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IPCA de julho tem maior variação desde 2002; energia pesa

Postado por: TC Mover em 10/08/2021 às 10:39
IPCA sobe em julho

Rio de Janeiro, 10 de agosto – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, avançou em julho. O indicador foi pressionado, principalmente, pela alta da energia elétrica, registrando a maior taxa para o mês desde 2002, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.

De acordo com o IBGE, o IPCA, usado como referencial para as metas de inflação do Banco Central, subiu 0,96% em julho, ligeiramente acima do consenso da Mover em 0,93%. No acumulado do ano a alta é de 4,76%. Em 12 meses, o aumento foi de 8,99%, em linha com o consenso que previa o acumulado em 8,98%.

O índice da inflação brasileira acompanha os preços dos principais produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre um e 40 salários-mínimos.

Seca aumentou preços de energia, impulsionando o IPCA

A alta do IPCA é explicada pela energia elétrica que ficou mais cara em julho, impulsionada pela grave seca. A bandeira tarifária vermelha patamar 2 passou a cobrar dos consumidores R$9,49 a cada 100kWh consumidor.

Esse aumento tem reflexos diretos no item habitação, maior alta da inflação, com 3,10% em julho. O segundo maior avanço vem do grupo de transportes, puxado pelas passagens aéreas, que subiram 35,22% no mês. Apenas o grupo de saúde e cuidados pessoais apresentou deflação, com queda de 0,65% no período, puxado pela redução dos preços dos planos de saúde.

Índice de difusão da inflação do TC Matrix cai para 63,66%

Porém, segundo os dados do TC Matrix, o índice de difusão da inflação caiu de 64,46% para 63,66% em julho, o que sugere que a elevação do IPCA está mais focada em alguns itens, como a energia elétrica e as passagens aéreas.

A ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central, Copom, também divulgada nesta terça-feira, 10, reafirmou a necessidade de seguidas elevações de juros para preservar não só a meta da inflação de 2022, mas também a de 2023. O Copom prescreve mais elevações da taxa básica de juros, a taxa Selic, sem interrupção até patamar acima do neutro.

Texto: Cíntia Thomaz
Edição: Guilherme Dogo e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover


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