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Faros Investimentos adquire rival e aumenta custódia à espera de mudança na CVM

Postado por: TC Mover em 17/12/2020 às 15:18

São Paulo, 17 de dezembro – Faros Investimentos retomou o primeiro lugar entre os grandes escritórios de investimentos com a aquisição da mineira Private. Esta operação deve acelerar o crescimento da base de clientes de altíssima renda, enquanto espera uma mudança regulatória que facilite uma eventual oferta inicial de ações, IPO na sigla em inglês.

Para os sócios fundadores da Faros, Samy Botsman e Felipe Bichara, a intenção de incorporar o escritório Private Investimentos, sediado em Belo Horizonte, não visa unicamente aumentar o patrimônio de clientes sob custódia, mas de crescer em uma região onde a oferta de serviços especializados de assessoria de investimentos para os mais ricos se limita aos grandes bancos. Com a aquisição, a Faros passa a ter R$15 bilhões sob custódia. A Private reúne cerca de R$4 bilhões e atua em Belo Horizonte, outras cidades mineiras e em Manaus.

Concorrência entre escritórios de investimento acirrou com mais pessoas físicas na B3 

O negócio é o mais recente entre escritórios de investimento, segmento no qual a concorrência acirrou em meio ao impacto da pandemia do coronavírus, a entrada de mais pessoas físicas na bolsa brasileira, B3, e a consolidação das plataformas de investimento como rivais dos bancos. 

Focada no segmento mais exclusivo, a Faros quer chegar até os clientes dos maiores bancos com uma oferta de produtos e serviços personalizados “única no Brasil”, diz Botsman.

Esses clientes são aqueles que têm capital disponível para investir a partir de R$25 a R$30 milhões. Uma integração da Private dentro da Faros ajuda a reduzir custos, unificar cultura, melhorar o serviço e atrair talento dos bancos, nesse caso gestores de fortuna e banqueiros de relacionamento, disseram os executivos. Segundo Bichara, assim que a transação for concluída, a marca da Faros irá prevalecer e as unidades da Private serão transformadas em filiais.

IPO da Faros depende de alteração de regulamentação da CVM

Fundada em 2011 por Bichara e Botsman, a Faros pertence à plataforma da XP e seu ticket médio é de R$4 milhões, de acordo com fontes do mercado. Botsman e Bichara disseram que o eventual plano de listar o escritório na bolsa, processo conhecido como IPO, depende de a Comissão de Valores Mobiliários, CVM, alterar a regulação atual para que o capital dessas empresas não venha exclusivamente de agentes autônomos certificados. Se tudo der certo, a Faros seria o primeiro do segmento a tentar um IPO. 

Texto: Guillermo Parra-Bernal
Edição: Angelo Pavini e Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação

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