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Sanita: Grupo Natura (NTCO3)

Postado por: TC Mover em 12/02/2021 às 16:35

Essa semana falo sobre o Grupo Natura, código NTCO3, uma empresa que faz parte do índice Consumo, ICON, na B3, além de índices como Índice Brasil Amplo, IBRA, Índice Brasil 50, IBRX50, entre outros.


Vamos conhecer primeiro a história do Grupo Natura (NTCO3)

Fonte: Grupo Natura

1969 – Luiz Seabra funda a Indústria e Comércio de Cosméticos Berjeaut. Meses depois, a empresa passa a se chamar Natura.

1970 – A empresa abre a primeira loja, na Rua Oscar Freire, em São Paulo. Luiz Seabra atende pessoalmente as clientes.

1974 – A venda direta é adotada como modelo de negócios, uma aposta na força das relações. A loja da Oscar Freire é fechada.

1979 – A empresa lança a linha Sr. N, inaugurando o segmento de produtos masculinos, uma novidade na época.

1980 – Com a expansão para diferentes regiões do Brasil, a empresa alcança 200 colaboradores e 2.000 consultoras.

1982 – Primeira incursão da Natura no mercado internacional, por meio de um distribuidor local no Chile.

1983 – A empresa se torna a primeira marca de cosméticos no Brasil a oferecer refil. Lança Sève, óleo de banho inédito no mercado.

1984 – Surge o sabonete Erva Doce, que se transforma em um clássico do portfólio.

1986 – A empresa cria Chronos, produto antissinais que valoriza a beleza da mulher em cada fase da vida.

1989 – A empresa atinge a marca de 50 mil Consultoras de Beleza.

1990 – A empresa adota a rosácea como símbolo.

1993 – A empresa lança a linha de produtos Mamãe e Bebê, com a proposta de fortalecer o vínculo entre mães e filhos.

1994 – A empresa inicia operações na Argentina e no Peru.

1995 – A empresa cria a única linha de produtos não cosméticos, Crer Para Ver, cujo lucro é revertido para ações de melhoria da educação.

1996 – Kaiak, uma das fragrâncias mais vendidas da perfumaria brasileira, chega ao mercado.

2000 – A empresa lança a linha Ekos, que incorpora ativos da biodiversidade brasileira à formulação de seus produtos.

2001 – A empresa inaugura o mais avançado centro integrado de pesquisa e produção de cosméticos da América do Sul, em Cajamar (SP).

2004 – A empresa realiza a abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo.

2005 – A empresa inaugura a primeira loja em Paris. Lançamento do Natura Musical, programa de divulgação da música brasileira.

2006 – A empresa bane os testes de produtos e de ingredientes em animais.

2007 – A empresa cria o Programa Carbono Neutro, com metas de redução das emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia produtiva.

2009 – Ao completar 40 anos, a empresa atinge a marca histórica de 1 milhão de consultoras.

2010 – A empresa cria o Instituto Natura para gerir os recursos de Crer Para Ver. Começa a produzir na Argentina, na Colômbia e no México.

2011 – A empresa lança o Programa Amazônia, com o objetivo de direcionar investimentos para a região.

2012 – Começa o processo de aquisição da marca australiana de cosméticos Aesop pela Natura, concluído em 2016.

2013 – A empresa reduz em um terço as emissões de gases de efeito estufa. Lança a linha Sou, com 70% menos plástico.

2014 – A empresa inaugura o Ecoparque, centro industrial em Benevides (PA), e consegue ser a primeira companhia de capital aberto a se tornar uma Empresa B.

2015 – A Rede Natura, a primeira plataforma de vendas on-line, alcança todo o território brasileiro e chega ao Chile.

2016 – A empresa inaugura lojas em diversas regiões do Brasil e também a primeira delas em Nova York.

2017 – A empresa adquire a marca britânica de cosméticos The Body Shop.
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2018 – É criado o grupo Natura &Co, união de Natura, Aesop e The Body Shop.

2020 – Natura &Co conclui a aquisição da Avon, criando o quarto maior grupo do mundo do segmento de beleza.

Mas, na parte de movimentação dos preços, o que chama a atenção no ativo do Grupo Natura?

As ações do Grupo Natura, código NTCO3, vem numa forte tendência de recuperação desde o crash pós-fevereiro de 2020, subindo das mínimas de março, R$20,44, até a nova máxima histórica em setembro de 2020, R$54,60, mais de 167%.

Natura

O ativo está há meses travado no patamar dos R$45 a R$54:

Natura

As bandas de Bollinger também estão bem estreitas, corroborando com esse movimento mais lateral:



O que podemos absorver desses sinais?

Depois desse longo período negociando nesse range de preços, se virmos a ação fechando acima do patamar dos R$54,60, máxima histórica, podemos ter um primeiro sinal de que uma pernada de alta tem uma probabilidade grande de ocorrer nas próximas semanas.

Caso esse movimento se iniciar nas próximas semanas e as bandas de Bollinger mencionadas acima começarem a se abrir novamente, pode ser mais um sinal técnico da provável pernada de alta mais à frente.

Qual seria um alvo factível nesse movimento?

Vejo potencial alvo 1 na região dos R$64 e alvo 2 na região dos R$69,70, respectivamente, 20% e 30% dos preços atuais.



Contudo, para termos mais convicção do movimento, temos que aguardar o fechamento do gráfico semanal e a confirmação na semana seguinte, superando a máxima do candle que rompeu a congestão.

O que aumenta os possíveis riscos nesse momento?

Estamos entrando em recesso na bolsa de valores, B3, de dois dias e meio, por conta do Carnaval. Se os mercados externos tiverem uma correção considerável nos próximos dias, podemos ver nosso mercado ajustar forte a partir do retorno do Carnaval, na quarta-feira, 17/02.

Nosso mercado está pesado e bem divergente em relação aos mercados exteriores, principalmente Estados Unidos e EMM (ETF mercados emergentes), que vem fazendo novas máximas históricas, enquanto estamos travados no range de 115.000-120.000 no IBOV.

O setor de atuação da empresa, apesar de estar em franco crescimento nos últimos anos, não deixa de ser supérfluo em relação às condições difíceis que a maioria dos consumidores da empresa passam nesse momento de crise econômica devido à pandemia do coronavírus.

Acredito que a empresa tem tudo para continuar sua recuperação e fazer novas máximas históricas, mas temos que entender e aguardar sinais no curto prazo para achar o melhor trigger para entrada.

Como sempre enfatizo, é muito importante, além da análise da movimentação dos preços via AT, considerar o cenário macro/micro atual, perspectivas de curto prazo para o setor e decisões políticas que afetam diretamente a economia, e no Brasil costumam fazer bastante preço, para avaliarmos se faz sentido investir nessa empresa.

Arte: Vinícius Martins / TC Mover

DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões do COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.


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