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Sanita: Multiplan (MULT3) reagirá ao afrouxamento das restrições?

Postado por: TC Mover em 07/05/2021 às 17:11
Coluna do Sanita sobre as ações da Multiplan

Essa semana falo sobre uma empresa de uma empresa que faz parte do setor que mais sofreu com as restrições impostas pela pandemia: shoppings. A empresa? Multiplan (MULT3).


Recuperação das ações da Multiplan (MULT3) vem se mostrando bastante tímida

Realmente, o setor de shoppings foi muitíssimo afetado pelas restrições que tivemos nos últimos 14 meses, e isso obviamente afetou a cotação das empresas do setor no bolsa de valores.

No caso das ações Multiplan, a queda não foi tão expressiva assim no crash de março de 2020, se comparada a outras empresas que já abordei aqui na minha coluna: um pouco mais de 59%.


Gráfico sobre as ações da Multiplan


Mas o fato é que a recuperação vem se mostrando ainda bastante tímida.

De março de 2020 a dezembro de 2020, as ações da Multiplan valorizaram 77%, atingindo a região dos RR25, mas bem longe da máxima em janeiro de 2020, que foi de mais de R$35,00:


Gráfico sobre as ações da Multiplan


De dezembro de 2020 a março de 2021, a empresa voltou a performar mal, caindo 27% e chegando ao patamar de R$18,65:


Gráfico sobre as ações da Multiplan


Nos últimos dois meses, as ações da Multiplan voltaram a recuperar o patamar dos R$25 e agora estão próximas de romper essa forte região de resistência. Estamos ativando um pivot de alta, que nos daria um alvo 1 projetado nos R$29,19 e alvo 2 nos R$33,17:


Gráfico sobre as ações da Multiplan


Teríamos um potencial de 16,60% e 32,52% respectivamente:


Gráfico sobre as ações da Multiplan


Gráfico sobre as ações da Multiplan


Do lado do risco, teríamos um stop abaixo da mínima da semana passada, o que daria um pouco mais de 9%:


Gráfico sobre as ações da Multiplan


Fazendo os cálculos, teríamos no cenário A um risco de 1 para um potencial retorno de 1,8 e no cenário B um risco de 1 para um potencial retorno de 3,6. Realmente atrativo e bem interessante para se analisar.

Dos indicadores, o que mais me chamaram a atenção:

IFR14: vai rompendo topos anteriores, corroborando com potencial movimento de alta dos preços.



TRIX: Ganhando forte momentum, com espaço para buscar topo de fevereiro/2020:



Temos alguns fatores abaixo:


  1. A probabilidade nada irrelevante de mais vacinas chegaram ao Brasil, vindas dos EUA e outros países que já estão com a vacinação avançada;
  2. Retomada das atividades de consumo e lazer com o afrouxamento das restrições para as próximas semanas;
  3. Assimetria muito interessante de risco x retorno


Considerando esses três pontos, vejo que há uma boa probabilidade desse potencial trade envolvendo as ações da Multiplan dar certo.

Cabe a você avaliar bem os cenários e de acordo com seu gerenciamento risco, decidir se vale ou não se posicionar no papel nesses níveis de preço.

Contudo, fica o alerta costumeiro: é muito importante que, além da análise da movimentação dos preços via AT, se considere o cenário macro e micro atual, perspectivas de curto prazo para o setor e decisões políticas que afetam diretamente a economia, e no Brasil costumam fazer bastante preço, para avaliar se faz sentido investir nessa empresa.


Um pouco mais sobre o business e histórico da Multiplan

Fonte: Multiplan



Fundada em 1975 por José Isaac Peres, a Multiplan é uma empresa imobiliária full-service, planejando, desenvolvendo, detendo e administrando um dos maiores e melhores portfólios de ativos comerciais do país.

Seu portfólio está localizado nas principais regiões do Brasil, estrategicamente posicionado no vetor de crescimento dos grandes centros urbanos, impulsionando o desenvolvimento do entorno e contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população. A companhia também é pioneira na execução de projetos multiúso, construindo, nas proximidades de seus shoppings, edifícios comerciais, prédios residenciais e hotéis, que geram sinergias e fluxo de consumidores para os shoppings, ao mesmo tempo em que valorizam toda região.

