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Eleven recomenda entrar no IPO da Dotz só no piso da faixa

Postado por: TC Mover em 10/05/2021 às 14:03
Eleven fala sobre IPO da Dotz

São Paulo, 10 de maio – A Eleven Research recomendou que investidores entrem no IPO da Dotz, a oferta pública inicial de ações, apenas no piso da faixa de preço indicativa da oferta, entre R$16,20 e R$21,40. O período de reserva acaba nesta segunda-feira.


Potencial de retorno com entrada em IPO da Dotz na extremidade inferior seria de 30%

A Dotz, que nasceu como uma plataforma de fidelidade por coalizão, compete por espaço no setor dos super apps. Ela possui uma monetização focada também em um marketplace e em serviços financeiros, além de seu programa de fidelidade.

Renata Cabral e Carlos Daltozo, da Eleven, afirmaram em relatório que a relação risco-retorno da oferta é atrativa. Entretanto, colocam o preço-alvo para os papéis da companhia em R$21,00. Eles recomendam a entrada no IPO da Dotz apenas na extremidade inferior da faixa de preço sugerida, o que daria um potencial de retorno aos investidores de 30%.


Analistas destacam base de clientes da Dotz, mas consideram concorrência

Do lado positivo, os analistas destacaram uma base de 9 milhões de clientes ativos e 48 milhões cadastrados na plataforma da Dotz, além de parcerias da empresa com bancos, que fortalecem sua estratégia de serviços financeiros.

Mas também ponderaram no relatório do IPO da Dotz sobre a “concorrência com outras plataformas de engajamento, podendo perder parceiros importantes”, mencionando super apps de companhias já listadas na bolsa. Entre eles estão Banco Inter, Magazine Luiza e Méliuz.

A oferta deve movimentar cerca de R$815 milhões, considerando o ponto médio da faixa indicativa. As ações serão precificadas na terça-feira, 11, e devem estrear na bolsa sob o código DOTZ3 na próxima quinta-feira, 13.


Um longo caminho para o IPO da Dotz

A oferta pública de ações, como o IPO da Dotz, representa um processo para que uma companhia se torne uma empresa de capital aberto. Assim, marca o momento em que ela passa a vender ações pela primeira vez, ou seja, a entrada na Bolsa de Valores.

Antes de concluir o processo e ter ações listadas na B3, a empresa que deseja abrir seu capital precisa passar por diversos processos e atender às exigências da Comissão de Valores Mobiliários, CVM.

Após a venda em oferta pública, os papéis da empresa passam a ser negociados no pregão da bolsa pelos acionistas compradores. A oferta pode ser primária, quando a venda é de novas ações e capitalização da empresa – caso do IPO da Dotz-, ou secundário, quando os sócios da companhia vendem ações já existentes.


Legislação exige auditoria externa, reuniões e registro para realização de IPO

Quando a empresa abre o capital na bolsa, os donos precisam dividir as decisões e prestar contas aos demais acionistas. Eles passam, então, a ter representantes no Conselho e participam das assembleias. É necessário também fornecer informações periódicas para o mercado, como desempenho e como será usado o dinheiro captado. Ela se compromete a divulgar todos os fatos relevantes que envolvem o negócio ou a gestão da empresa e que interessem aos acionistas e ao mercado em geral.

A legislação exige alguns passos antes de a empresa abrir o capital. Para realizar o IPO da Dotz, primeiro, a companhia teve que se submeter a uma auditoria externa financeira. Depois, preparar os roadshows, reuniões com o objetivo de apresentar os negócios aos potenciais investidores. Então, o registro de companhia aberta classe A, que permite ações em bolsa, deve ser feito na Comissão de Valores Mobiliários, CVM. É preciso providenciar também a listagem na B3.

Depois, a empresa faz um documento chamado de prospecto, que contém todas as informações sobre o negócio e a oferta, incluindo os objetivos dos recursos, perspectivas de mercado e os riscos do negócio. Com isso, chega o período de reserva, prazo de alguns dias para os investidores pedirem as ações junto aos bancos e corretoras que participam da oferta.


Processo é concluído após entrega de ações a investidores e estreia na B3

Em muitos casos, a empresa que realiza o IPO define prazos para os investidores venderem as ações após a oferta, para evitar os chamados flippers, investidores que compram as ações para vendê-las no primeiro dia de negociação apostando na alta dos papéis.

O processo de venda da oferta inicial é chamado de bookbuilding, que indica o volume de interesse pelos papéis e o preço que os investidores estão dispostos a pagar. Depois de todo esse processo, as ações são entregues aos investidores e chega o dia da estreia da empresa na B3. O desempenho dos papéis neste dia indica como o mercado recebeu a nova companhia. Saiba mais sobre os IPOs baixando o e-book que o TC School preparou.

Texto: Peter Frontini
Edição: Cintia Thomaz e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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