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IPCA-15 sobe abaixo do consenso com desaceleração do setor de transportes

Postado por: TC Mover em 27/04/2021 às 10:34
Prévia da inflação - IPCA-15

São Paulo, 27 de abril – Com desaceleração forte do grupo de transportes, especialmente em combustíveis, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, IPCA-15, divulgado pelo IBGE, veio abaixo das expectativas do mercado. O dado contribuiu para a abertura em queda generalizada da curva de juros, mantendo no radar a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central sobre a taxa Selic na semana que vem.


IPCA-15 registou alta de 6,17% no acumulado de 12 meses

O índice de abril subiu 0,60%, 0,33 ponto percentual abaixo da taxa de março, que ficou em 0,93%, e abaixo do consenso do TC, que apontava alta de 0,69%. No acumulado de 12 meses, o indicador acumulou alta de 6,17%, de acordo com o IBGE.

Conhecida como prévia da inflação oficial do Banco Central, o IPCA-15 considera os dados coletados entre o dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês de referência. O resultado é a média ponderada de preços dos principais produtos consumidos pelos brasileiros com renda entre um e 40 salários-mínimos.


Apesar de desacelerar, transporte ainda puxa IPCA-15

Em abril, sete dos nove grupos pesquisados apresentaram alta. Contudo, apenas quatro de fato aceleraram frente a março. A maior elevação ainda é do grupo de transportes, que é influenciado pelo preço alto dos combustíveis. Mas o setor apresentou forte desaceleração na comparação mensal: em março, o grupo teve alta de 3,79%, e em abril de 1,76%. O preço da gasolina foi o maior vetor para essa desaceleração, uma vez que o combustível havia subido 11,18% em março, mas em abril avançou 5,49%.

O grupo de habitação também teve desaceleração, de 0,71% em março para 0,45% em abril, puxado ainda pelo botijão de gás. O grupo de alimentos e bebidas, que tem maior peso no IPCA-15, teve leve aceleração, de 0,12% para 0,36%, segundo o IBGE.


Juros futuros oscilam no começo do pregão

Com o resultado, os contratos de juros futuros recuavam no início do pregão desta terça-feira, em especial os da cauda curta e média. Por volta das 10h20, o contrato para janeiro de 2022 recuava 1,5 ponto-base, enquanto os contratos para 2025, 2026 e 2027 estavam estáveis. Contudo, os DIs com vencimento em 2023 e 2024 avançavam 1,00 e 1,50 ponto-base.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e Letícia Matsuura
Arte: TC Mover


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