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Vieira: Bolsonaro aceitou pragmatismo, agora precisa agir

Postado por: TC Mover em 24/03/2021 às 15:22

Brasília, 24 de março – Não fosse Jair Bolsonaro o presidente da República, provavelmente não faltaria quem escrevesse que “a esperança venceu o medo” nesta quarta-feira, após o chefe do Poder Executivo, ladeado pelos comandantes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, anunciar um comitê nacional de enfrentamento à pandemia.

Até hoje cedo, vozes influentes na capital federal duvidavam que Bolsonaro pudesse se vestir com o pragmatismo que sua própria base aliada lhe exigia, para acompanhá-lo com firmeza na tentativa de reeleição.

Mas as mais de 3.000 mortes diárias por Covid-19, após dois anos de conflitos institucionais, é o que permite ver com otimismo a decisão tomada por Bolsonaro e pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira, do Senado, Rodrigo Pacheco, e do STF, Luiz Fux.

Já minutos depois da virada presidencial, agências começaram a dizer que Bolsonaro teria concordado em fazer de seu ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o único porta-voz de questões sanitárias, a exemplo do ministro Paulo Guedes em temas da economia. Outras afirmam que Queiroga vai criar uma secretaria extraordinária da pandemia, em típico anúncio de Brasília para destacar novos momentos.

Quanto mais o que era ideológico se transformar em gestão técnica, melhor para a economia e para a popularidade do governo. Em nossa visão, Bolsonaro cedeu ao pragmatismo e, para isso, foram importantes as discretas sinalizações nesta semana de um dos homens-fortes do Centrão, senador Ciro Nogueira, prometendo que o bloco estará com o presidente no próximo ano.

Porém, superada a etapa, será preciso comprovar a mudança. Para isso, destacamos três fatores importantes que podem contribuir para o principal propósito do acordo feito hoje, que é a retomada econômica e da normalidade:

Primeiro, que possa ser priorizada a vacinação de famílias de baixa renda, o que favorecerá a reabertura segura e um impulso à atividade. Segundo, a retomada das reformas, para o país não perder a oportunidade de preparar condições de aceleração da economia abertas com a imunização. Por fim, que a vacinação seja liberada para empresas, aliviando o sistema de Saúde.

Além disso, é preciso que Bolsonaro reitere o que disse nos dias a seguir, fazendo com que os agentes econômicos sintam-se seguros de que está em curso um caminho previsível.

Arte: Vinícius Martins / TC Mover

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