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Retorno de restrições coloca pressão sobre varejistas, diz Fitch

Postado por: TC Mover em 04/03/2021 às 17:27
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São Paulo, 4 de março – A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou que a retomada de medidas restritivas rígidas para a circulação de pessoas em várias regiões do país coloca nova pressão sobre o desempenho das empresas de varejo discricionário, que vinham apresentando uma recuperação gradual desde o quarto trimestre. O início da vacinação é visto como um fator positivo para as varejistas, mas sua lentidão preocupa.


Varejo de alimentos e farmacêutico deve sofrer impactos limitados, diz Fitch

A Fitch projeta mediana de receita líquida para o varejo discricionário crescendo 23,00% em 2021. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, EBITDA na sigla em inglês, deve ficar em níveis similares aos de 2019. Em 2020, a queda esperada para os dois dados das varejistas é de 2,00% e 80,00%, respectivamente, segundo o relatório.

No texto, a Fitch acrescentou que as varejistas mais vulneráveis são Smart Fit, Burger King Brasil, código BKBR3, Guararapes, código GUAR3, Centauro, código CNTO3, Restoque, código LLIS3, e Inbrands.

No entanto, a Fitch destaca que varejistas de alimentos e farmacêutico, como RaiaDrogasil, código RADL3, Pague Menos, código PGMN3, GPA, código PCAR3, e Grupo Mateus, código GMAT3, além de companhias que evoluíram suas plataformas digitais, como a Lojas Americanas, códigos LAME3 e LAME4, citada no relatório, tendem a sofrer impactos e pressões mais limitadas.

Para agência, maioria das empresas consegue suportar período curto de fechamento

Para a Fitch, a grande maioria das varejistas possui liquidez em patamares razoáveis para suportar um período curto de fechamentos. “Empresas como Smart Fit, Burger King Brasil e Centauro levantaram recursos com seus acionistas em 2020, tornando seus balanços patrimoniais mais fortes para enfrentar a esperada queda na geração de caixa”, diz o texto.

Por outro lado, Restoque e a Inbrands são as que apresentam a liquidez mais frágil na carteira de varejistas da Fitch.

Desempenho das ações das varejistas

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Perto das 17h25, o papel da varejista Burger King Brasil, código BKBR3, caía 0,67%, cotado a R$8,87, e a ação da Pague Menos, código PGMN3, subia 0,22%, a R$9,28. O papel da GPA, código PCAR3, avançava 4,78%, a R$22,37.

No mesmo horário, as ações da Grupo Mateus, código GMAT3, tinham queda de 1,27%, a R$7,77. O papel ordinário da Lojas Americanas, código LAME3, subia 1,56%, a R$22,85. Já a ação preferencial da varejista, código LAME4, tinha alta de 2,68%, a R$24,55. O Ibovespa operava em alta de 0,76%, aos 112,0 mil pontos.

Para acompanhar o desempenho das ações das varejistas e de outras empresas, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Igor Sodré
Edição: Leandro Tavares e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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