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MMX (MMXM3) sobe 123% e OSX (OSXB3) 72% e bolsa questiona oscilações

Postado por: TC Mover em 21/10/2020 às 21:03

São Paulo, 21 de outubro – As fortes oscilações recentes de duas empresas do Grupo X, do empresário Eike Batista, entraram na mira da B3, que mandou ofício questionando as empresas sobre as altas de mais de 100%. A MMX, código MMXM3, e a OSX, código OSXB3, fecharam hoje em alta de 122,89% e 71,63%, respectivamente. O papel da MMX foi cotado a R$14,01 e o da OSX, R$14,00.

Em resposta, as companhias divulgaram comunicado ao mercado informando que não têm conhecimento dos motivos das oscilações atípicas que acontecem desde 7 de outubro. A OSX acredita que as notícias sobre o acionista controlador da empresa “podem ter contribuído com o aumento do volume de negociações e do preço das ações”. 

O comunicado informou que Roberto Lombardi de Barros, investidor relevante da OSX, passou a deter 8,3% da companhia. Ele recomprou 264,1 mil papéis ordinários da companhia, detendo 8,3%. O investidor tinha vendido 114 mil ações da empresa na última quarta-feira, 14.

Recuperação judicial e dívida bilionária

Tanto a MMX como a OSX estão em recuperação judicial e fazem parte do Grupo EBX do Eike Batista. As dívidas somadas superam R$7 bilhões.

A mineradora MMX, que estreou na Bolsa em 2006, já foi uma das companhias mais cotadas no mercado de ações. Em 2008, os papéis da empresa chegaram a valer mais de R$2 mil cada. O valor da MMX foi inflado pelas expectativas de que os projetos em minério de ferro iriam transformar o grupo em uma grande companhia, tal como a Vale.

A OSX, criada por Eike Batista em 2009, atua na indústria naval, na área de logística e portos, com demandas da indústria petrolíferas por equipamentos e serviços. A companhia possui duas subsidiárias, a OSX Construção Naval e a OSX Serviços Operacionais.

Eike Batista quer voltar a administrar empresas

Apesar de proibido de ocupar cargos de administração em companhias abertas pelos próximos 7 anos, Batista parece não se deixar abater e quer voltar a administrar as empresas MMX e OSX.

Mesmo não podendo ocupar o cargo pessoalmente, Eike Batista está trocando a gestão da mineradora e do estaleiro, colocando pessoas de sua confiança para realizar o trabalho.

Segundo notícia da Exame, a mudança na gestão da MMX já foi consumada e, além de alterações no conselho, Batista trouxe de volta um velho conhecido, Joaquim Martinho, que ocupará a presidência da companhia.  

Texto: Letícia Matsuura
Edição: Angelo Pavini
Imagem: Divulgação

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