TC Mover
Mover

Hashdex anuncia primeiro ETF ligado a criptomoedas no Brasil

Postado por: TC Mover em 17/03/2021 às 17:10
ETF

São Paulo, 17 de março – A Comissão de Valores Mobiliários, CVM, aprovou o lançamento do Hashdex Nasdaq Crypto Index, primeiro fundo de índice, ETF, atrelado a criptomoedas a ser negociado na B3, em meio à disparada dos ativos digitais com o enfraquecimento de moedas pelo mundo.


Oferta inicial de cotas do ETF prevê captação mínima de R$250 milhões

O ETF, código ‘HASH11’, será gerido pela Hashdex, administrado pela Genial Investimentos e terá como referência o Nasdaq Crypto Index, NCI, índice negociado na bolsa de Nova Iorque que reflete o comportamento de seis criptoativos: Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Chainlink e Bitcoin Cash.

A oferta inicial de cotas do ETF, coordenada por Genial, Itaú e BTG Pactual, prevê captação mínima de R$250 milhões junto a investidores institucionais. Entretanto, a captação deve ficar bem acima do valor estipulado, diz o Brazil Journal, citando fontes próximas ao assunto. Em comunicado, a Hashdex diz que mais informações sobre a oferta, incluindo o cronograma, serão “divulgadas oportunamente”.

Apetite de investidores pessoa física por ativos digitais é tendência global

O ETF deve surfar no apetite do investidor pessoa física por ativos digitais, que é tendência em todo o mundo. Em 2020, o Bitcoin valorizou 270,00% ante o dólar. O processo ocorreu com o enfraquecimento de moedas nacionais e a busca por novos ativos com a crise causada pela pandemia de Covid-19.

Riscos de investir em criptoativos

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, as criptomoedas possuem muita volatilidade. Sua cotação tem grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de o Bitcoin não ter decolado ainda como meio de pagamento global. Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros de criptomoedas por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade pode afastar investidores.

Depreciação do dólar ajuda as criptomoedas

A depreciação do dólar no exterior, inclusive diante de outras moedas como o euro, por conta do forte aumento do déficit público americano com os gastos para conter o coronavírus, favorecem as criptomoedas. Elas são vistas como uma alternativa para proteção do valor real do dinheiro. Assim, em caso de uma forte alta da inflação nos países desenvolvidos, que desvalorizaria as moedas, as criptomoedas se valorizariam.

A alta do dólar em relação ao real, por sua vez, amplia essa alta global das criptomoedas no Brasil. A principal razão para a alta expressiva do Bitcoin nos últimos ralis é o aumento dos investimentos em criptomoedas por parte de empresas, afirma Beibei Liu, presidente da NovaDAX, bolsa das moedas digitais.

Fabrício Tota, diretor da Mercado Bitcoin, considera que, mesmo com o crescimento dos investimentos, o Bitcoin e as outras criptomoedas continuarão com alta volatilidade. Mas a tendência, segundo ele, é que a alta na adesão transforme a criptomoeda em um ativo convencional no futuro.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Lucia Boldrini e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


Leia também

Fed mantém juro inalterado e vê alta na inflação americana como temporária

Mansano: Dia de Copom e os fatores que o comitê levará em conta

Especial: Vale (VALE3) se desfaz de PCHs em plano para otimizar eficiência energética

Parra-Bernal: ncora da política fiscal, meta de dívida pode ajudar BC

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Saiba Mais