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Inflação da construção volta a acelerar em maio

Postado por: TC Mover em 26/05/2021 às 10:29
Inflação da construção acelera

São Paulo, 26 de maio – Com alta dos custos de mão de obra, o INCC-M, Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado, voltou a acelerar em maio, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, FGV. No mês anterior, houve leve desaceleração na inflação da construção. Mesmo assim, o otimismo com reabertura econômica no segundo semestre trouxe uma leve alta no índice de confiança da construção, a primeira de 2021.


Inflação da construção acumula alta de 6,92% no ano

Em maio, o INCC registrou alta de 1,80%, bem acima do consenso do mercado, que apontava para um avanço de 1,28%. O índice mostrou forte aceleração frente a abril, quando o INCC havia registrado alta de 0,95%. Juntamente com o Índice de Preços ao Atacado, IPA, e o Índice de Preços ao Consumidor, IPC, o indicador divulgado hoje compõe o Índice Geral de Preços – Mercado, que geralmente é utilizado para calcular reajustes de contratos, entre eles o aluguel.

Segundo a FGV, a inflação da construção acumula ganho de 6,92% no ano e 14,62% em 12 meses. Neste mês, a pressão veio principalmente dos custos de mão de obra, que passaram de 0,01% em abril para 0,99% em maio. Os preços dos materiais, equipamentos e serviços também tiveram aceleração na comparação mensal, de 0,95% no mês passado para 1,80% neste mês.


Confiança da construção aumentou pela primeira vez em 2021

O aumento de preços, tanto dos materiais quanto da mão de obra, é o principal catalisador para a desaceleração da entrega de unidades, segundo o presidente da Câmara Brasileira de Indústria e Construção, José Carlos Martins. Para ele, “a alta de preços acaba postergando os lançamentos e consequente queda nos contratos de trabalho”.

Apesar disso, a expectativa de uma retomada econômica mais forte a partir do segundo semestre fez com que o índice de confiança da construção, o ICST, subisse 2,2 pontos em maio, passando para 87,2. Essa foi a primeira alta registrada em 2021. Porém, de acordo com a FGV, os empresários do setor ainda temem que a demanda mais forte com a reabertura econômica possa aumentar ainda mais os preços das matérias primas. Ou seja, a inflação da construção poderia acelerar mais ainda.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e Letícia Matsuura
Imagem: Divulgação


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