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Vendas no varejo brasileiro aceleram em julho e atingem patamar recorde

Postado por: TC Mover em 10/09/2021 às 10:47
Vendas no varejo

Rio de Janeiro, 10 de setembro – O volume de vendas do comércio varejista no Brasil surpreendeu positivamente em julho, vindo bem acima do consenso. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, que também revisou para cima as vendas de varejo em junho.

Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, as vendas no varejo no país cresceram 1,20% em julho na comparação com o mês anterior, registrando a quarta taxa positiva consecutiva. O resultado está bem acima do consenso, que estimava um crescimento de 0,70%. Com isso, o patamar do setor atingiu recorde na série histórica iniciada em 2000. No ano, o varejo acumula crescimento de 6,60% e no acumulado de doze meses, cresceu 5,90%.

O IBGE ainda revisou para cima as vendas no varejo de junho, passando de queda de 1,70% para alta de 0,90%. No varejo ampliado, a taxa passou de baixa de 2,30% para avanço de 2,10%.

Artigos de uso pessoal e doméstico puxam alta

O instituto apontou que cinco das oito atividades pesquisadas em julho apontaram crescimento, com destaque para artigos de uso pessoal e doméstico, que registraram alta de 19,10% em julho. Em seguida, vêm os segmentos de tecidos, vestuário e calçados, que subiram 2,80%, e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que registraram um avanço de 0,60% no período.

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, apesar dos seguidos avanços, a recuperação no setor é muito “heterogênea”. “Algumas atividades ainda não conseguiram recuperar as perdas na pandemia, como é o caso de equipamentos e material para escritório, que ainda está 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, ou combustíveis e lubrificantes, que está 23,5% abaixo”, disse Santos.

Na comparação anual, o comércio varejista cresceu 5,70% em julho, quinta taxa positiva seguida, bem acima do consenso que previa aceleração de 3,45%. A alta foi puxada pelas atividades de tecidos, vestuário e calçados, que aceleraram 42% no período, seguidas por outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 36,8%, por combustíveis e lubrificantes, com crescimento de 6,4%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos com 4,8%.

Comércio varejista ampliado

Ainda segundo a pesquisa do IBGE, o comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 1,1% em julho, frente a junho, puxado pelo setor de veículos, motos, partes e peças, com 0,2%. Enquanto isso, material de construção variou negativamente para 2,3%. Na comparação anual, o varejo variado teve alta de 11,40%, ligeiramente abaixo do consenso, que previa 11,50%.

A economista do TC Matrix Elizabeth Farias diz que “o avanço da vacinação e da mobilidade, especialmente em ambientes do varejo e entretenimento, contribuiu para o aquecimento da demanda e retomada de setores mais afetados pela crise pandêmica”. Farias completa que o aumento das concessões de crédito para pessoas físicas, que cresceram 28,40% em julho, também impulsionou o resultado.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Arte: Mover


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