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Ação da MMX (MMXM3) dispara mais de 600% em três dias após Eike tentar retomada

Postado por: TC Mover em 09/10/2020 às 16:05
A mineradora MMX, criada por Eike Batista, teve terceiro dia de forte alta na bolsa hoje, acumulando alta de mais de 600% de quarta-feira para cá. A empresa, que está em recuperação judicial desde 2016, teve alta de mais de 224% na quarta-feira e fechou o pregão de quinta-feira avançando mais 49,37%, cotada a R$ 10,68.

São Paulo, 9 de outubro – A mineradora MMX, criada por Eike Batista, teve terceiro dia de forte alta na bolsa hoje, acumulando alta de mais de 600% de quarta-feira para cá. A empresa, que está em recuperação judicial desde 2016, teve alta de mais de 224% na quarta-feira e fechou o pregão de quinta-feira avançando mais 49,37%, cotada a R$ 10,68.  Por volta das 14h30 desta sexta-feira, 9, a ação da MMX, código MMXM3, subia 48,22% a um custo de R$ 15,83 por papel. No fechamento de terça-feira, o papel custava R$2,20. 

A MMX faz parte do grupo EBX, criado pelo ex-bilionário Eike Batista, condenado por manipulação de mercado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Justiça – condenação da qual aguarda a homologação de delação pelo Supremo Tribunal Federal e que pode lhe render um ano de prisão e mais uma multa de 800 milhões de reais.

Em fato relevante, a companhia anunciou no fim de setembro o seu interesse em recuperar o controle da mina Emma, cuja exploração pode ser de “grande relevância econômica” de acordo com a MMX. A notícia movimentou o mercado e investidores começaram a enxergar potencial nos papéis da empresa. 

As oscilações na companhia foram tão fortes nos últimos dias, que a B3 precisou pedir satisfações à diretoria da MMX. Analistas disseram ao UOL que a recuperação desses papéis em setembro é apenas um leve “suspiro”. 

Eike Batista quer voltar a administrar empresas

Apesar de proibido de ocupar cargos de administração em companhias abertas pelos próximos 7 anos, Batista parece não se deixar abater e quer voltar a administrar as empresas MMX e OSX, ambas em recuperação judicial cujas dívidas ultrapassam os R$ 7 bilhões.

Mesmo não podendo ocupar o cargo pessoalmente, Eike Batista está trocando a gestão da mineradora e do estaleiro, colocando pessoas de sua confiança para realizar o trabalho.

Segundo notícia da Exame, a mudança na gestão da MMX já foi consumada e, além de alterações no conselho, Batista trouxe de volta um velho conhecido, Joaquim Martinho, que ocupará a presidência da companhia.  

Tempos áureos da MMX estão longe de voltarem à realidade

A MMX, que estreou na Bolsa em 2006, já foi uma das companhias mais cotadas no mercado de ações. Em 2008, os papéis da empresa chegaram a valer mais de R$2 mil cada. O valor da MMX foi inflado pelas expectativas de que os projetos em minério de ferro iriam transformar o grupo em uma grande companhia, tal como a Vale.

A fase ruim começou no ano de 2011, em que a MMX deixou de cumprir contratos de entrega de minério, trazendo à tona problemas de capacidade operacional. Em seguida, vieram as investigações sobre Eike Batista junto a governantes, o que gerou um grande número de processos que levaram o fundador da companhia para a prisão.

A empresa está em recuperação judicial desde 2016 e chegou a ver o valor do seu papel quase zerar na Bolsa. 

Desempenho da MMX (MMXM3) na Bolsa

Desempenho de ações da MMX em um ano, pelo TC Matrix, ferramenta gratuita do TC. Quer analisar todos os indicadores do papel? É só fazer o cadastro no TC e acessar o Matrix, sem qualquer custo.

Fonte: TC Matrix

Texto: Ana Carolina Amaral

Edição: Angelo Pavini

Imagem: divulgação

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