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Cielo (CIEL3) bate consenso com menores despesas, sugerindo 2021 melhor

Postado por: TC Mover em 27/01/2021 às 11:17

São Paulo, 27 de janeiro – A Cielo, negociada na bolsa pelo código CIEL3, bateu o consenso de lucro no quarto trimestre. O resultado reflete fortes controles de custos e despesas, além de melhoras no volume total de pagamentos apesar da maior concorrência e do aparente desalinhamento entre a credenciadora de cartões e seus principais acionistas.

 

O balanço foi visto como positivo por analistas do BTG Pactual, Credit Suisse, Bradesco BBI e XP. Enquanto o BTG Pactual disse que os números aumentam as chances de revisão de estimativas para cima em 2021, o Bradesco BBI elevou as projeções de lucro líquido em 13% para esse ano, totalizando R$881 milhões.

 

“Vemos no balanço sinais de que 2021 será um ano melhor para a Cielo, sugerindo que a ação pode subir se as tendências operacionais continuam a melhorar,” disse Daniel Federle, do Credit Suisse.

 

Primeira alta de lucro líquido em oito trimestres

 

O aumento de 34,7% no lucro líquido da Cielo, o primeiro em oito trimestres, teve como destaque o foco no segmento mais lucrativo de pequenos clientes e a redução de custos, compensando os efeitos da queda de clientes e impacto da pandemia da Covid-19. O indicador atingiu R$298,2 milhões, ante consenso TC de R$158,0 milhões. Considerando os resultados de outros acionistas, o lucro atingiu R$362,8 milhões, alta de 26,5% na base anual.

 

O volume financeiro de pagamentos processados pela Cielo atingiu R$190,6 bilhões, alta de 0,3% na base anual. A receita líquida somou R$3,03 bilhões, aumento de 1,5% na base anual, porém abaixo do consenso de R$3,19 bilhões. A empresa disse que a tendência na receita refletiu “o cenário de forte competição, que vem pressionando preços e margens no segmento de varejo”.

 

Foco em segmentos mais rentáveis ajudou na redução de custos da Cielo

 

A Cielo conseguiu reduzir em 13,5% seus gastos totais na base anual, para R$1,077 bilhão, abaixo do patamar esperado pelos analistas. O foco nos segmentos mais rentáveis da adquirência ajudou a mitigar a redução de 10,8% na base ativa de clientes.

 

O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, uma medida de geração de caixa operacional conhecida como EBITDA, totalizou R$768,2 milhões, alta de 16% na base anual e acima do consenso de R$648,0 milhões. A margem EBITDA avançou 3,2 pontos percentuais, para 25,4%. O caixa aumentou de R$3,2 bilhões um ano atrás para R$4,2 bilhões em dezembro.

 

A teleconferência da Cielo com investidores será às 11h30. Dentre os temas a focar em ambos os eventos, destacam-se as tendências melhores de adquirência na Cielo Brasil pelo segundo trimestre consecutivo, a recuperação da Cateno, a associação comercial com Facebook e WhatsApp Pay esperada em breve, sinais de uma economia melhor e uma possível solução para o imbróglio entre os controladores Banco do Brasil e Bradesco.

 

 

Desempenho das ações da Cielo (CIEL3)

Ação da Cielo

Perto das 10h50, a ação ordinária da Cielo, código CIEL3, disparava 7,36%, a R$3,94, acumulando ganho de 3,36% nos últimos três meses. No entanto, nos últimos 12 meses, o papel soma perda de 42,95%. No mesmo horário, o Ibovespa operava o sexto pregão de queda, caindo 0,15%, aos 126,2 mil pontos.

Para acompanhar o desempenho das ações da Cielo e de outras empresas, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

 


Texto: Guillermo Parra-Bernal
Edição: Gustavo Boldrini e Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação

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