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Bancos focam em guidance e mensagem de tranquilidade

Postado por: TC Mover em 22/01/2021 às 12:10

São Paulo, 22 de janeiro – Uma mensagem de tranquilidade aos investidores deve marcar a temporada de resultados do quarto trimestre dos grandes bancos, esbanjando balanços sólidos e metas operacionais prudentes para 2021, ano que promete maior inadimplência e leve recuperação na margem de juros.

 

De acordo com analistas, o Itaú Unibanco, código ITUB4, Banco Bradesco, código BBDC4, Santander Brasil, código SANB11, e Banco do Brasil, código BBAS3, devem reportar um quarto trimestre positivo, com despesas e qualidade de carteira comportadas, alguma melhora nas receitas de serviços e maior atividade no mercado de capitais.

 

Contudo, a pressão baixista nas margens, por conta dos juros na mínima histórica, deve pesar, disseram analistas e contribuidores do TC. A estratégia de antecipar a renegociação de empréstimos nas semanas prévias à eclosão da pandemia do coronavírus ajudou os bancos a mitigar qualquer disparada nos prejuízos por créditos de difícil recuperação, o que se traduziu em queda gradual das provisões entre outubro e dezembro, apontaram.

 

Bradesco e Itaú devem se destacar no balanço do quarto trimestre

 

De acordo com analistas de seis bancos e corretoras e a equipe da TC Matrix, o Bradesco e o Itaú podem ser o destaque positivo na temporada de balanços de final de ano e divulgar as metas operacionais mais promissoras para esse ano.

 

A dinâmica de crescimento vigoroso na carteira de crédito das pessoas físicas deve perder algum ímpeto em 2021, mas as instituições devem mostrar maior otimismo com a tendência da receita com tarifas, os controles de custos e a recuperação dos juros com a projeção de uma alta da taxa básica de juros, conhecida como taxa Selic, a partir do segundo trimestre.

 

No entanto, o juro médio maior nos bancos pode ser compensado com um mix de carteira mais conservador, focado em empréstimos imobiliários, consignado e decorrentes dos programas de incentivos do governo federal.

 

Os bancos podem alertar sobre a proximidade de um novo ciclo de altas na inadimplência, especialmente se o auxílio emergencial for descontinuado, mas sem a gravidade daquele visto na recessão de 2015 a 2017. Qualquer deterioração nos indicadores de qualidade de crédito deve impactar mais as métricas de curtíssimo prazo do que a referência de 90 dias.

 

Para o Itaú, que divulga resultado trimestral e guidance para 2021 em 1º de fevereiro, o consenso TC aponta para margem financeira de R$16,5 bilhões, lucro líquido recorrente de R$5,41 bilhões e retorno recorrente sobre o patrimônio líquido de 16,4%.

 

No caso do Bradesco, que publica balanço em 3 de fevereiro, o consenso dos três indicadores aponta R$14,8 bilhões, R$5,59 bilhões e 16,3%. Para o Banco do Brasil, cujo balanço sai em 11 de fevereiro, o consenso espera margem de R$13,7 bilhões, lucro recorrente de R$3,51 bilhões e ROE de 12,1%. Com divulgação programada para 3 de fevereiro, os consensos para Santander Brasil são R$11,9 bilhões, R$3,53 bilhões e ROE de 20,9%.

 

 

Desempenho das ações dos bancos

BANCOS AÇÕES

O índice financeiro, IFNC, apresentava queda de 1,16%, perto das 11h45. Os bancos caíam, com exceção do BTG Pactual, código BPAC11, aumentando 1,27%.  O Itaú, código ITUB4, liderava as perdas dos bancos, cedendo 2,17%, a R$29,26, enquanto o Banco do Brasil, código BBAS3, caía 1,81%, a R$33,56. O Bradesco, código BBDC4, recuava 1,35%, a R$21,99, e o Santander, código SANB11, era negociado a R$40,40, queda de 1,13%. O Ibovespa também operava no vermelho, cedendo 1,11%, voltando aos 117 mil pontos.

 

Para acompanhar o desempenho das ações dos bancos e de outros setores, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

 

 

Texto: Guillermo Parra-Bernal
Edição: Leandro Tavares e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins/TC

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