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Bitcoin ultrapassa R$100 mil com busca por proteção e diversificação

Postado por: TC Mover em 20/11/2020 às 17:20

São Paulo, 20 de novembro – A moeda digital Bitcoin ultrapassou os R$100 mil hoje, batendo novo recorde de preços, acumulando alta de 284% no ano. A criptomoeda, que terminou 2019 valendo R$28.767,00, hoje era negociada a R$100.184,00. 

A disparada do Bitcoin começou em meados de outubro, passando rapidamente de R$65 mil para R$80 mil e, depois, R$100 mil e acompanhando as cotações no exterior. Lá fora, a criptomoeda também bateu novo recorde, com US$18.809,00 na máxima do dia. No ano, o Bitcoin acumula valorização de 160%.

Demanda, cenário econômico e injeção de liquidez dos BCs aceleram Bitcoin

O movimento de alta do Bitcoin resulta do aumento da demanda, diante do atual contexto econômico global provocado pela desaceleração da atividade e da massiva injeção de liquidez promovida pelos principais Bancos Centrais, levando os investidores a buscarem ativos escassos, que funcionem como reserva de valor avalia o diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Safiri Felix. 

Segundo ele, o Bitcoin tem se consolidado e se sobressaído entre os ativos disponíveis no mercado, com valorizações que chamam a atenção dos investidores no mundo todo, reagindo bem à crise econômica. 

Outros vetores de alta, segundo o executivo, são a entrada de investidores profissionais com grandes aportes, tensões eleitorais nos Estados Unidos e adesão recente de empresas como Square e PayPal, além da mudança de postura de gestoras como a BlackRock, reconhecendo o Bitcoin como uma alternativa potencialmente melhor que o ouro.

A expectativa da ABCripto é de que o mercado de criptomoedas siga crescendo no Brasil. Segundo a Receita Federal, entre janeiro e setembro de 2020, o valor negociado já chegou a R$ 86,361 bilhões e a projeção de Felix é de que esse valor chegue a R$100 bilhões.

Riscos de investir em Bitcoin

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, o Bitcoin possui muita volatilidade, parte do motivo de não ter decolado como meio de pagamento global. Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a recorrência de hackers, que podem roubar os registros das criptomoedas, e a suspeita manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, assim, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Bitcoin, o pioneiro das criptomoedas

O Bitcoin foi criado em 2009, sendo a primeira criptomoeda. A moeda virtual foi criada para o envio e recebimento de valores online sem limitações de território ou quantia. Para entender mais, leia o artigo sobre Bitcoin da TC School.

Texto: Angelo Pavini
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins/TC

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