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FGV mostra maior alta da confiança do consumidor em nove meses

Postado por: TC Mover em 26/07/2021 às 12:19
FGV e confiança do consumidor

São Paulo, 26 de julho – A Fundação Getúlio Vargas, FGV, divulgou o aumento do Índice de Confiança do Consumidor em julho. Em meio a um cenário de perspectivas de melhora da atividade econômica nos próximos meses, o dado atingiu maior patamar desde outubro de 2020.

Segundo a FGV, o ICC avançou 1,3 ponto em julho, na quarta alta seguida, atingindo 82,2 pontos neste mês. Ainda assim, o indicador que mede o contexto atual continua em torno dos 70 pontos, demonstrando que, apesar da leitura, os consumidores ainda apresentam dificuldades de recuperação financeira.

“Essa dificuldade tem sido maior entre as famílias de menor poder aquisitivo, que têm mais dificuldade de obter emprego, organizar as finanças familiares e sofrem maior impacto do aumento dos preços principalmente dos alimento”, afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens da FGV, em nota.

Segundo FGV, Índice de Situação Atual ficou praticamente estável

Neste mês, o Índice de Situação Atual teve uma ligeira queda, de 0,7 ponto, para 70,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas cresceu 2,5 pontos para 90,8 pontos. Atingiu, assim, o maior patamar desde setembro do ano passado.

Indicador da FGV que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral, o Índice de Situação Atual se manteve praticamente estável com recuo de 0,1 ponto em julho, para 76,6 pontos, segundo maior valor desde março de 2020, quando atingiu 82,1 pontos.

Perspectiva econômica tem maior pontuação desde começo de 2020

Já o indicador que mede as perspectivas em relação à situação da economia subiu 3,2 pontos, para 116,3 pontos. Este foi o maior valor desde fevereiro de 2020. Em relação à situação financeira familiar nos próximos meses, o indicador aumentou 3,2 pontos, para 92 pontos. É o maior valor desde novembro do ano passado. O ímpeto de compra para os próximos meses se manteve estável, com uma alta de 0,6 ponto, para 65,2 pontos.

Segundo a FGV, apesar do aumento consecutivo de quatro meses, “o subindicador de compra ainda se encontra em patamar considerado baixo quando comparado aos níveis pré-pandemia de Covid-19”. Entre janeiro de 2018 e fevereiro de 2020, o valor médio de compras duráveis chegou a atingir 82,7 pontos.

“O cenário dos próximos meses vai depender do avanço da vacinação, do controle das novas cepas para que a confiança continue avançando”, concluiu a coordenadora das Sondagens da FGV, Viviane Seda Bittencourt.

Texto: Cíntia Thomaz
Edição: Guilherme Dogo e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover

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