Como e por que investir na Eternit (ETER3) - TC

Eternit (ETER3)

A Eternit é uma empresa que atua em conjunto às suas controladas na produção de cimentos, telhas, concreto e outros produtos do ramo da construção civil. No entanto, desde 2018, a companhia se encontra em recuperação judicial e se encaminha para a saída desse processo, pois quase todas as suas dívidas com credores estão pagas.

Neste texto, buscaremos compreender melhor a Eternit (ETER3), elencando os seguintes pontos:

  1. História da Eternit (ETER3);
  2. O que faz a Eternit e Seu Modelo de Negócios (ETER3);
  3. Governança Corporativa;
  4. Gráfico das Ações ETER3 na Bolsa de Valores; e
  5. Como analisar a empresa.

História da Eternit (ETER3)

A Eternit surge em 1940 ainda com Eternit do Brasil Cimento S.A. como uma fábrica produtora de chapas onduladas e lisas de fibrocimento que incorporava as técnicas industriais necessárias para o desenvolvimento consistente, assim como, utilizava da pesquisa de possibilidades de ampliação da produção. O modelo se mostrou suficiente o necessário para que os acionistas da época reinvestissem seus lucros na companhia.

Foi a partir desse ciclo, que a Eternit cria a EterBras-Tec industrial, companhia que tinha o objetivo de otimizar a capacidade produtiva que a Eternit possuía e também aprimorar as tecnologia empregadas na empresa. Tanto que em 1993 a Eterbras já possuía 4 unidades fabris, localizadas em Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Definitivamente esse é um ano muito importante de crescimento para a Eternit, pois, a companhia consolida seu projeto de ter em seu portfólio caixas d’água cilíndricas / cônicas de fibrocimento, as quais, eram fabricadas de maneira automatizada nas fábricas citadas. Além disso, para se projetar novamente no mercado, a Eternit lançou uma nova linha de produtos, incluindo novas telhas que tinham a opção de serem coloridas.

Já em 1995, buscando expandir sua participação no mercado brasileiro, a Eternit aumenta sua participação no capital social da Precon-Goiás para 99,9%. Tal companhia atua na fabricação de produtos de fibrocimento, e, projetou a Eternit no mercado existente na região centro-oeste.

Dos produtos que a companhia fabrica, um dos principais insumos era o amianto. Assim, em uma estratégia bem sucedida, a Eternit novamente aumenta sua participação no capital social de outra empresa até o patamar de 99,9% de seu respectivo capital social, neste caso, a Sama Mineração de Amianto Ltda. que à época, em 1977, era a única mineradora de amianto crisotila.

Dez anos depois do ano em que apresentou forte crescimento, a Eternit passa a atuar no ramo de caixas d’água de polietileno, outro produto com alto uso dentro do segmento de produtos de construções. Além disso, realizou uma reestruturação societária com a EterBras-Tec, reduzindo sua participação acionária para 20% e incorporando desta companhia as fábricas do Rio de Janeiro e Goiás. E, ao fim do ano de 2003, acabaram as relações societárias entre as empresas e a Eternit renovou a sua diretoria.

Por volta de 2006 a companhia adere ao Novo Mercado da B3 buscando por melhorias nas práticas de sua governança corporativa. E, em 2008, adentra em mais um ciclo de renovação do seu negócio, ao criar um núcleo de desenvolvimento e diversificação de seus negócios. Tanto que, já nesse mesmo ano, foi implementada uma máquina na linha de produção da fábrica de Goiânia que permitiu o aumento de 15% na capacidade instalada.

Até o ano de 2018 a Eternit seguiu em uma corrente de aquisições de empresas do setor, incluindo a líder do mercado de coberturas de concreto em 2010, e, de inauguração de fábricas e também de terceirização das mesmas para produção de alguns produtos de seu portfólio como o de louças sanitárias. Assim como, inaugurando mais centros de desenvolvimento e diversificando seu portfólio dentro do segmento de produtos para construção.

No entanto, o que até agora era um cenário bastante positivo para a companhia e seus investidores, devido a forte trajetória de crescimento da companhia, mudou de realidade quando a mesma entrou em recuperação judicial por conta da determinação do STF para a proibição da produção e comercialização de produtos com amianto, na época, a principal matéria prima da companhia e composto de seus produtos ofertados. No entanto, fora isso, a companhia já estava bastante endividada e teve forte pressão de custos devido à crise no setor de construção.

