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Manifestantes protestam em lojas do Carrefour após morte de homem negro; unidade em SP é depredada

Postado por: TC Mover em 20/11/2020 às 20:40

São Paulo, 20 de novembro – A morte de um homem negro espancado por seguranças brancos em uma loja do Carrefour em Porto Alegre provocou uma onda de protestos antirracistas pelo país. Manifestantes protestaram diante de lojas do Carrefour em várias capitais e uma unidade em São Paulo foi depredada. Na unidade da Rua Pamplona, nos Jardins, bairro nobre da capital, produtos foram jogados no chão e incendiados e vidros da loja foram quebrados, segundo agências de notícias. 

Houve protestos também em Brasília, no Rio de Janeiro e Porto Alegre. João Alberto Silveira, de 40 anos, foi espancado e morto por dois funcionários do supermercado no estacionamento do Carrefour Passo D’Areia, na Zona Norte da capital gaúcha. Ele havia discutido com uma caixa do supermercado, foi colocado para fora da loja e, no caminho, agrediu um segurança, o que deu início ao espancamento. Vídeos que circulam na internet mostram pessoas pedindo para que os seguranças parassem a agressão, sem sucesso. 

O laudo médico apontou que Silveira foi morto por asfixia, o que provocou protestos pela violência exagerada e por indícios de preconceito na forma como ele foi abordado e agredido. A morte de Silveira lembrou a de George Floyd nos Estados Unidos, também asfixiado durante uma abordagem policial, e que provocou uma onda de protestos que varreu os Estados Unidos e vários outros países, incluindo o Brasil. O anúncio da morte ocorreu justamente no Dia da Consciência Negra. O Carrefour Brasil divulgou nota condenado a atitude dos seguranças e informando que a empresa responsável foi dispensada, assim como o gerente da loja. 

Delegada diz não haver indícios de racismo

A delegada encarregada do caso, Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre, afirmou, porém, não ter indícios de que se tratou de um caso de racismo. “Até o momento, não deslumbramos nada de cunho racial”, disse ao jornal O Estado de S.Paulo. 

A morte violenta de Silveira foi destaque nos principais jornais, rádios e tevês do país e provocou reações de entidades e representantes da sociedade. Senadores definiram como barbárie e brutalidade a morte do homem negro. Já o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou lamentar a morte de Silveira, mas disse que o ocorrido não pode ser classificado como um episódio de racismo. “Digo com toda a tranquilidade para você: não existe racismo no Brasil”, afirmou.

Desempenho das ações do Carrefour Brasil (CRFB3)

Apesar de toda a repercussão sobre a morte de Silveira no Carrefour, as ações da supermercadista, negociadas pelo código CRFB3, subiram 0,49%. O papel foi cotado a $20,39. Para acompanhar o desempenho das ações do Carrefour Brasil e de outras empresas, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Angelo Pavini
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação

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