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UBS quer oferecer criptomoedas aos clientes ricos

Postado por: TC Mover em 10/05/2021 às 11:07
UBS e criptomoedas

São Paulo, 10 de maio – O banco de investimentos suíço UBS quer oferecer investimentos baseados em criptomoedas aos seus clientes mais ricos, segundo fontes disseram à Bloomberg, se unindo à corrida das instituições financeiras globais na busca de integrar os criptoativos aos produtos tradicionais de investimentos.


UBS afirma interesse em blockchain

A restrição aos clientes mais ricos se dá por conta da volatilidade das criptomoedas, segundo a Bloomberg, que também informou que a oferta desses deverá ser intermediada por aplicativos de pagamentos terceirizados.

Em resposta, o UBS afirmou que está mais interessado na tecnologia blockchain do que nas moedas digitais. Atualmente, o grupo possui cerca de US$1,1 trilhão em ativos sob gestão e é um dos maiores bancos da Europa.


Depreciação do dólar ajuda no rali das criptomoedas

A depreciação do dólar no exterior, inclusive diante de outras moedas como o euro, por conta do forte aumento do déficit público americano com os gastos para conter o coronavírus, favorecem as criptomoedas. Elas são vistas como uma alternativa para proteção do valor real do dinheiro. Assim, em caso de uma forte alta da inflação nos países desenvolvidos, que desvalorizaria as moedas, as criptomoedas se valorizariam.

A alta do dólar em relação ao real, por sua vez, amplia essa alta global das moedas digitais no Brasil. A principal razão para dessa alta expressiva é o aumento dos investimentos por parte de empresas, afirma Beibei Liu, presidente da NovaDAX, bolsa de criptoativos.

Fabrício Tota, diretor da Mercado Bitcoin, considera que, mesmo com o crescimento dos investimentos, o pioneiro e principal criptomoeda, Bitcoin, continuará com alta volatilidade. Mas a tendência, segundo ele, é que a alta na adesão transforme a moeda digital em um ativo convencional no futuro.


Riscos de investir em criptomoedas

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, as criptomoedas possuem muita volatilidade. Ou seja, as cotações têm grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de o Bitcoin ainda não ter decolado como meio de pagamento global. Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que os criptoativos ganham notoriedade pode afastar investidores.

Texto: Nicolas Nogueira
Edição: Cintia Thomaz e Letícia Matsuura
Imagem: Carlos Matos / TC Mover


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