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Chance de “onda azul” no Congresso americano volta a assombrar mercados

Postado por: TC Mover em 06/11/2020 às 12:30

São Paulo, 06 de novembro – Cresceu a chance dos democratas nas eleições dos Estados Unidos dominarem o Senado, além de terem maioria na Câmara, no fenômeno conhecido como “onda azul”. 

Das quatro cadeiras restantes em jogo no Senado americano, duas estão na Geórgia. Como os vencedores para as vagas estão com menos de 50%, a probabilidade é que a disputa vá para um segundo turno, que será realizado em 5 de janeiro de 2021. 

Até lá, a disputa pelo Senado, no cenário mais provável, ficará em 50 senadores republicanos a 48 dos democratas, com a possibilidade de os democratas empatarem, se vencerem as duas cadeiras no segundo turno. Neste caso, como pela lei americana é o vice-presidente que assume a presidência do Senado, o controle da Casa pode ficar com os democratas caso Biden vença nas urnas.

O que esperar da “onda azul”?

Para a bolsa americana, uma “onda azul” pode se traduzir em mais impostos para as empresas e maior regulação para o setor de tecnologia, por exemplo, o que desagrada ao mercado. Já para os emergentes, esse cenário pode até ser favorável. 

De acordo com a BlackRock, a maior gestora do mundo com mais de US$7 trilhões sob gestão, as ações de países emergentes se beneficiariam, principalmente, de quatro fatores que devem acompanhar uma ampla vitória democrata: maiores gastos fiscais, política internacional mais estável, dólar mais fraco e juros reais negativos, que poderiam ser favoráveis à renda fixa brasileira. 

Texto: Bárbara Leite
Edição: Kariny Lima e Letícia Matsuura

Imagem: Divulgação

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