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Mineração caseira de criptomoedas prospera na Argentina

Postado por: TC Mover em 31/05/2021 às 16:26
Mineração de criptomoedas cresce na Argentina

São Paulo, 31 de maio – Os argentinos estão aproveitando a energia barata para lucrar com a mineração de criptomoedas, segundo o jornal Buenos Aires Times, já que o custo da eletricidade é subsidiado pelo Estado argentino.


Argentinos buscam fontes de renda extra com inflação alta

“Mesmo com a correção nos preços, o custo de mineração para qualquer pessoa é apenas uma fração dos lucros gerados pela atividade”, disse Nicolás Bourbon, um minerador, ao jornal. Ele deu a entender que a conta de energia elétrica não costuma ser uma preocupação para os argentinos, embora a indústria não receba o mesmo benefício.

O custo médio de energia é de 2% da renda dos argentinos, o que é a metade daquilo que é cobrado no Brasil, de acordo com a Bloomberg. Esse fator, somado à inflação anual de 50% no país vizinho, faz com que várias pessoas tentem gerar uma renda extra através da mineração de criptomoedas na Argentina.

“Os mineradores sabem que os subsídios são ridículos”, disse Nicolás Bourbon, “e estão tomando vantagem da situação”, concluiu. Para os críticos, os subsídios são uma ferramenta populista do governo, que está com dificuldade de controlar a inflação e a desvalorização do peso frente ao dólar.


China baniu serviços ligados às criptomoedas

Diferente do crescimento na Argentina, a China tem realizado um cerco ao Bitcoin e outras criptomoedas. Ele se intensificou a partir de 18 de maio, quando o governo proibiu instituições financeiras e empresas de pagamentos de oferecer serviços relacionados às criptomoedas. A ação é uma tentativa de aumentar o controle das transações antes do lançamento oficial do yuan digital, ou e-CNY.

No dia 21 de maio, a ata do 51º Comitê de Estabilidade Financeira e Desenvolvimento também criticou os criptoativos. O vice-premiê da China, Liu He, disse que o país quer “prevenir e controlar os riscos financeiros de forma definitiva”, segundo o documento. O objetivo é realizar repressão ao trade e mineração desses ativos.

A Mongólia Interior, região da China que costumava ser um hub de mineração de criptomoedas, também propôs medidas duras contra pessoas ligadas ao setor. O movimento, ocorrido no dia 25 de maio, também está ligado a uma busca por diminuir emissões de carbono na região.


Riscos de investir em criptomoedas

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, as criptomoedas possuem muita volatilidade. Ou seja, as cotações têm grandes flutuações em curtos períodos de tempo. Isto é parte do motivo de o Bitcoin ainda não ter decolado como meio de pagamento global. As medidas chinesas contra os criptoativos, por exemplo, mostraram grande volatilidade no mercado, com significativas quedas e recuperações em questão de dias.

Além dos movimentos erráticos dos criptoativos, a possibilidade de roubo de registros por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento. Muitas operações são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios.

É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro. Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade pode afastar investidores.

Texto: Nicolas Nogueira
Edição: Cintia Thomaz e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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