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Petróleo e foco em desalavancagem devem impulsionar balanço da Petrobras (PETR4)

Postado por: TC Mover em 27/10/2020 às 10:03
A Petrobras deve mostrar alguma recuperação operacional e financeira no terceiro trimestre, refletido no crescimento sólido do lucro operacional por conta cotação mais alta do Brent, um aumento sequencial na produção de petróleo e dos preços domésticos da gasolina e esforços para mitigar o impacto da desvalorização de câmbio no balanço. A estatal divulga seus resultados na noite de quarta-feira

São Paulo, 27 de outubro – A Petrobras deve mostrar alguma recuperação operacional e financeira no terceiro trimestre, refletido no crescimento sólido do lucro operacional por conta cotação mais alta do Brent, um aumento sequencial na produção de petróleo e dos preços domésticos da gasolina e esforços para mitigar o impacto da desvalorização de câmbio no balanço. A estatal divulga seus resultados na noite de quarta-feira.

“Esperamos que a Petrobras registre resultados sólidos para o terceiro trimestre, na base sequencial, após navegar habilmente pela crise da Covid-19”, disse Regis Cardoso, analista do Credit Suisse. 

Alguns analistas alertam sobre a possibilidade da Petrobras (PETR4) registrar prejuízo líquido

Tanto os maiores preços do petróleo desde junho, assim como a prévia trimestral de produção e vendas vieram melhor do que o esperado. De acordo com o consenso TC, a Petrobras deve lucrar R$5,45 bilhões líquidos entre julho e setembro, com receita líquida de vendas de R$79,8 bilhões e EBITDA recorrente de R$31,5 bilhões. Mesmo assim, alguns analistas alertaram que há a possibilidade de a estatal registrar um prejuízo líquido, refletindo a desvalorização do real – que pode impactar os resultados financeiros além do esperado.

Cardoso e outros analistas apontam que o impacto da queda do real ante o dólar pode ser de até R$16 bilhões. Outros analistas também esperam que possa haver uma reclassificação dos efeitos cambiais passados acumulados sobre os hedges, em parte por conta da do valor reduzido das exportações futuras. 

A gestão da empresa, liderada pelo diretor-presidente Roberto Castello Branco, deve tocar na teleconferência de quinta, entre muitos assuntos, a tendência dos preços do petróleo e da gasolina no mercado, a estratégia de redução de dívida nas atuais circunstâncias, as vendas de ativos, o plano de negócios para os próximos cinco anos e a situação da curva de produção. Os papéis ordinário e preferencial, que negociam a um múltiplo EV/EBITDA de aproximadamente 4 vezes em 2021, têm cedido 36% e 32% no ano. 

Texto: Ana Carolina Amaral

Edição: Guillermo Parra-Bernal e Kariny Leal

Arte: TC Mover

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