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Tesouro Direto muda regra de liquidação dos resgates

Postado por: TC Mover em 13/09/2021 às 16:27
Investimento em Tesouro Direto

São Paulo, 13 de setembro – A partir desta segunda-feira, 13, a liquidação dos resgates do Tesouro Direto, sistema de venda de títulos públicos pela internet, passa a ser realizada no mesmo dia do pedido, e não mais no dia seguinte, informou a bolsa brasileira B3.

Segundo a bolsa, a mudança deve trazer mais agilidade e eficiência no investimento nesses títulos públicos. Com a alteração, o Tesouro Direto vai competir com os fundos dos bancos, especialmente os fundos DIs, que oferecem o resgate no mesmo dia.

Alta da taxa Selic aumenta atratividade de títulos de renda fixa

A nova regra é válida apenas para os pedidos feitos até as 13h00. Após esse horário, o crédito ocorrerá no próximo dia útil. O superintendente de Relacionamento com Pessoa Física da B3, Vinicius Brancher, explicou que a redução no prazo de liquidação foi uma necessidade do mercado, “abrindo novos horizontes para as estratégias de alocação de recursos dos investidores de forma alinhada às expectativas do mercado como um todo”.

Com as recentes e sucessivas altas da taxa básica de juros, a Selic, os títulos de renda fixa, como os papéis federais oferecidos no sistema do Tesouro Direto, voltaram a ter atratividade. “A gente vai continuar observando uma migração para a renda fixa, (…) que é o ativo de menor risco da economia e está tendo seu retorno aumentado”, afirmou o economista-chefe da Ativa Investimentos Étore Sanchez.

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um sistema de venda de títulos do Tesouro Nacional em parceria com a bolsa. Desenvolvido em 2002, o Tesouro Direto permite a compra de títulos federais pelas pessoas físicas de forma online. Isto facilita o acesso a esse investimento, com aplicações a partir de R$30 com as mesmas taxas pagas aos grandes investidores.

Os títulos públicos oferecidos podem ter rentabilidade prefixada, correção pela inflação ou pela taxa básica de juros Selic, com diferentes vencimentos e fluxos de remuneração, semestral ou no vencimento da aplicação. Para investir, é preciso ter conta em uma corretora de valores mobiliários.

Texto: Letícia Matsuura
Edição: Angelo Pavini
Arte: Mover


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