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Especial: Emae aposta em energia solar e terrenos antes de privatização, diz fonte

Postado por: TC Mover em 12/08/2021 às 17:33
Emae aposta em energia solar

São Paulo, 12 de agosto – A elétrica paulista Emae aposta em parcerias em energia solar e na exploração de seus terrenos para agregar valor adicional a seus ativos antes de uma eventual privatização, que está atualmente em avaliação no governo estadual, disse ao Scoop by Mover uma fonte próxima do assunto.

A Emae, que controla hidrelétricas em São Paulo, lançou chamadas públicas para encontrar sócios com o objetivo de instalar placas solares flutuantes no lago da represa Billings. O edital foi divulgado na última na sexta-feira, 6.

“A empresa não está parada”, diz fonte

Antes, em novembro, a companhia assinou acordo para conceder direito de uso de terrenos e estruturas que faziam parte de sua antiga usina de Traição, na capital paulista, até 2042, ano em que se encerra a concessão da companhia para ativos de geração associados.

“A ordem é seguir gerando valor para o acionista, a empresa não está parada”, disse ao Scoop by Mover uma pessoa familiarizada com a estratégia da Emae, que pediu para falar sob condição de anonimato. A recente concessão de áreas de Traição, para o projeto imobiliário conhecido como Usina São Paulo, deverá resultar em receita adicional de R$280 milhões até 2042. “Essas iniciativas vão criando valor para a empresa”.

Energia solar deve contribuir com resultados da Emae

O avanço da Emae em energia solar também poderá contribuir com os resultados até o encerramento das concessões da companhia. A empresa entrará nos projetos por meio da cessão do direito de uso das áreas da represa Billings em troca de uma fatia minoritária nos negócios, definida caso a caso.

Um primeiro acordo solar já foi fechado com a multinacional francesa GreenYellow, no início de julho. A previsão é de instalações de até 30 megawatts nas quais a Emae terá fatia inicial de 6%, que pode ser ampliada com aportes futuros. A fonte não soube dizer o potencial total de geração a ser aproveitado em parcerias como essa. “Ainda vai depender de estudos”.

Privatização da Emae ainda não tem calendário divulgado

O governo de São Paulo anunciou em meados de 2020 planos de privatizar a Emae, que opera usinas com quase 1 gigawatt em capacidade. Já houve abertura de licitação em busca de um consultor que fará estudos sobre a desestatização. Contudo, a administração estadual ainda não divulgou um calendário para o processo. “Uma vez definido este consultor e apresentado seu trabalho, o governo tomará uma decisão sobre a empresa”, disse a Secretaria da Fazenda em nota à Mover.

A Emae faz parte de um grupo de empresas de energia cujas hidrelétricas antigas tiveram as concessões renovadas por 30 anos pelo governo no final de 2012 em troca da cobrança de uma tarifa mais baixa junto aos consumidores. Esses valores são definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel.

A situação financeira da companhia melhorou após 2018. A agência aprovou um reajuste na receita dessas usinas e passou a considerar a necessidade de investimentos na modernização dos ativos, disse a fonte. A receita com esses ativos saltou quase 130% após a mudança.

Texto: Luciano Costa
Edição: Gabriela Guedes  e Letícia Matsuura
Arte: Mover


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