O conceito de shopping center da Multiplan, moldado ao longo de mais de quatro décadas de história, reúne comércio, lazer, entretenimento e serviços e busca proporcionar aos visitantes um ambiente confortável e prazeroso, criando muito mais do que centro de compras. Com a consciência de que a sociedade está sempre em evolução, a companhia busca melhorar seus ativos ano após ano, antecipando tendências, investindo em inovação e trazendo mais conveniência, lazer e eficiência para seus clientes e lojistas.

Ao final de junho de 2019, a Multiplan detinha 19 shopping centers com Área Bruta Locável (ABL) total de 832.614 m² (650.762 m² de ABL própria) que geraram vendas de R$15,8 bilhões nos 12 meses anteriores. Os shopping centers da Multiplan possuem, somados, mais de 5.400 operações, que geram um tráfego anual estimado em 180 milhões de visitas. Adicionalmente, a Multiplan detinha – com uma participação média de 92,4% – dois conjuntos de torres comerciais com ABL total de 87.558 m² (80.878 m² de ABL própria), que combinada à ABL de shopping center somam uma ABL total de 920.172 m².

1975 a 1985 – Nasce a Multiplan em 1975! Neste período, a empresa inaugurou seus cinco primeiros shoppings. O primeiro, BH Shopping, em Belo Horizonte, foi construído em frente ao trevo rodoviário que deu origem ao logotipo da Multiplan. Em seguida vieram o Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto, o Barra Shopping, no Rio de Janeiro, o Morumbi Shopping, em São Paulo, e o Park Shopping, em Brasília. A Multiplan lançou também o condomínio residencial de alta luxo Chácara Santa Elena em São Paulo, seu primeiro empreendimento imobiliário.

1986 a 1995 – Anos de consolidação dos shoppings existentes, além de outras experiências! Nesta época, a Multiplan concluiu 15 expansões em seus shoppings em operação, e inaugurou seu primeiro empreendimento internacional, o Cascai Shopping, em Portugal, que anos depois seria vendido ao seu sócio português. A Multiplan inovou com a inauguração do Centro Médico Barra Shopping, primeiro centro médico dentro de um shopping center. No segmento imobiliário, a companhia entregou o condomínio residencial Barra Golden Green (Rio de Janeiro) e o Morumbi Office Tower (São Paulo).

1996 a 2005 – Retomando o desenvolvimento de novos empreendimentos! Quatro shoppings nascem, aumentando de cinco para nove o número de ativos no portfólio da Multiplan: o DiamondMall (Belo Horizonte), o New York City Center (Rio de Janeiro), o Shopping Anália Franco (São Paulo) e o Park Shopping Barigui (Curitiba), além de oito expansões concluídas no período. No segmento imobiliário, são entregues o Centro Empresarial Barra Shopping, no Rio de Janeiro, o Il Villaggio, condomínio residencial de alto luxo em Miami, e dois edifícios residenciais na região da Península, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

2006 a 2015 – Abertura de capital e aceleração do crescimento! O período marca o início da negociação das ações da Multiplan, em 2007. Com os recursos da abertura de capital, a Multiplan acelera o seu desenvolvimento e inaugura sete novos shoppings, localizados em Porto Alegre, São Paulo, São Caetano, Jundiaí, Rio de Janeiro e Maceió. A companhia adquire outros dois ativos, o Shopping Pátio Savassi, em Belo Horizonte, e o Shopping Santa Úrsula, em Ribeirão Preto. No segmento imobiliário, cinco torres comerciais e uma residencial são concluídas, todas anexas aos shoppings da companhia em Porto Alegre, São Paulo e Brasília. Em 2015, as ações da Multiplan passam a integrar o Índice Bovespa, principal índice de ações do Brasil.

2016 até hoje – Planejando o próximo ciclo de crescimento, e ingressando na era Omni! A Multiplan inaugura o Park Shopping Canoas, no Rio Grande do Sul, e aumenta sua participação acionária no Barra Shopping, Morumbi Shopping e Park Shopping Barigui. Inicia em 2018 as obras do Park Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, o 20º empreendimento da companhia.

Arte: Vinícius Martins / TC Mover

DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões do COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.


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