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Palantir passa a aceitar Bitcoin como meio de pagamento

Postado por: TC Mover em 11/05/2021 às 17:06
Palantir aceitará pagamentos em Bitcoin

São Paulo, 11 de maio – A companhia americana Palantir, do cofundador do PayPal, Peter Thiel, anunciou que aceitará Bitcoin como meio de pagamento, aumentando o número de empresas listadas nas bolsas de valores a adotar as criptomoedas recentemente.


Inclusão do Bitcoin em balanços também está em estudo pela Palantir

A empresa faz a análise e gestão de dados corporativos e tem o capital aberto na Bolsa de Nova Iorque. Além disso, possui capitalização de mercado de US$36,89 bilhões. A companhia disse ainda que estuda adicionar a criptomoeda aos seus balanços, assim como fizeram a Tesla, a Square e a Microstrategy.

O aumento da procura de investidores institucionais pelo Bitcoin dá credibilidade à moeda como um ativo útil e líquido, principalmente entre as empresas mais céticas e tradicionais. A ação da Palantir (PLTR) fechou a US$20,21 nesta terça-feira, com alta de 9,42%.


Movimento da Palantir faz parte de ações que impulsionam rali das criptomoedas

O novo rali das criptomoedas ganhou força com anúncios de parcerias importantes como do Bank of New York Mellon e da Apple em fevereiro. Seguindo esse movimento, o Mercado Libre adicionou US$7,8 milhões em Bitcoin ao seu tesouro em maio.

Além dessas movimentações, com a da Palantir sendo a mais recente, alguns influenciadores digitais também estão ajudando na alta das criptomoedas. O homem mais rico do mundo e emblemático empresário Elon Musk declarou diversas vezes em postagens em rede social apoio à Dogecoin, criptomoeda nascida de meme e brincadeiras. Além disso, a Tesla, empresa de carros elétricos de Musk, comprou US$1,5 bilhões da criptomoeda.

Em entrevista exclusiva para a TC Mover, o especialista em criptomoedas Paulo Boghosian disse que influenciadores, como Musk, Chamath Palihapitiya e Dave Portnoy, conduzem esse processo de apoio ao Bitcoin e outras moedas digitais “como se fosse um protesto contra o sistema financeiro tradicional”.


Depreciação do dólar ajuda o Bitcoin a decolar

A depreciação do dólar no exterior, inclusive diante de outras moedas como o euro, por conta do forte aumento do déficit público americano com os gastos para conter o coronavírus, favorecem as criptomoedas. Elas são vistas como uma alternativa para proteção do valor real do dinheiro. Assim, em caso de uma forte alta da inflação nos países desenvolvidos, que desvalorizaria as moedas, as criptomoedas se valorizariam.

A alta do dólar em relação ao real, por sua vez, amplia essa alta global do Bitcoin no Brasil. A principal razão para a alta expressiva do Bitcoin é o aumento dos investimentos em criptomoedas por parte de empresas, afirma Beibei Liu, presidente da NovaDAX, bolsa das moedas digitais.

Fabrício Tota, diretor da Mercado Bitcoin, considera que, mesmo com o crescimento dos investimentos, o Bitcoin continuará com alta volatilidade. Mas a tendência, segundo ele, é que a alta na adesão a transforme em um ativo convencional no futuro.


Riscos de investir em Bitcoin

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, o Bitcoin possui muita volatilidade. Sua cotação tem grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de ainda não ter decolado como meio de pagamento global. Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros de criptomoedas por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias, ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade, pode afastar investidores.


O que é Bitcoin?

O Bitcoin foi criado em 2009, sendo a primeira criptomoeda. A moeda virtual foi criada para o envio e recebimento de valores online sem limitações de território ou quantia. Ela pode ser usada também como reserva de valor e é independente do atual mercado financeiro. Para entender mais, leia o artigo sobre Bitcoin da TC School.

Texto: Nicolas Nogueira
Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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