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Sanita: Eztec mostrará recuperação com setor imobiliário aquecido?

Postado por: TC Mover em 04/06/2021 às 14:49
Sérgio Sanita fala sobre a Eztec

Nesta semana falaremos de uma das empresas mais relevantes no setor imobiliário: Eztec (EZTC3).


Setor imobiliário é pressionado por alta de insumos e da taxa Selic

Para acompanhamento do histórico da empresa e evolução do case, recomendo a consulta ao site de RI da Eztec.

O setor imobiliário vem sofrendo uma grande pressão nos últimos meses pela alta dos insumos relacionados à construção, em conjunto com a alta na taxa básica de juros, a taxa Selic.

Olhando o gráfico do setor, vemos que estamos muito longe da máxima histórica estabelecida no início de 2020, sendo necessária uma alta de quase 45% para chegarmos nesse patamar:


Desempenho do IMOB


Fica bem claro que estamos sem definição há alguns meses no setor IMOB, trabalhando em um range de 850 a 1120 pontos.


O que muda agora para a Eztec?

Apesar da alta dos custos e alta na Selic continuarem em voga, e do o fato de estarmos em novas máximas históricas e com reformas e melhores expectativas com relação à economia, temos uma clara visão de assimetria nesse setor.

As empresas continuam fazendo lançamentos e o setor está aquecido.

Isso será refletido nos preços dos ativos das empresas do setor, mais cedo ou mais tarde.

E, em relação à Eztec, vejo uma excelente assimetria em caso da recuperação dos preços. Pouco a perder e bastante a ganhar caso vejamos essa recuperação a partir daqui.

Olhando o histórico da empresa desde o crash, ela se desvalorizou quase 63% de janeiro a março de 2020:


Desempenho das ações da Eztec


A recuperação nos meses seguintes, de março a julho de 2020, foi de 98%:


Desempenho das ações da Eztec


Em dezembro de 2020, chegou a R$45,41, mas sofre novamente desvalorização relevante de quase 38% nos meses seguintes, chegando na mínima de R$28,43 em março de 2021:


Desempenho das ações da Eztec


Estamos agora prestes a ativar um padrão de reversão altista, conhecido como fundo duplo:



Esse padrão projeta uma valorização potencial relevante, sendo alvo 1 em R$39,98 e alvo 2 em R$43,55, o que daria 20% e 30,60% respectivamente, considerando o preço atual em R$33,33.



Do lado do risco, eu utilizaria meu stop abaixo da mínima da semana passada, na região dos R$29,00. Ou seja, um stop de 13%.

Fazendo os cálculos, teríamos:


  • Cenário 1: Risco de 1 para potencial ganho de 1,54.
  • Cenário 2: Risco de 1 para potencial ganho de 2,35. Bem atrativo.


No cenário 2 estaríamos falando apenas de uma recuperação para a máxima de dezembro de 2020, ainda bem longe da máxima histórica.

E se essa assimetria realmente se mostrar verdadeira e não só a Eztec como o setor buscasse um movimento rumo à máxima histórica nos próximos meses?

No caso da Eztec, seria nada menos que um potencial de 79% de valorização:



Dos indicadores, o que mais me chamou a atenção por ora foi o IFR14, já rompendo topos anteriores:



Alguns fatores a considerar para o case da Eztec

Por ora, não há indicação de que os custos dos insumos para construção terão arrefecimento relevante nos preços olhando o curto prazo. A demanda continua alta e a oferta ainda não está conseguindo suprir essa demanda de maneira adequada, fazendo com que os preços continuem altos.

Apesar das margens mais pressionadas, a demanda por imóveis continua alta devido à mudança enorme de patamar da taxa Selic e consequente barateamento para financiamento. Mesmo com a alta da Selic, já estimada próxima da casa dos 6% para este ano, o cenário de dois dígitos que vimos em anos recentes está muito longe de acontecer olhando o médio prazo, caso tudo prossiga sob condições normais de temperatura e pressão.

A ótica mais importante a se olhar em relação à valorização do setor, em minha opinião, está na assimetria. Quanto mais o setor pode se desvalorizar, dado que estamos com a bolsa em novas máximas históricas, boa perspectiva de reformas e retomada da economia?

Considerando os três pontos acima, acredito que o IMOB, junto com IFNC e ICON, tenham condições de serem protagonistas deste novo momento do Ibovespa. Enquanto desde o crash tivemos o IMAT e INDX literalmente “carregando o IBOV nas costas”, acredito que teremos uma inversão no protagonismo daqui para frente, tendo o IMOB, IFNC e ICON como setores que podem ser os principais destaques para elevarem o patamar e recordes históricos do Ibovespa.

É muito importante considerar, além da análise da movimentação dos preços via AT, o cenário macro e micro atual, perspectivas de curto prazo para o setor e decisões políticas que afetam diretamente a economia, e no Brasil costumam fazer bastante preço, para avaliar se faz sentido investir nessa empresa.

Arte: Vinícius Martins / TC Mover


DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões do COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.


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