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Sanita: O petróleo (BRDT3) continuará se recuperar?

Postado por: TC Mover em 18/12/2020 às 17:16

Desde o crash que tivemos em meados de fevereiro, a grande maioria dos ativos e commodities tiveram forte desvalorização.

Uma commodity em específico – a qual está fora de moda por conta do pensamento ecologicamente correto – chegou a cair 77,5% da máxima de janeiro até a mínima de abril: o petróleo brent.

Aliás, qual a diferença entre o petróleo brent e crude?

Abaixo uma tabela que ajuda nesse entendimento:

 

 

BRENT

CRUDE (WTI)

ORIGEM

Referia-se, no início, ao tipo de petróleo extraído de um bloco da Shell chamado Brent

Significa West Texas Intermediate.

REFERÊNCIA

A produção de petróleo em plataformas marítimas no Mar do Norte, na Europa

A produção de Petróleo em campos terrestres no Texas, Louisiana e Dakota do Norte

NEGOCIAÇÃO

Bolsa de Londres

Bolsa de Nova York

CARACTERÍSTICAS

Petróleo do tipo leve

Petróleo mais denso

REFERÊNCIA DE PREÇOS

Opep, mercados europeu e asiático; e a Petrobras

USA

POR QUE A COTAÇÃO É DIFERENTE?

Costuma ser um pouco mais caro que o WTI, devido aos custos de extração e transporte para a costa

Costuma ser mais barato que o Brent, devido ao menor custo de extração e transporte

Desde o fundo deixado em abril em U$16,01, tivemos uma forte recuperação do Brent com alta de 226%, negociando por volta dos U$52,20. E ainda falta bastante para chegar na máxima do ano que foi $71,28, cerca de 36%.

A Petrobras, uma das maiores petrolíferas da América, obviamente sofreu muito desde o crash, mas já se recuperou bem, caindo apenas 6,5% no ano, negociando a R$28,20.

E o que dizer da empresa que distribui os combustíveis?

Sofreu bastante, começou boa recuperação e agora graficamente nos dá a leitura de uma possível recuperação mais ampla.

De quem estamos falando exatamente?

Da Petrobras Distribuidora (conhecida como BR Distribuidora), que é negociada na B3 com o ticker BRDT3.

É a maior distribuidora de combustíveis e lubrificantes do Brasil, em volume de vendas. É uma ex-subsidiária da Petrobras. 

A gigante petrolífera ainda detém cerca de 37% do capital da Petrobras Distribuidora, mas renunciou ao controle acionário ao vender, em julho de 2019, cerca de 30% de suas ações por aproximadamente R$ 8,6 bilhões, na segunda oferta pública secundária de ações.

O negócio, que na prática privatizou a Petrobras Distribuidora, faz parte do plano de desinvestimentos. O processo de abertura de capital começou em 2017, quando a Petrobras vendeu cerca de 29% das ações da empresa. 

Em 1971, ano da fundação da Petrobras Distribuidora, a rede tinha pouco mais de 800 postos pelo País. Em 2019, eram quase 8 mil postos e presença em 99 aeroportos, mantendo cerca de 30% do mercado nacional de combustíveis e lubrificantes. Mesmo privatizada, continua sendo licenciada exclusiva da marca Petrobras.

Conhecida a história da empresa, o que nos dizem a parte técnica, a movimentação dos preços?

No ano, mesmo com a forte recuperação a BRDT3 ainda está se desvalorizando 22,5%:

No semanal, estávamos num canal de baixa, juntamente com a resistência da MMS50 (Média Móvel Simples de 50 períodos) e qual está sendo rompido essa semana:

 

Caso o topo de junho seja vencido (R$24,31), ativaríamos um pivot com alvo projetado em R$30,23, bem próximo da máxima do ano nos R$30,76:

Alguns indicadores corroboram com esse possível movimento alista:

  • OBV (On Balance Volume) já rompeu LTB com convicção:

 

  • RSI (Relative Strength Index) também já rompeu LTBs e mostra também a força do movimento:

 

  • No MACD (Moving Average Convergence/Divergence) a média rápida de 12 períodos já cruzou de baixo para cima a média lenta de 26 períodos, bem próxima de virar para terreno positivo. Além disso o histograma já está positivo:

Caso venha a atingir a alvo do pivot nas próximas semanas, o potencial de ganho seria de 32% a partir dos preços atuais. 

Mas e se der errado e o preço começar a recuar? Eu estoparia a operação caso perdesse os R$20,50, gerando uma possível perda de 11%

Assim sendo, vejo a assimetria como interessante:  Risco de 1 para potencial ganho de 3.

Por mais que fumaça e poluição dos combustíveis fósseis estejam rapidamente sendo substituídos por novas tecnologias, esse movimento ainda durará décadas. Nesse período, não me preocuparia de tentar surfar uma valorização numa empresa distribuidora desse mal ainda necessário.

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