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Pandemia, cenário macro atrasam retomada de educacionais, diz Bradesco BBI

Postado por: TC Mover em 14/04/2021 às 11:50

São Paulo, 14 de abril – A aceleração da pandemia de Covid-19 e a deterioração do cenário macroeconômico voltam a prejudicar a situação das companhias educacionais no curto prazo, adiando a recuperação do setor, avalia o Bradesco BBI em relatório.


Com piora da pandemia, demanda por cursos caiu, diz Bradesco BBI

A piora nas condições do país com a pandemia levou muitos alunos a desistirem de iniciar cursos, diz o banco de investimentos. O Bradesco incorporou uma visão mais negativa para as educacionais no curto prazo e reduziu os preços-alvo das ações ordinárias de YDUQS, Ser Educacional, Cogna e Ânima – para a Cruzeiro do Sul, recém-chegada na B3, o alvo foi mantido.

“Esperamos que o segmento presencial de cursos não-premium serão os mais impactados, enquanto o ensino à distância deve continuar vendo uma forte expansão, com cursos premium se beneficiando de uma base de estudantes mais sólida”, diz o estudo assinado por Fred Mendes, Lucca Brendim e Gustavo Tiseo.


Bradesco BBI mantém otimismo em médio e longo prazos para educacionais

Para o médio e longo prazos, o Bradesco BBI mantém visão mais positiva. No entanto, a instituição ainda tem dúvidas sobre quando a recuperação acontecerá. “A maior questão agora é se a recuperação da demanda vai acontecer no segundo semestre ou se o setor vai ter que esperar mais um ano para colher os benefícios da demanda reprimida pela crise da Covid-19”, afirmam os analistas.

O Bradesco BBI manteve a YDUQS como preferida entre as educacionais, citando seu desconto ante pares e o espaço de expansão do ensino à distância. Contudo, reduziu o preço-alvo para R$45,00. O banco também reitera visão outperform, equivalente a compra, para a ação ordinária da Ser Educacional, com preço-alvo de R$19,00, citando múltiplo atrativo.

Para a Cogna, o Bradesco BBI mantém recomendação neutra e prevê mais um ano difícil para a companhia, com queda de 25% na base de alunos. Mas o banco destaca que o processo de reestruturação e o foco no marketing digital podem ser positivos.

O banco também tem visão neutra para Ânima, com preço-alvo de R$14,00, apesar de acreditar que a companhia tem a base de clientes de ensino presencial mais resiliente, e para a Cruzeiro do Sul, com alvo de R$22,00.


Desempenho das ações das educacionais

Perto das 11h40, a ação ordinária da Cogna (COGN3) caía 3,46%, a R$4,18. Os papéis da Ânima (ANIM3), da Ser (SEER3) e da YDUQS (TDUQ3) cediam, respectivamente, 3,97%, 0,15% e 1,25%, cotadas a R$10,40, R$13,52 e R$32,26. Por outro lado, o ativo da Cruzeiro do Sul (CSED3) subia 0,81%, a R$12,40. No mesmo horário, o Ibovespa operava em alta de 0,83%, ultrapassando pela primeira vez os 120 mil pontos desde fevereiro.


Ações das educacionais


Para acompanhar o desempenho das ações das educacionais e de outros setores, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Lucia Boldrini e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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