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Bitcoin é mais verde do que a maioria dos países do globo, dizem estudos

Postado por: TC Mover em 27/05/2021 às 18:40
Estudo aponta que Bitcoin é mais verde que muitos países

São Paulo, 27 de maio – A rede do Bitcoin usa mais energia renovável do que 95% das 80 principais economias globais, segundo dados da Universidade de Cambridge e do Our World in Data. As informações desmistificam a narrativa de que a moeda é uma ameaça ao setor energético.


Mineradores de Bitcoin têm recebido críticas por consumo de energia para atividade

Cerca de 39% da mineração da criptomoeda é abastecida por energia renovável, segundo um estudo realizado pela Cambridge em 2020. Ele também mostra que ao menos 76% dos mineradores de criptomoedas utilizam, ao menos em parte, energia limpa nas suas operações.

Enquanto isso, apenas 11,41% da energia produzida pelo planeta era gerada por fontes renováveis em 2019, conforme os dados mais recentes do Our World in Data. Dos 80 países estudados, apenas quatro eram melhores do que o Bitcoin no uso de energia renovável: a Islândia, a Noruega, o Brasil e a Suécia.

Os mineradores da primeira criptomoeda têm recebido críticas duras sobre o consumo supostamente exagerado de energia da atividade após um tuíte recente do bilionário Elon Musk sobre o tema. Contudo, os dados mostram que quase 40% da energia usada pelo criptoativo é renovável. Por volta das xhxx, a criptomoeda era negociada a US$x mil.


Elon Musk criticou impacto ambiental do Bitcoin

No dia 13 de maio, Elon Musk anunciou que suspendeu a aceitação de pagamentos em Bitcoin para os seus veículos. Enquanto isso, ele disse procurar por outras criptomoedas que causem menos danos ambientais. A declaração resultou em uma queda generalizada nos criptoativos. No dia seguinte, porém, eles voltaram a subir, indicando uma confiança do mercado na recuperação do setor.

Em entrevista exclusiva à TC Mover, o especialista em criptoativos Paulo Boghosian disse que influenciadores como Elon Musk, Chamath Palihapitiya e Dave Portnoy conduzem um processo de apoio às moedas digitais “como se fosse um protesto contra o sistema financeiro tradicional”.


China baniu serviços ligados às criptomoedas

Já o cerco da China ao Bitcoin e outras criptomoedas se intensificou a partir de 18 de maio, quando o governo proibiu instituições financeiras e empresas de pagamentos de oferecer serviços relacionados às criptomoedas. A ação é uma tentativa de aumentar o controle das transações antes do lançamento oficial do yuan digital, ou e-CNY.

Na última sexta-feira, 21, a ata do 51º Comitê de Estabilidade Financeira e Desenvolvimento, também criticou as criptomoedas. O vice-premiê da China, Liu He, disse que o país quer “prevenir e controlar os riscos financeiros de forma definitiva”, segundo o documento, com repressão ao trade e mineração de criptomoedas.

A Mongólia Interior, região da China que costumava ser um hub de mineração de criptomoedas, seguiu as ações do governo chinês e propôs medidas duras contra pessoas ligadas ao setor. O movimento, ocorrido na última segunda-feira, 25, também está ligado a uma busca por diminuir emissões de carbono na região.


Riscos de investir em criptomoedas

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, as criptomoedas possuem muita volatilidade. Ou seja, as cotações têm grandes flutuações em curtos períodos de tempo. Isto é parte do motivo de o Bitcoin ainda não ter decolado como meio de pagamento global. As medidas chinesas contra os criptoativos e as declarações de Elon Musk mostraram grande volatilidade no mercado, com grandes quedas e recuperações em questão de dias.

Além dos movimentos erráticos dos criptoativos, a possibilidade de roubo de registros por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento. Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios.

É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro. Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade pode afastar investidores.


O que é Bitcoin?

O Bitcoin foi criado em 2009, sendo a primeira criptomoeda. A moeda virtual foi criada para o envio e recebimento de valores online sem limitações de território ou quantia. Ela pode ser usada também como reserva de valor e é independente do atual mercado financeiro. Para entender mais, leia o artigo sobre Bitcoin da TC School.

Texto: Nicolas Nogueira
Edição: Cintia Thomaz, Letícia Matsuura e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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