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Petrobras promete conciliar desalavancagem com dividendo

Postado por: TC Mover em 05/08/2021 às 15:12

São Paulo, 5 de agosto – A meta de dívida bruta da Petrobras deve ser atingida perto do final do ano, disse em teleconferência de resultados o diretor-executivo financeiro, Rodrigo Araújo. Ele afirmou que a companhia buscará avaliar se há espaço para distribuições adicionais de dividendos. “Estamos bastante focados no atingimento de nossa meta, mas a gente vem conciliando isso com o cenário de remuneração aos nossos acionistas… vamos estar sempre olhando o espaço de caixa para distribuição adicional de dividendos, mas sem nenhum compromisso com isso neste momento”.

A estatal reportou na última quarta-feira, 4, lucro líquido de R$41,86 bilhões no segundo trimestre, mais do que o dobro do consenso TC. Em respostas, as ações decolaram no pós-mercado. Por volta de 15h10, os papeis preferenciais da empresa (PETR4) saltavam quase 8,70%.

O resultado da Petrobras foi definido como “excelente” tanto em termos financeiros quanto operacionais pelo presidente da companhia, Joaquim Silva e Luna. O executivo projetou continuidade do momento positivo da gestão. “A tendência é que prossigamos nesse mesmo caminho, nesse mesmo direcionamento, com resultados bastante otimistas”, afirmou ele.

Petrobras continuará com paridade de importação, disseram executivos

Os executivos da Petrobras também garantiram que a companhia seguirá praticando preços seguindo a chamada paridade de importação, incluindo para a gasolina e o diesel. O diretor-executivo de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella, reforçou que a estatal “precisa seguir praticando preços em equilíbrio com o mercado” nos combustíveis, embora atenuando impactos imediatos de movimentos mais fortes nas cotações internacionais do petróleo.

“Somos sensíveis, claro, ao impacto social dos nossos preços, dos preços dos combustíveis, e isso a gente traduz em nossa gestão de preços, evitando repassar imediatamente a volatilidade externa, mas mantendo alinhamento com o mercado”, explicou Cláudio Mastella. Ele disse, também, que a companhia tem contribuído com o Ministério de Minas e Energia em discussões sobre como estabilizar os valores dos combustíveis, mas não detalhou as conversas.

Cláudio Mastella afirma que desinvestimentos de três ou quatro negócios estão no radar

A companhia pretende fechar até o final do ano três ou quatro negócios para desinvestimento em refinarias. “Os processos para venda da Reman, Lubnor e Six estão mais adiantados”, disse Cláudio Mastella, sem projetar prazos para as transações. Ele comentou, ainda, que a companhia estuda como retomar o desinvestimento na Repar, após ter recebido ofertas com preços inferiores ao mínimo estipulado pela unidade.

Com quatro unidades de produção em operação atualmente em seu campo de Búzios, considerado um ativo de classe mundial, a Petrobras tem planos para alcançar nove módulos operacionais na área em cinco anos, disse o diretor executivo de Desenvolvimento da Produção, João Henrique Rittershaussen. “Temos expectativa do quinto módulo entrando em 2022, do sexto em 2024, o sétimo e oitavo em 2025, e o nono em 2026”.

O diretor executivo de Exploração e Produção, Fernando Borges, afirmou que Búzios pode ter um total de até 12 módulos de produção. “Dentro do plano de desenvolvimento hoje para Búzios a gente pode ver até 12 unidades. Temos um conjunto de projetos aí pela frente bastante interessante”.

Desempenho das ações da Petrobras (PETR4)

Perto das 15h10, a ação preferencial (PETR4) disparava 8,68%, cotada a R$28,56. Já o papel ordinário, (PETR3) avançava 9,85%, a R$29,33. No mesmo horário, o Ibovespa operava praticamente estável, caindo 0,04%, aos 121 mil pontos. ação da Petrobras - PETR4

Para acompanhar o desempenho das ações da Petrobras e de outras empresas, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Luciano Costa
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover


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