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China bane oferecimento de serviços com criptomoedas

Postado por: TC Mover em 18/05/2021 às 17:04
China proibiu serviços com criptomoedas

São Paulo, 18 de maio – O governo da China baniu as instituições financeiras e empresas de pagamentos de oferecer serviços relacionados às criptomoedas, em uma tentativa de aumentar o controle das transações antes do lançamento oficial do yuan digital, ou e-CNY.


Banimento envolvendo criptomoedas foi associado à proteção da propriedade de cidadãos

A justificativa dos chineses para o banimento é a proteção da propriedade dos seus cidadãos, bem como da norma econômica e financeira do país. Apesar disso, a população não foi impedida de acumular moedas digitais até o momento, segundo a Reuters.

Essa não é a primeira vez que a China impõe uma limitação do gênero; em 2017, a nação ordenou que as exchanges de criptomoedas finalizassem as suas operações, numa ação que contribuiu para a queda no preço do Bitcoin naquele momento.

No comunicado, a China também alertou os investidores contra a especulação envolvida no trade de criptoativos, em um momento em que o Bitcoin e o Ethereum sofrem baixas expressivas.


Elon Musk impulsionou nova queda de criptomoedas no começo da semana

O emblemático empresário Elon Musk também mexeu com a cotação das criptomoedas. No último domingo, 16, ele respondeu “certamente” a uma publicação em rede social que dizia que “os Bitcoiners vão se baterem ao descobrirem no próximo trimestre que a Tesla se desfez do resto da criptomoeda”. Com isso, o Bitcoin chegou a cair mais de 8,00%. Na manhã seguinte, entretanto, Elon Musk afirmou na mesma rede social que a fabricante de carros elétricos não vendeu os ativos adquiridos.

Na quarta-feira da semana passada, Elon Musk, anunciou que suspendeu a aceitação de pagamentos em Bitcoin para os seus veículos. Enquanto isso, ele disse procurar por outras criptomoedas que causem menos danos ambientais. A declaração resultou em uma queda generalizada nos criptoativos. No dia seguinte, porém, eles voltaram a subir, indicando uma confiança do mercado na recuperação do setor.

Em entrevista exclusiva à TC Mover, o especialista em criptomoedas Paulo Boghosian disse que influenciadores como Elon Musk, Chamath Palihapitiya e Dave Portnoy conduzem um processo de apoio às moedas digitais “como se fosse um protesto contra o sistema financeiro tradicional”.


Riscos de investir em Bitcoin

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, o Bitcoin possui muita volatilidade. Sua cotação tem grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de ainda não ter decolado como meio de pagamento global. Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros de criptoativos por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade pode afastar investidores.


Depreciação do dólar ajuda Bitcoin a decolar

A depreciação do dólar no exterior, inclusive diante de outras moedas como o euro, por conta do forte aumento do déficit público americano com os gastos para conter o coronavírus, favorecem o Bitcoin e outros criptoativos. Elas são vistas como uma alternativa para proteção do valor real do dinheiro. Assim, em caso de uma forte alta da inflação nos países desenvolvidos, que desvalorizaria as moedas, os criptoativos se valorizariam.

A alta do dólar em relação ao real, por sua vez, amplia essa alta global do Bitcoin no Brasil. A principal razão para a alta expressiva do Bitcoin é o aumento dos investimentos em criptomoedas por parte de empresas, afirma Beibei Liu, presidente da NovaDAX, bolsa das moedas digitais.

Fabrício Tota, diretor da Mercado Bitcoin, considera que, mesmo com o crescimento dos investimentos, o Bitcoin continuará com alta volatilidade. Mas a tendência, segundo ele, é que a alta na adesão transforme a criptomoeda em um ativo convencional no futuro.

Texto: Nicolas Nogueira
Edição: Cintia Thomaz e João Pedro Malar
Imagem: Divulgação


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