TC Mover
Mover

EUA adiam decisão sobre ETFs de criptomoedas

Postado por: TC Mover em 02/06/2021 às 17:50
EUA postergou decisão sobre ETFs de criptomoedas

São Paulo, 2 de junho – Ao contrário do Brasil, que já aprovou dois fundos de investimentos cripto negociados em bolsa, os EUA estão adiando a decisão sobre várias propostas de ETFs. O movimento pode indicar uma tendência negativa em relação a esse produto de investimento.


Comissão dos EUA negou proposta de ETF em 2020 citando insegurança no mercado de Bitcoin

No final de maio, a SEC, ou Comissão de Valores Mobiliários, adiou a decisão sobre a proposta de ETF da WisdomTree para julho. A ação teria sido feita para que a organização tenha tempo suficiente de avaliar a questão, enquanto uma proposta da VanEck também foi adiada.

Em 2020, a SEC rejeitou uma proposta de ETF da Wilshire Phoenix, afirmando que a empresa não foi capaz de provar que o mercado do Bitcoin era seguro e difícil de ser manipulado. Até o momento, os EUA não aprovaram nenhum ETF de Bitcoin, enquanto o Brasil e o Canadá já oferecem esse tipo de investimento.

O primeiro ETF de criptomoedas no Brasil, criado pela Hashdex, estreou na B3 em 26 de abril. Ele é negociado por meio do código HASH11, e tem como referência o índice Nasdaq Crypto Index NCI, que é composto por diversos criptoativos.


Riscos de investir em Bitcoin

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, o Bitcoin possui muita volatilidade. Sua cotação tem grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de ainda não ter decolado como meio de pagamento nos EUA e em outros países. Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros de criptomoedas por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios, como citado nos EUA. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade pode afastar investidores.


Depreciação da moeda dos EUA ajuda o Bitcoin

A depreciação do dólar no exterior, inclusive diante de outras moedas como o euro, por conta do forte aumento do déficit público dos EUA com os gastos para conter o coronavírus, favorecem as criptomoedas. Elas são vistas como uma alternativa para proteção do valor real do dinheiro. Assim, em caso de uma forte alta da inflação nos países desenvolvidos, que desvalorizaria as moedas, as criptomoedas se valorizariam.

A alta do dólar em relação ao real, por sua vez, amplia essa alta global do Bitcoin no Brasil. A principal razão para a alta expressiva do Bitcoin é o aumento dos investimentos em criptomoedas por parte de empresas, afirma Beibei Liu, presidente da NovaDAX, bolsa das moedas digitais.

Fabrício Tota, diretor da Mercado Bitcoin, considera que, mesmo com mais investimentos com a depreciação da moeda dos EUA, o Bitcoin continuará com alta volatilidade. Mas a tendência, segundo ele, é que a alta na adesão transforme a criptomoeda em um ativo convencional no futuro.

Texto: Nicolas Nogueira
Edição: Cintia Thomaz e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


Leia também

Especial: Otimismo domina carteiras de junho e Petrobras volta aos holofotes

Comissão da Reforma Administrativa será instalada na próxima semana, diz ex-relator

Entrevista exclusiva: Reformas e Correios avançarão antes do recesso, diz Ricardo Barros

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Saiba Mais