Atualmente, essa realidade já pode ser considerada passado, pois a Eternit já se restabeleceu no que diz respeito a matérias primas de seus produtos, foi beneficiada pela alta do setor de construção civil e caminha para finalizar as pendências financeiras com alguns poucos credores. Tanto que, desde o início de 2020, vem reportando resultados positivos e crescentes em sua receita líquida e EBITDA, o que faz a sua diretoria ter uma expectativa de sair da recuperação judicial ainda no primeiro semestre de 2021.

O que faz a Eternit

A Eternit como citamos ao longo do texto, atua no segmento de produtos de construção e possuía um portfólio bastante diversificado. No passado (possuía), pois, com o cenário adverso da recuperação judicial a companhia foi forçada a renovar seu modelo de negócios, de uma maneira semelhante ao que se via em seus períodos de alto crescimento. 

Atualmente a companhia foca apenas na fabricação e comercialização de telhas de fibrocimento e fibras sintéticas, isso porque, com a crise financeira pela qual passou, a companhia se viu obrigada a encerrar as operações “em excesso” como forma de quitar as dívidas que possuía, e, a estratégia foi positiva ao ponto da companhia já estar na iminência de sair da recuperação judicial.

Seu Modelo de Negócios

A Eternit aufere receita a partir da fabricação e comercialização de telhas de fibrocimento e fibras sintéticas. Para isto, apesar de relativamente verticalizada, a companhia possui controladas que compõem o seu negócio. Apenas no segmento de estruturas metálicas e assentos que a produção é terceirizada, mas os produtos são comercializados com a marca da Eternit.

Dentre as controladas, temos a Eternit da Amazônia Indústria de Fibrocimento Ltda., que atua na pesquisa, desenvolvimento e uma produção prévia de fios de polipropileno no estado do Amazonas. Esta unidade está dentro dos planos da Eternit em receber mais investimentos para aumentar sua capacidade produtiva.

Uma outra controlada bastante importante para o modelo de negócios da Eternit é a Sama S.A. – Minerações, pois, é esta quem faz a mineração da crisotila e a fornece para a companhia. Mas se o STF proibiu o uso do amianto crisotila no país, porque a Eternit ainda mantém a mina e cresce cada vez mais a sua extração? Justamente porque 100% da produção é para exportação, pois há países no mundo em que se usa esse mineral.

E recentemente, uma das novas Linhas de negócio que a Eternit pretende explorar são as telhas fotovoltaicas, pois, a companhia já possui um forte marca no mercado de telhas e cada vez mais o mercado da construção civil demanda energias renováveis. Assim, de acordo com Luís Barbosa, CEO da Eternit, é um projeto bastante atrativo para o presente e futuro da companhia, pois as telhas já foram aprovadas pelos INMETRO e estão em fase de teste.

Governança Corporativa

A companhia possui seu capital pulverizado, mais conhecido como uma corporation, ou seja, não possui acionistas controladores. Nesse ínterim, com a popularização do case da companhia no mercado e as expectativas dos investidores de captar retornos positivos com o seu turn around, a companhia já possui boa parte (~40%) de sua base acionária composta por investidores pessoa física.

Dentre os principais investidores, temos o Luis Barsi com pouco mais de 9% do capital social da companhia e sua filha, Louise Barsi, como conselheira de administração da Eternit. Após ele, temos fundos de investimento com grandes posições na companhia, e, de sua base acionária, 40% correspondem a fundos. Do ponto de vista de segmento de listagem na B3, a Eternit faz parte do Novo Mercado.

Figura 1: Diretoria e Conselho de Administração

Fonte: TC Matrix

Gráfico das Ações ETER3 na Bolsa de Valores

Figura 2: Preço das Ações ETER3

Fonte: TC Matrix

Como analisar a empresa

Receitas e Despesas

Figura 3: Demonstração de Resultados – Receitas e Despesas

Fonte: TC Matrix

Ativos e Passivos

Figura 4: Balanço Patrimonial 

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