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Tombo do Bitcoin afeta ações ligadas a criptomoedas

Postado por: TC Mover em 19/05/2021 às 17:07
Queda do Bitcoin afeta empresas ligadas às criptomoedas

São Paulo, 19 de maio – As ações da Tesla (TSLA) e de dúzias de empresas vinculadas ao Bitcoin caem nesta quarta-feira em meio a quedas acentuadas da maior criptomoeda do mundo, na esteira de novas regulamentações na China e de aversão crescente aos ativos de risco.


Bitcoin chegou a cair mais de 30%, mas expectativa é de correção até ponto de resistência

Perto das 17h05, dois dos principais índices acionários americanos, o S&P500 e o Nasdaq 100, caíam 0,29% e 0,03% respectivamente. Este último índice reúne as principais ações do setor de tecnologia. Já o Dow Jones Industrials tinha queda de 0,48%.

O destaque negativo fica para o Bitcoin. A moeda chegou a despencar 32,75% para US$28.937, se aproximando da sua média móvel de 400 dias. Análises de gráficos apontam para uma correção até atingir um ponto de resistência na faixa dos US$28 mil a US$30 mil, disse Sérgio Sanita, contribuidor do TC. Por volta das xhxx, a criptomoeda caía 6,91%, a US$40.135.


China proibiu instituições financeiras de fazer transações envolvendo criptomoedas

A queda levou o mercado de criptomoedas à maior perda de capitalização da sua história. Ela veio após a China proibir as instituições financeiras de realizar transações com o Bitcoin e outras criptomoedas. O movimento também está ligado à fala do diretor-presidente da Tesla, Elon Musk, de que a empresa iria parar de aceitar o Bitcoin como pagamento.

Mesmo que taticamente a queda pareça um pouco exagerada, já que os fundamentos das criptomoedas mudaram pouco, o tipo de volatilidade que o investidor está experimentando hoje é um lembrete da natureza turbulenta do mercado cripto.


Empresas compradoras de Bitcoin e corretora de criptomoedas refletiram queda

A derretida das bolsas reflete, além da queda do Bitcoin, as avaliações mais caras de setores como tecnologia, as preocupações com a inflação e o ressurgimento da Covid-19 em alguns países.

Por volta das 17h05, a Tesla (TSLA), fabricante de veículos elétricos e ainda uma grande detentora da criptomoeda, caía cerca de 2,48%. Ao mesmo tempo, as ações da Coinbase (COIN), a corretora de criptomoedas que se tornou pública recentemente, recuavam 7,05%, a US$222,14, e mais cedo chegaram a atingir uma nova baixa em US$208.

A Microstrategy (MSTR), fornecedora de software e serviços em nuvem que chamou a atenção por ter sido a primeira companhia das Nasdaq a converter suas reservas em Bitcoin, despencava 7,73%, para US$449,56. O PayPal (PYPL), fintech americana que tem sido uma grande compradora da criptomoeda, tinha alta de 0,39%, a US$244,17.


Elon Musk impulsionou nova queda de criptoativos no começo da semana

A influência de Elon Musk na queda da maior criptomoeda está ligada a uma fala feita no último domingo, 16, em que disse “certamente” a uma publicação em rede social que dizia que “os Bitcoiners vão se baterem ao descobrirem no próximo trimestre que a Tesla se desfez do resto da criptomoeda”. Com isso, o Bitcoin chegou a cair mais de 8,00%. Na manhã seguinte, entretanto, Elon Musk afirmou na mesma rede social que a fabricante de carros elétricos não vendeu os ativos adquiridos.

Antes disso, na quarta-feira da semana passada, ele anunciou que suspendeu a aceitação de pagamentos em Bitcoin para os seus veículos. Enquanto isso, Elon Musk disse procurar por outras criptomoedas que causem menos danos ambientais. A declaração resultou em uma queda generalizada nos criptoativos. No dia seguinte, porém, eles voltaram a subir, indicando uma confiança do mercado na recuperação do setor.

Em entrevista exclusiva à TC Mover, o especialista em criptomoedas Paulo Boghosian disse que influenciadores como Elon Musk, Chamath Palihapitiya e Dave Portnoy conduzem um processo de apoio às moedas digitais “como se fosse um protesto contra o sistema financeiro tradicional”.


Riscos de investir em Bitcoin

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, o Bitcoin possui muita volatilidade. Sua cotação tem grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de ainda não ter decolado como meio de pagamento global. Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros de criptomoedas por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade pode afastar investidores.


O que é Bitcoin?

O Bitcoin foi criado em 2009, sendo a primeira criptomoeda. A moeda virtual foi criada para o envio e recebimento de valores online sem limitações de território ou quantia. Ela pode ser usada também como reserva de valor e é independente do atual mercado financeiro. Para entender mais, leia o artigo sobre Bitcoin da TC School.

Texto: Bruna Bins
Edição: Guillermo Parra-Bernal e João Pedro Malar
Arte: Carlos Matos / TC Mover


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