresa polêmica, mas que não deixa de apresentar uma grande assimetria em minha opinião: IRB Brasil Resseguros (IRBR3).

A IRB é referência em resseguros no mercado brasileiro, com mais de 80 anos de experiência e um portfólio completo de soluções para o mercado. A empresa atuas em todas as linhas de negócios no Brasil e no exterior, oferecendo cobertura de resseguro para diversos riscos.

Tem sede fica no Rio de Janeiro e escritórios em São Paulo, Buenos Aires e Londres.

Histórico

Fonte: IRB Brasil

1939 – O início
É criado o Instituto de Resseguros do Brasil, inaugurando o monopólio estatal no setor de resseguros, com a missão de reter no país os riscos de empresas nacionais que antes eram transferidos para o exterior.

1960 – Regulação
A companhia ganha poder de regulador do mercado de resseguro a partir da criação do Sistema Nacional de Seguros Privados.

1970 – Ultrapassando fronteiras
Dá um passo importante e inicia um processo de internacionalização, estabelecendo duas operações no exterior.

1996 – Novo modelo
Torna-se uma sociedade de economia mista e passa a se chamar IRB Brasil Resseguros S.A.

2000 – Mudança no mercado
A companhia transfere para a Superintendência de Seguros Privados (Susep) a responsabilidade pela regulação do mercado de resseguro.

2007 – Nova era
Termina um ciclo de 69 anos de monopólio no mercado brasileiro de resseguro, com abertura do mercado brasileiro para a competição no setor.

2011 – Grandes conquistas
Abertura de um escritório na Argentina e o recebimento de nota A- (excelente) da A.M. Best, agência de classificação de risco especializada no mercado securitário.

2012 – Grandes mudanças
Ano de grandes mudanças para a Companhia internamente, abertura de um escritório na Argentina e o recebimento de nota A- (excelente) da A.M. Best, agência de classificação de risco especializada no mercado securitário.

2013 – Privatização
Começa um novo momento do IRB Brasil RE. Esse ano marca a história da empresa, que é privatizada e deixa de ser uma sociedade de economia mista.

2014 – Novos negócios
Aquisição de 8% do capital da African Reinsurance Corporation – Africa Re., como parte da estratégia de concentrar a internacionalização das operações da Companhia na América do Sul.

2016 – Sociedade controlada
Abertura da empresa de gestão de ativos e empreendimentos imobiliários da Companhia, o IRB Investimentos e Participações Imobiliárias S.A..

2017 – Entre as maiores
Abertura de capital (IPO) com o lançamento das ações no Novo Mercado da B3, nível máximo de Governança.

2018 – Subsidiária integral da Companhia
Recebe autorização pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para que o IRB ASSET MANAGEMENT S.A. preste serviços de Administrador de Carteira de Valores Mobiliários previstos.

2019 – Corporation
IRB realiza dois bem-sucedidos follow-ons da bolsa de valores brasileira (B3), no valor de aproximadamente R$ 10 bilhões. Como consequência, o Acordo de Acionistas da Companhia foi rescindido e a Companhia se tornou uma corporation.

2020 – Novo IRB
Reestruturação de toda a administração e governança corporativa aprimorada com foco em crescimento sustentável.

No ano, a empresa se desvaloriza quase 80%!

Uma desvalorização tão grande, perdendo mínima anterior e fazendo nova mínima histórica, poderia abrir alguma oportunidade? 

No gráfico semanal, o ativo vai tentando se livrar de uma LTB (Linha de Tendência de Baixa) e iniciar uma tendência de alta:

Alguns indicadores que podem corroborar com esse possível movimento nas próximas semanas são:

OBV (On-Balance Volume) já rompeu essa mesma LTB com convicção:

O RSI (Relative Strength Index) de 14 períodos já iniciou uma tendência altista, fazendo um zig-zag ascendente:

O MACD, apesar de ainda negativo, segue com as médias alinhadas apontando para cima e o histrograma já está há algum tempo no positivo:

Mas e assimetria? Qual seria um potencial alvo para o médio prazo, caso o ativo inicia uma tendência de alta?

Tomando como base o preço atual de R$7,25 e a máxima do movimento de junho nos R$12,87, temos um potencial de alta para o médio prazo de mais de 77%:

E caso o papel refute o possível movimento de alta e volte a perder o fundo anterior nos 5,85? Nesse caso, teria um potencial para perda de cerca de 20%:

Fazendo as contas, seria um risco de 1 para um possível retorno de quase 4 (3,85 para ser mais exato).

Eu gosto dessas assimetrias. Um risco assumido para um potencial ganho muito maior.

Mas vale o aviso que esses ativos devem ser apenas parte da sua carteira. 

Procure ter posição não só em ativos que apresentem assimetria de valorização relevante, mas também em ativos que estejam com uma tendência de alta clara e bem-definida no curto, médio e longo prazo.

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