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JBS (JBSS3) cai 3,45% com impasse entre os acionistas SPS e BNDES

Postado por: TC Mover em 23/10/2020 às 18:46

São Paulo, 23 de outubro – As ações da JBS, código JBSS3, tiveram queda de 3,45% nesta sexta-feira, a R$21,30. A exportadora divulgou ontem um fato relevante reproduzindo a carta do fundo SPS, que é contra abertura de nova arbitragem sugerida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES contra a empresa. O SPS também rebateu as críticas que o banco estatal fez à pauta da assembleia do grupo agropecuarista.

 

A arbitragem ocorre quando há conflito entre os acionistas. O processo arbitral é composto por um órgão imparcial, chamado câmara de arbitragem, escolhido pelas duas partes para decidir sobre a questão societária. Neste caso, a JBS não divulgou no fato relevante quem faz parte da câmara de arbitragem.

Impasse entre JBS e BNDES

Detentor de 22% das ações da JBS, o BNDES criticou em nota divulgada na última segunda-feira, 19, o rumo da pauta da assembleia extraordinária, marcada para a próxima sexta-feira, 30. O banco acusou a JBS de tentar diminuir o poder dos acionistas minoritários e propôs à empresa processar sua controladora J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

 

Segundo a carta do SPS, a indenização à JBS pelos irmãos Batista pelos prejuízos causados pelos crimes delatados em 2017, proposta pelo BNDES, já foi solicitada na arbitragem aberta pelo fundo SPS e outro acionista minoritário não identificado.

 

O SPS também defende que os acionistas da JBS não teriam vantagem na abertura de mais uma arbitragem. Além disso, a arbitragem já está em estágio avançado e há reconhecimento de legitimidade para pleitear a favor da JBS, conforme o documento. 

Arbitragem deve segurar ação da JBS, diz corretora

A Levante Investimentos acredita que esse impasse entre a exportadora e o BNDES pode segurar o preço das ações por mais algum tempo.

 

“A JBS tenta seguir com o caminho de ser uma participante e beneficiária do processo de arbitragem em curso, de modo a apenas receber a indenização, sem o ônus de arcar com as custas do processo e com um possível ‘problema de relacionamento’ entre a gestão e o grupo de controle, embora os irmãos Batista já não possuam poder de decisão sobre a companhia”, avalia a Levante.

 

Texto: Letícia Matsuura
Edição: Angelo Pavini
Imagem: Nathália Reither/TC

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