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Sanita: Índice de Materiais Básicos, o camisa 10 de 2020

Postado por: TC Mover em 19/10/2020 às 11:48

Sabe aquele jogador que é conhecido por resolver a situação, o famoso camisa 10? Pois é, na nossa bolsa em 2020 esse seria o IMAT (Índice de Materiais Básicos).

O índice tem performance positiva de 23% no ano (até 16/10), contra um desempenho NEGATIVO da grande maioria dos outros principais índices:

 

ICON (Índice de Consumo): -4,5%

IDIV (Índice de Dividendos): -17,7%

IEE (Índice de Energia Elétrica): -7%

IFIX (Índice de Fundos Imobiliários): -12%

IFNC (Índice Financeiro): -27%

IMOB (índice Imobiliário): -30,8%

INDX (Índice Industrial): +1,5%

UTIL (Índice de Utilities): -12,2%

 

Mas afinal, quais as empresas que compõem o IMAT?

 

EMPRESA

TICKER

PARTICIPAÇÃO NO IBOV

BRADESPAR 

BRAP4

0,591%

BRASKEM

BRKM5

0,309%

SID NACIONAL

CSNA3

0,690%

DURATEX

DTEX3

0,000%

GERDAU

GGBR4

1,247%

GERDAU MET

GOAU4

0,388%

KLABIN S/A

KLBN11

0,874%

SUZANO S.A.

SUZB3

1,936%

USIMINAS

USIM5

0,308%

VALE

VALE3

11,102%

PARTICIPAÇÃO TOTAL DO IMAT NO IBOV: 17,445%

Ou seja, imagine se as empresas desse índice estivessem mal? Talvez, estivéssemos bem mais longe dos 100K.

 

As empresas desse índice que mais se destacam no ano são a KLBN11 com 40% de alta, seguida de CSNA3 com 38% e SUZB3 com 28%. 

 

A única empresa do índice que cai no ano é a BRKM5, com queda de 29%.

 

Mas vamos ao que interessa.

 

Como poderíamos via análise técnica nos antecipar aos movimentos da CSNA3, por exemplo? Mesmo se você não tenha tempo para acompanhar o mercado diariamente, seria possível surfar essa onda altista?

 

Sim.

 

Veja o gráfico semanal de KLBN11. Você conseguiria programar entradas sem precisar acompanhar o mercado diariamente. 

 

Depois do flash crash que tivemos pós semana carnaval, o papel se recuperou a partir da semana 17 (iniciando em 20/04) deu um forte sinal comprador ao ativar um padrão conhecido como “mastro e bandeira”, na superação do patamar dos R$17,00 com alvo nos R$23,00, uma valorização de 35,2% em 3 semanas. Nada mal, não é mesmo?

Essa mesma entrada poderia ser feita pelo setup 9.1 de compra, do trader Larry R. Williams, mencionado no artigo anterior.

 

Esse setup utiliza a média móvel exponencial de 9 períodos e a entrada seria feita após o candle no semanal ter virado para cima essa mesma média.

 

Isso ocorreu na semana 17 também. Bastaria marcar a máxima daquela semana, que foi 17,46 e entrar na superação da máxima na próxima semana ou semanas seguintes, desde que a média móvel exponencial de 9 períodos não virasse para baixo novamente.

 

Na semana seguinte, deu entrada nesse setup, nos 19,47.

E onde seria seu alvo?

 

Você conduziria pela própria média móvel exponencial de 9 períodos.

 

Enquanto ela não virasse para baixo, você conduziria sua operação.

 

Na semana 40, os preços viraram e média para baixo.

 

Você então marcaria a mínima do candlestick que virou a média para baixo. A mínima foi R$23,33. Caso nas semanas seguintes os preços perdessem esse patamar, você estoparia sua posição, com um ganho de 33,5%. 


Mas isso ocorreu? Não. Na semana seguinte esse patamar não foi perdido e a média móvel exponencial de 9 períodos voltou a virar para cima, ou seja, você ainda estaria conduzindo sua posição, com um ganho estimado de 46,3%.

Essas são apenas algumas das maneira simples, em que você poderia programar uma entrada nesse ativo, sem precisar acompanhar o mercado diariamente.

 

É por isso que gosto da análise técnica. Você pode usá-la de maneira simples e objetiva, sem precisar analisar números, balanços etc.

 

Podemos utilizá-la da maneira mais adequada ao nosso perfil, quer gostemos de day-trade, swing-trade ou position-trade.

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